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O RETORNO DA ARCA DO SENHOR/ 2 SAMUEL CAP. 6



Segundo Samuel capítulo 6.
Neste capítulo lemos acerca do retorno da arca para a terra de Israel, para onde vamos agora gratamente acompanhá-la e observar:
O RETORNO DA ARCA DO SENHOR EM 2 SAMUEL  CAP. 6
Como os filisteus a despediram, conforme o conselho dos seus sacerdotes, w. 1-11, com ricos presentes ao Deus de Israel, para fazer uma expiação pelo pecado deles, w. 3-5, e mesmo assim com um projeto de conduzi-la de volta, caso a Providência dirigisse as vacas, de forma contrária à inclinação delas de ir para a terra de Israel, w. 8,9.
O RETORNO DA ARCA DO SENHOR/ 2 SAMUEL  CAP. 6
II. Como os israelitas a receberam:
 1. Com grande alegria e sacrifícios de louvor, w. 12-18.
 2. Com uma curiosidade impertinente de olhar para dentro dela, o que resultou em muitas mortes. O terror pelas mortes os moveu a enviá-la adiante para outra cidade,19-21.
Os Filisteus Seguem o Conselho dos seus Sacerdotes e Devolvem a Arca 1-9.
As primeiras palavras do capítulo nos relatam o tempo que a arca esteve em poder dos filisteus. Ela esteve na terra dos filisteus sete meses.
De acordo com o original, encontramos no campo dos filisteus; assim, alguns deduzem que, após tê-la deixado em todas as cidades (e se tornando uma praga para os habitantes), finalmente a enviaram para o campo aberto.
O RETORNO DA ARCA DO SENHOR/ 2 SAMUEL  CAP. 6
 Eles conjecturam que quando a arca passava, ratos saíam da terra em grande quantidade e destruíam a colheita que estava quase madura.
 Esse era mais um juízo sobre eles, v. 5, no entanto, este fato não é mencionado no capítulo anterior.
 Dessa forma, Deus deixa claro para eles que onde quer que levassem a arca, enquanto estivesse cativa,isto é, com eles, ela seria uma maldição para eles.
Maldito serás tu na cidade e maldito serás no campo diz a Bíblia (Dt 28.16).
Mas, a maior parte dos comentaristas entende essa expressão como foi trazida: a terra. dos filisteus.
Durante sete meses, Israel foi castigado com a ausência da arca, o sinal especial da presença de Deus.
 Quão vazio o Tabernáculo parecia sem ela!
 Quão desolada estava agora a cidade santa, e a terra santa, um deserto! Esse, sem dúvida, foi um tempo de melancolia para as pessoas w. 1-9 1 SAMUEL.
justas entre eles, especialmente para Samuel. Mas eles tinham algo para confortá-los, como ocorre conosco em aflições semelhantes, quando somos privados do conforto das ordenanças públicas, que, independentemente de onde a arca estiver, o SENHOR está no seu santo templo; o trono do SENHOR está nos céus (SI 11.4) e, pela fé e oração, podemos ter acesso a Ele com ousadia ali.
 Podemos ter Deus perto de nós quando a arca está longe.
Os filisteus foram castigados setes meses com a presença da arca. Ela foi uma praga para eles por tanto tempo, pelo fato de não a enviarem para Israel mais cedo.
 Observemos:
O RETORNO DA ARCA DO SENHOR/ 2 SAMUEL  CAP. 6
 Os pecadores estendem suas misérias ao recusar-se obstinadamente a afastar-se dos seus pecados. As pragas do Egito teriam ocorrido em menor número caso o coração de faraó não tivesse sido endurecido para impedir a saída do povo.
 Mas, finalmente, é definido que a arca devería ser enviada de volta.
Não existiria outro recurso; ou eles serão destruídos se continuarem com ela.
Os sacerdotes e os adivinhadores são consultados a esse respeito, v. 2. Eles deveriam estar mais bem familiarizados com as regras da sabedoria e com os ritos de adoração e expiação. Como os israelitas eram seus vizinhos, e afamados acima de todos os povos pelas instituições da sua religião, eles, sem dúvida, tiveram a curiosidade de familiarizarem-se com as suas leis e costumes na época; portanto, era apropriado perguntar-lhes:
Que faremos nós da arca do SENHOR?
 Todas as nações têm respeitado seus sacerdotes como homens cujos lábios guardam o conhecimento.
O RETORNO DA ARCA DO SENHOR/ 2 SAMUEL  CAP. 6
 Os filisteus tinham adivinhadores?
Nós temos clérigos a quem deveríamos perguntar: Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus Altíssimo? (Mq 6.6).
Eles dão seu conselho em detalhes e parecem estar muito unânimes nisso. É de admirar que não o tenham feito, como amigos do seu país,  oficialmente, antes de serem indagados.
Eles ressaltam a absoluta necessidade de enviar a arca de volta, lembrando do exemplo do faraó e dos egípcios, v. 6.
 E possível que alguns estivessem relutantes em ceder e dispostos a tentar permanecer com a arca por mais um tempo; para eles foi dito:
Por que, pois, endureceríeis o coração, como os egípcios e Faraó endureceram o comção? v. 6.
Parece que estavam bem familiarizados com a história mosaica e podiam citar precedentes dela.
Deveríamos fazer o mesmo bom uso dos registros restantes dos juízos de Deus sobre pecadores obstinados. Deveríamos ser advertidos por meio deles a não endurecer o nosso coração como eles fizeram.
Sai muito mais em conta aprender pela experiência dos outros do que pela nossa própria experiência. Os egípcios, finalmente, foram forçados a deixar Israel ir; portanto, que os filisteus cedam em tempo, deixando a arca ir.
Eles aconselham que, quando a enviarem de volta, também enviem um sacrifício pela culpa com ela.
Independentemente de quem eram os deuses das outras nações, eles sabiam que o Deus de Israel era um Deus zeloso e rigoroso em suas exigências em relação ao sacrifício pela culpa e sacrifícios pelo pecado do seu próprio povo. Visto que perceberam o quanto Ele ressentia a afronta em manter a sua arca cativa, aqueles com quem Ele tinha uma disputa tão grande devem sem falta lhe enviar uma oferta para a expiação da culpa.
 Eles não podiam ser curados sob nenhuma outra condição.
 A justiça maculada requer penitência. Homens instruídos pela luz natural sabiam disso.
 Mas quando começaram a cogitar o que essa penitência deveria ser, tornaram- se tristemente fúteis nas suas imaginações. Mas aqueles que em decorrência de pecado voluntário aprisionaram a verdade em injustiça, como os filisteus fizeram com a arca (Rm 1.18), podem concluir que não existe uma forma de fazer as pazes com Aquele a quem ofenderam, se não por meio do sacrifício pelo pecado; e nós conhecemos somente um que pode perdoar o pecado.
Eles orientam que esse sacrifício pela culpa deveria ser um reconhecimento do castigo da sua iniqüidade, por meio do qual eles tomariam a vergonha sobre si mesmos como conquistados, rendidos e culpados diante de Deus, e deveriam dar glória ao Deus de Israel como seu conquistador poderoso e justo vingador, v. 5.
Eles devem fazer imagens das hemorróidas, isto é, com o inchaço e as feridas, tornando o desprezo dessa moléstia vergonhosa perpétua como um documento legal (SI 78.66).
Eles também deveriam fazer imagens que andavam destruindo a terra, reconhecendo por meio disso o grande poder do Deus de Israel, que podia castigar e humilhá-los, mesmo no dia do triunfo deles, por animais tão pequenos e desprezíveis.
 Essas imagens devem ser feitas de ouro, o metal mais precioso, para anunciar que eles gratamente comprariam sua paz com o Deus de Israel a qualquer preço, e não achariam que o ouro seria precioso demais, mesmo que fosse necessário muito ouro fino.
 As hemorróidas de ouro devem ser cinco em número, segundo o número dos príncipes dos filisteus, que, provavelmente, também estavam infectados com elas e concordavam com esse conselho. Eles também aconselharam que o número de ratos de ouro deveria ser cinco, mas, visto que todo o país estava infestado por eles, parece, depois de uma avaliação mais profunda, que eles enviaram um número maior deles, segundo o número de todas as cidades fortes até às aldeias, v. 18.
Seus sacerdotes os lembraram que a praga ê a mestua sobre todos. Eles não podiam culpar-se mutuamente, porque todos eram culpados, o que ficou claro quando todos foram infectados.
A proposta deles de oferecer um sacrifício pela culpa da sua transgressão era suficientemente compatível com a revelação divina daquela época; mas enviar essas coisas como sacrifício pela culpa era muito estranho e mostrava que eram totalmente ignorantes em relação aos métodos de reconciliação estabelecidos pela lei de Moisés; porque nela aparece sempre que é o sangue, e não o ouro, que fará expiação pela alma.
Os sacerdotes e os adivinhadores os encorajam a esperar que com isso estão dando um passo efetivo para livrar-se da praga: sereis curados, v. 3.
Pelo que parece, a enfermidade obstinadamente resistia a todos os métodos de cura que os médicos haviam prescrito. “Portanto, enviem de volta a arca e então”, eles dizem, “se vos fará saber por que a sua mão se não tira de vós, isto é, por meio disso será possível saber se isso está acontecendo porque estão retendo a arca ou não; porque, se esse é o caso, ao devolvê-la, a praga cessará”.
Deus, às vezes, tem colocado seu povo diante desse tipo de provação, para ver se a sua reforma não será o seu remédio. Fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos (Ml 3.10; Ag 2.18,19). No entanto, eles falam com dúvida, v. 5: porventura, aliviará a sua mão de cirna de vós; como se agora eles começassem a pensar que o juízo pudesse estar vindo da mão de Deus e, mesmo assim, não fosse removido imediatamente após a restituição da arca; mesmo assim, essa era a forma mais provável de alcançar misericórdia. Tire a causa, e o efeito cessará.
Eles então colocam os filisteus diante de mais uma provação para ver se era a mão de Deus de Israel que os havia ferido com essas pragas ou não.
Eles devem, em honra à arca, colocá-la em um carro novo, a ser puxado por duas vacas leiteiras, que tiveram crias que diariamente se amamentam delas, v. 7, sobre as quais não tenha sido colocado o jugo e que estão inclinadas a ir para casa, por causa da manjedoura, onde são alimentadas e dos bezerros que amamentam.
E, além disso, não conhecem o caminho que leva à terra de Israel. Ninguém deve dirigi- las, mas elas próprias devem seguir seu próprio caminho. Diante de toda lógica, esperaríamos que voltassem para casa. Assim, a não ser que o Deus Israel, mesmo depois de todos os outros milagres que havia realizado, realizasse mais um, e por meio de um poder invisível levasse essas vacas, de maneira contrária ao seu instinto natural, à terra de Israel, e particularmente a Bete-Semes, eles mudariam sua opinião e entenderiam que não tinha sido a mão de Deus que os havia ferido, mas que isso os sucedeu por acaso, w. 8,9.
Deus permitiu ser provado dessa forma por esses filisteus incircuncisos. Será que eles aceitariam que a honra de Dagom, seu deus, passasse por uma situação como essa?
 Veja quão inclinados os homens perversos são a livrar-se da mão de Deus sobre eles, e a acreditar, diante de uma dificuldade, que isso os sucedeu por acaso;
se esse é o caso, não tem voz a vara a qual estão dispostos a ouvir ou prestar atenção.
Os Israelitas Recebem a Arca com Grande Alegria e Sacrifícios de Louvor v. 10-18
Como os filisteus desfizeram-se da arca, v. 10,11.
Eles estavam mais contentes em livrar-se dela do que quando a receberam.
Assim como Deus tinha tirado Israel da casa da servidão, assim agora ele tirou a arca do seu cativeiro. Lemos que o Egito alegrou-se quando eles saíram (SI 105.38).
Os filisteus não receberam dinheiro ou recompensa pelo resgate da arca, como haviam esperado, mesmo superior ao resgate de um rei.
Assim é profetizado acerca de Ciro: Ele soltam os meus cativos não por preço nem por presentes (Is 45.13).
Eles deram jóias de ouro, como os egípcios deram aos israelitas, para livrar-se dela. Assim, a arca que foi levada para dentro da terra dos filisteus, como um troféu de vitória, agora é levada de volta com troféus específicos — monumentos permanentes da desgraça dos filisteus.
Observemos:
 Deus não será perdedor quando a sua glória está em jogo, por meio dos sucessos dos inimigos da igreja contra sua arca, mas atrairá honra daqueles que buscam desonrá-Lo.
Como as vacas levaram a arca para a terra de Israel, sem  saber o caminho? v. 12.
 Elas se encaminharam diretamente pelo caminho de Bete-Semes (a cidade mais próxima terra de Israel, uma cidade de sacerdotes), sem se desviarem nem para a direita nem para a esquerda.
Esse era um exemplo maravilhoso do poder de Deus sobre as criaturas irracionais. Era um grande milagre o fato de as vacas desacostumadas com o jugo puxarem o carro de forma alinhada e ordenada, sem um carroceiro, direto para Bete-Semes, em vez de irem para seu lugar de origem, de acordo com sua inclinação natural, afastando-se dos seus bezerros, pelos quais tinham uma afeição natural.
Elas não erraram o caminho, nem se desviram dele para alimentar-se, nem voltaram para casa para nutrir seus bezerros.
 A cidade de Bete-Semes ficava a cerca de 15 quilômetros de distância.
Elas seguiam pelo caminho, mugindo para os seus bezerros, de onde deduzimos que não se esqueceram deles, mas se entristeciam pelo fato de se afastar deles.
Portanto, o poder do Deus da natureza mostrou-se tanto maior, ao dominar um dos instintos mais fortes da natureza. Essas duas vacas, diz Dr. Lightfoot, conheciam o seu dono, seu grande dono (Is 1.3), a quem Hofni e Finéias não conheciam.
 Podería- se acrescentar que elas levaram a arca para casa para a vergonha e estupidez de Israel, que não se esforçou em resgatá-la.
 A providência de Deus é conhecedora até mesmo dos impulsos de criaturas irracionais, e serve seus próprios propósitos por meio delas.
Os príncipes dos filisteus, com uma comitiva apropriada, certamente, seguiam as vacas, admirados com o poder do Deus de Israel.
Assim, aqueles que acham que triunfaram sobre a arca precisam, como servos humildes, ir após ela.
Como a arca foi recebida pela terra de Israel: andavam, os de Bete-Semes fazendo a sega do trigo, v. 13. Eles continuavam as suas atividades mundanas, sem se preocupar com a arca.
Se tivessem se preocupado, provavelmente teriam informações antecipadas de sua vinda, e teriam ido ao encontro dela, e a conduzido para dentro de sua fronteira.
 Mas não, eles eram negligentes como as pessoas que habitavam nas suas casas, mas deixavam a casa de Deus ficar deserta (Ag 1.4). Observe:
Deus, no tempo oportuno, realizará o livramento de sua igreja, apesar de estar sendo combatida pelos seus inimigos e negligenciada pelos seus amigos.
Alguns comentam que o retorno da arca não encontrou os homens de Bete- Semes ociosos ou se divertindo nas ruas da cidade, mas ocupados, colhendo seu trigo nos campos. Semelhantemente, as notícias do nascimento de Cristo foram levadas aos pastores quando guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho (Lc 2.8).
 O diabo visita os ociosos com suas tentações. Deus visita os diligentes com seus favores.
A mesma mão invisível que dirigiu as vacas à terra de Israel as levou para o campo de Josué, e naquele campo elas pararam. Alguns acreditam que elas pararam ali por causa do dono dessa terra, a que, por ser um homem muito bom, Deus intentava prestar essa honra.
Mas pode ter sido, por causa da grande pedra que ficava neste campo, onde a arca foi depositada,veja; 14,15,18.
Quando os segadores viram a arca [...] se alegraram, v. 13.
A alegria pela chegada da arca era maior do que a alegria pela colheita; portanto, eles deixaram o trabalho para oferecer-lhe as boas-vindas.
 Quando o Senhor trouxe de volta a sua arca do cativeiro, eles eram como os que sonham [...]
Então,a boca deles se encheu de riso (SI 126.1,2).
 Embora não tivessem zelo e coragem suficientes para tentar resgatá-la, quando ela veio, a receberam de volta com profunda gratidão.
 Observe: O retorno teve como cnsequêcia, renovação das santas ordenanças, depois de dias de obstáculos e dificuldades,  pode ser motivo de grande alegria a cada israelita fiel.

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