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TEORIAS DA CRIAÇÃO DO MUNDO.

Teorias da criação do mundo

Há pelo menos  cinco teorias principais sobre a interpretação dos seis dias da criação.

1 - A teoria do dia pictórico afirma que os seis dias mencionados no livro de Gênesis são os seis dias durante os quais Deus revelou a Moisés os eventos da criação.
 Mas a Bíblia relata a criação de maneira clara, simples e histórica como relata quaisquer outros eventos.
Interpretar o texto desta forma exige o abandono de todos os princípios exegéticos.

2 - A teoria do hiato afirma que Gênesis 1.1 descreve uma criação original que foi seguida pela queda de Satanás e pelo grande juízo.
Supõe-se que Gênesis 1.2, então, seja uma descrição da recriação ou restauração que ocorreu (cf. nota de Gn 1.2).
 Êxodo 20.11 ensina que todo o universo, incluindo os céus e a terra (Gn 1.1) foi criado no período de seis dias mencionado no primeiro capítulo de Gênesis.

 3 - A teoria do dia intermitente afirma que os dias mencionados são dias literais, mas que são separados por longos períodos de tempo.
Contudo, a menos que toda a atividade criativa seja limitada aos dias literais, esta interpretação é uma contradição direta ao texto de Êxodo 20.11.

4 -  A teoria do dia-era afirma que a palavra yôm, que é o termo hebraico para “dia”, é usada para se referir a períodos de extensão indefinida, e não dias literais.
Embora este seja um significado viável para o vocábulo (Lv 14.2,9,10), não é o mais comum.
 Logo, o sentido vernacular não é fundamento suficiente para sustentar a teoria.

 5 - A teoria do dia literal aceita o significado claro do texto e etc:
 o universo foi criado em seis dias literais.
 Os vários esforços para unir o relato bíblico da criação e a evolução não são respaldados nem mesmo pelas várias teorias de hiato, porque a ordem da criação está em oposição direta às interpretações da ciência moderna (por exemplo, a criação das árvores antes da luz).
A expressão “dia e noite” indica dias literais (cf. Dn 8.14, onde a mesma expressão em hebraico é traduzida como “tardes e manhãs”).

1.1 Por sua livre e espontânea vontade, e por seu poder absoluto, Deus chamou o universo à existência, criando-o a partir do nada (Êx 20.11; Sl 33.6,9; 102.25; Is 45.12; Jr 10.12; Jo 1.3; At 14.15; 17.24; Rm 4.17; Cl 1.15-17; Hb 3.4; 11.3; Ap 4.11).
 Quando se reconhece o poder absoluto de Deus, é necessário aceitar o seu po-der de criar e destruir, como declaram as Escrituras.
 Há muitos conceitos como este na Bíblia, os quais a mente finita não consegue compreender completamente.
 O crente deve aceitar estas coisas pela fé (Hb 11.3). 1.2.
 A Bíblia de Scofield afirma que a condição da terra, no versículo 2, é o resultado de juízo, razão pela qual interpreta o verbo hāyāh como “tornou-se.Contudo, a estrutura hebraica do versículo 2 édisjuntiva, descrevendo o resultado da criação descrita no versículo 1.
A expressão “sem forma e vazia” é frequentemente mal interpretada em função das possibilidades de sua tradução.
Estas palavras são encontradas apenas em poucas passagens (Is 34.11; 45.18; Jr 4.23), e não descrevem o caos, mas o vazio.
Uma tradução melhor seria “sem forma e desocupada”.
Deus é uma entidade singular (Dt 6.4; 32.39; Is 45.5,6; Jo 17.3; 1 Co 8.6) ou plural (Gn 3.22; 11.7; 18.1-3; Is 6.8; 48.16; Jo 10.30,34-38)?
A palavra hebraica para Deus é ’elōhîm (430), um substantivo plural.
Em Gênesis 1.1, o termo é usado concordando, gramaticalmente, com um verbo no singular bārā’ (1254), “criou”.
Quando são usados pronomes no plural – “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” –, isto indica a pluralidade de pessoas (um plural de número),
ou o conceito de excelência ou majestade que pode ser indicado desta maneira em hebraico?
Deus poderia estar falando com os anjos,a terra, ou a natureza, referindo-se a si mesmo em relação a algum deles?
Ou esta é uma indicação germinal de uma distinção de pessoas na Divindade?
Não se sabe, ao certo mais  é provável.
 Até a vinda de Jesus, a unidade”essencial (interna) da Divindade não era compreendida, em grande parte, ainda que fosse indicada em outras perícopes (Is 48.16).
Deus é, essencialmente, Espírito (Jo 4.24).
A Portanto, o homem que é “imagem e semelhança” de Deus, possui um espírito imortal. Os homens se assemelham a Deus em certos aspectos pessoais (Gn 1.26), sem que sejam iguais a Ele (Is 40.25). A semelhança entre o homem e Deus é aquilo que distingue a criatura racional do resto da criação.
O homem é um ser pessoal, com a capacidade de pensar, sentir e decidir. Ele tem a capacidade de fazer escolhas morais e a capacidade de crescimento ou declínio espiritual. No princípio, o homem amava a Deus e era uma criatura santa. O pecado mudou isto.
O seu espírito ficou tão alterado pelo pecado, que ele se escondeu de Deus, e agora ama o mal mais do que a justiça (Jo 3.19,20).
 Depois da época de Adão, somente aqueles que viviam com retidão diante de Deus eram considerados seus descendentes (Mt 3.7-10; 13.38; Jo 12.36; At 13.10; Cl 3.6).
 O homem não mais se encontra no estado perfeito de inocência em que estava na época da sua criação.
 Portanto, ele não tem os mesmos atributos e qualidades espirituais, semelhantes aos de Deus, que tinha em seu estado original. Jesus, o segundo Adão (1 Co 15.45), veio para desfazer as obras de Satanás (1 Jo 3.8), e para restaurar a semelhança espiritual do homem com Deus (2 Co 3.18; Ef 4.24; Cl 3.10).2.4
 É bem sabido que parece haver dois relatos diferentes da criação nos dois primeiros capítulos do livro de Gênesis, mas isto não leva-nos necessariamente a concluir que eles sejam incompatíveis, como sugeriram alguns.
 As duas seções complementam-se. Gênesis 1.1–2.4a apresenta uma visão ampla e geral de todos os sete dias da criação, e trata da criação do homem e da mulher como um ato único. Então, em 2.4b-24, o autor concentra-se no sexto dia, dando detalhes que não foram mencionados na visão geral do capítulo 1.
As origens separadas, do homem e da mulher, são trazidas a um nítido foco. Logo, os capítulos 1 e 2 não estão em sequência cronológica, mas Gênesis 2.4b-24 apresenta, com mais detalhes, aquilo que Gênesis 1.11,12,24-31 apenas resume.
 2.7 A palavra “alma” foi usada com vários significados por diferentes autores na Bíblia.
A palavra hebraica é nepheš (5315), que significa “aquilo que respira”. Ela corresponde ao grego psychē (5590), que normalmente é traduzido como “alma” ou “vida” (veja Dicionários Comentados de Strong, onde há defini-ções mais completas).
A expressão “alma vivente” não se refere ao espírito de Adão, como imortal, mas simplesmente ao fato de que era um ser físico, vivente.
A mesma expressão é usada em Gênesis 1.20,21 com referência as criaturas que voam e nadam. O termo significa meramente que Adão se tornou vivo. Isto nega a possibilidade da evolução teísta (a alma, com um sopro, passando a uma forma animal viva). Contudo, em Gênesis 1.26,27, é ensinada a imortalidade do espírito humano.

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