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PORQUE DEUS NÃO EVITOU QUE O PECADO ACONTECESSE?


Porque Deus permitiu acontecer o pecado
A Predestinação e a Eleição .
Não há uma separação dessas duas verdades, a Predestinação e a Eleição; ambas estão tão intimamente ligadas uma à outra, sendo impossível separá-las. Contudo, é importante fazer essa distinção para se obter uma compreensão mais ampla do assunto.
 A Predestinação está ligada aos eternos decretos de Deus.
 Quando se diz “os decretos de Deus”, é importante saber que Deus não têm muitos decretos, mas sim, apenas um que envolve tudo.
 A Sua vontade abrange tudo. Samuel Falcão explica este fato com clareza, (FALCÃO, 1989, p. 56):
“Uma das propriedades dos decretos de Deus é que eles são realmente um e não muitos, como talvez sejamos levados a pensar quando o termo é empregado no plural. Falamos dos decretos de Deus, no plural, porque somos criaturas do tempo, e na limitação de nossas faculdades não vemos todo o propósito e plano de Deus de uma vez, mas ‘em aspectos parciais e relações lógicas’ (...) O termo Decreto de Deus aparece primeiro no singular, visto como Deus tem apenas um plano que inclui tudo.”.
A Eleição porém, faz parte dos decretos de Deus, sendo o decreto divino específico para a salvação dos pecadores. Cada fato na história, cada acontecimento, foi previamente determinado por Deus; nenhuma coisa sequer pode sair fora dos planos de Deus, ou acontecer sem que tenha sido determinada por Ele lá na eternidade, antes de tudo acontecer. Essa diferença entre Predestinação e Eleição pode ser percebida nos seguintes textos:
  Rm. 8. 29 e 30: “Portanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e, aos que chamou, a esses também justificou; e, aos que justificou, a esses também glorificou”. (BEA-RA). - Ef. 1.5 e 11: “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, (...) nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade”. (BEA-RA). Ef. 1.4: “assim, como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, perante ele;” (BEA-RA). 2Ts. 2.13:
“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade”.
 (BEA-RA).
Os dois primeiros textos (Rm. 8. 29 e 30 e Ef. 1.5 e 11), embora falem sobre a Obra do Senhor na vida dos salvos, apontam para a predestinação como um ato de Deus em coordenar os fatos, as obras na vida de cada crente.
Enquanto os dois últimos textos (Ef. 1.4 e 2Ts. 2.13), mostram a Eleição como um fato especificamente ligado à salvação dos pecadores. Tanto a Predestinação como a Eleição aconteceram na eternidade passada.
Lá, mesmo antes de acontecer qualquer coisa, Deus já sabia de tudo, e nada O pegou de surpresa exigindo Dele uma mudança nos Seus planos. Tudo já estava predeterminado por Ele.
E, quando o homem pecou, Deus não teve que aparecer com um plano de emergência para o salvar.
 O plano já havia sido estabelecido, e cada um que haveria de ser beneficiado com esse plano de salvação, lá, antes de o tempo ser tempo, do mundo ser mundo, foi escolhido pelo Deus que é soberano em Graça e misericórdia, o único que é capaz de aniquilar a culpa do pecado.
 A Confissão de Fé de Westminster apresenta com clareza essa verdade (MARTINS, 1991, capítulo VIII, § 1°, p. 47):
“Aprouve a Deus, em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do mundo; e deu-lhe, desde toda a eternidade, um povo para ser sua semente, e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado”.
 Se Deus preparou o Senhor Jesus para nos redimir, e isso fez lá na eternidade (Ap. 13.8), é porque sabia perfeitamente da queda do homem, o que prova que Ele não foi pego de surpresa e nem teve que elaborar um plano de emergência.
Deus não determinou a salvação dos eleitos porque sabia de antemão quem iria crer; antes, Ele escolheu os Seus, e estes, no tempo determinado por Ele mesmo, foram chamados e despertados para a fé em Cristo e para a salvação. Não é a presciência de Deus a base da nossa salvação, mas, sim, a vontade Dele.
Logicamente, Deus sabe de todas as coisas desde a eternidade, a isso se dá o nome de Onisciência Divina. Com certeza Ele sabia de antemão quem seria salvo (1Pe.1.2). Contudo, foi através da Sua livre vontade que Ele escolheu os que seriam salvos.
 Se uma pessoa fosse salva porque Deus sabia desde a eternidade que esta iria responder com fé, então a salvação depende do homem e não de Deus; a livre vontade de Deus não seria livre, pois teria que responder à fé do homem dando-lhe a salvação, e, se a vontade de Deus não fosse livre, Ele não seria Deus. Portanto, crer nesta doutrina é crer na soberania de Deus.Shalom

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