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PODEMOS TER A CERTEZA DA SALVAÇÃO


Um crente pode perder a salvação
É comum encontrarmos crentes dizendo que “uma pessoa caiu da Graça”.
Será possível tal coisa acontecer?
Se a salvação dependesse do homem e de sua escolha, com certeza isso seria realidade.
 O homem é volúvel, e até mesmo aqueles que são mais determinados em seus objetivos e rigorosos com seus compromissos acabam falhando.
Quando se diz que “uma vez salvos, salvos para sempre”, a referência aqui é à Obra de Deus no coração do homem, ou seja, a salvação e a segurança que dela provém. É obra do Senhor e não do homem, “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.”, Fp. 2. 13 .
A salvação do homem está nas mãos de um Deus que é imutável, e tão somente Dele , por meio dos méritos do sacrifício de Jesus depende a estabilidade dela. Se dependesse do homem, bastaria apenas um pecado deste para derrubar qualquer segurança que este pudesse ter de sermos salvos. Norman Geisler, embora tente achar um equilíbrio entre a soberania de Deus e o livre-arbítrio e seja um opositor do que chama de Calvinismo extremado, comenta a interpretação de Rm. 8.16 dada pelos calvinistas extremados, diz (GEISLER, 2001, p. 135):”
“Calvinista extremado é alguém que é mais calvinista do que João Calvino (1509 – 1564), de cujos ensinos vem o termo” (GEISLER, 2001, p. 61, nota). Curiosamente, ele considera como tal, aquele que crê nos cinco pontos básicos do Calvinismo, (cf. GEISLER, 2001, p. 63).”
“Em conseqüência, segundo todos os calvinistas, a salvação não pode ser perdida;segue-se que os calvinistas extremados devem admitir que, sem levar em conta se um crente cai ou não em pecado, ele estará no céu. Isso porque não vai chega lá pela sua própria justiça, mas pela justiça de Cristo imputada a ele (cf. 2Co. 5.21; Tt. 3.5-7)”.
Há de se concordar com ele (embora neste texto ele esteja criticando o Calvinismo!), pois é verdade que um crente não chega no céu pela própria justiça, mas, tão somente, pela justiça de Cristo que lhe foi imputada quando se entregou voluntariamente a favor dos pecadores.
 A segurança do crente está firmada no caráter de Deus. Ele não é volúvel como o homem, e nem a Sua vontade é variável como a do homem, pois:
“Toda boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes”, (Tg. 1.17) Samuel Falcão falando sobre a imutabilidade de Deus, citando Agostinho, em Confissões, XII, 15, diz (FALCÃO, 1989, p. 60):
“Deus não quer uma coisa agora, para logo mais querer outra; mas aquilo que ele quer, ele o quer uma vez por todas e para sempre; não repetidamente, agora isto e daí a pouco aquilo; não quer depois o que antes não queria, nem quer agora o que antes não queria; porque uma vontade assim é mutável, e nada mutável é eterno”.
Ter segurança da salvação é s
aber que nada pode afastar um redimido definitivamente de Deus. Pode até acontecer por algum tempo, que o redimido venha a cair em pecado, sentir as duras conseqüências do seu erro, tais como a perda temporária da alegria da salvação, como aconteceu com Davi (Sl. 51.12), rompimento da comunhão com Deus e com a Sua Igreja, etc, tudo isso porém, temporariamente, pois Deus não permitirá que um filho Dele, por quem Ele deu Seu Filho Unigênito lá na cruz, venha perecer eternamente como se o pecado do homem fosse mais forte do que o amor de Deus revelado em Jesus. Um certo teólogo comenta magistralmente a Graça de Deus (o que também pode ser aplicado à segurança do crente): “Graça significa que não há nada que possamos fazer para Deus nos amar mais...
E a graça significa que não há nada que possamos fazer para Deus nos amar menos...
A graça significa que Deus já nos ama tanto quanto é possível um Deus infinito nos amar” (YANCEY, 2002, p. 71). E ainda:
“A graça nos ensina que Deus nos ama pelo que Ele é, e não pelo que nós somos” (YANCEY, 2002, p. 295). O escritor da carta aos Hebreus afirma que o sacrifício de Jesus foi único e para sempre, (Hb. 9. 24 e 25):
“Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos , figura do verdadeiro , porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio.” .
 Sendo o sacrifício de Cristo tão maravilhoso poderia o efeito deste sacrifício ser transitório?
Pregar que um redimido pode perder a salvação em decorrência de um pecado cometido, é o mesmo que dizer que Deus é mais fraco que o pecado uma vez que o pecador está recorrendo a jesus porque e fraco. 
Isso é blasfêmia. Murray comentando sobre a Expiação realizada por Jesus diz (MURRAY, 1993, p.69):
“O que a redenção significa? Ela não significa a possibilidade de libertação, que estamos postos numa posição de possível libertação. Ela significa que Cristo comprou e adquiriu a nossa liberdade... Cristo não veio tornar os pecados expiáveis. Ele veio expiar os pecados – e tendo ‘feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas’ (Hb.1.3). Cristo não veio fazer Deus reconciliável. Ele reconciliou-nos com Deus por meio de seu próprio sangue”. Os arminianos afirmam que é possível um crente perder a salvação, isso por acharem que a doutrina da eterna Segurança do Crente o leva a uma vida relapsa e sem compromisso sério com a Santidade de Deus. Se uma pessoa que confessa ser crente em Cristo Jesus, entende dessa forma essa doutrina, de fato terá que rever seus conceitos sobre sua salvação pois, pode ainda não ter sido convertida a Cristo. Contudo, se é verdade que um crente pode perder a salvação, os arminíanos jamais poderão ter essa certeza, mesmo estando a um passo dos portões celestiais, pois até que entrem no céu, estarão correndo sérios riscos de não serem salvos. Norman Geisler diz: “Um dos grandes fatores que motivam a firmeza na vida cristã é a certeza da salvação. Nenhum arminiano, porém, pode estar certo de que irá para o céu. A possibilidade de apostasia sempre está pendente sobre sua cabeça. Se ele se desvia, perde a salvação.” (GEISLER, 2001, p. 162) .Crente deste tipo não tem paz. Deus tenha misericórdia daqueles que vivem sob essa terrível pressão!

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