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COMO DEVE SER O GOVERNO DA IGREJA?

 
Como dirigir uma igreja
                                                                                                                                                               É evidente que o propósito do Senhor era que houvesse uma sociedade de seus seguidores que comunicasse seu Evangelho aos
homens e o representasse no mundo. Mas ele não moldou nenhuma organização ou plano de governo; não estabeleceu
nenhuma regra detalhada de fé e prática.
Entretanto, ele ordenou os dois singelos ritos de batismo e comunhão.
Ao mesmo tempo, ele não desprezou a organização, pois sua promessa concernente ao Consolador vindouro deu a entender que os apóstolos seriam
guiados em toda a verdade concernente a esses assuntos.
 O que ele fez para a igreja foi algo mais elevado do que organização: ele lhe concedeu sua própria vida, tornando-a em organismo vivo.
Assim como o corpo vivo se adapta ao meio ambiente,
semelhantemente, ao corpo vivo de Cristo foi dada liberdade para selecionar suas próprias formas de organização, segundo suas
necessidades e circunstâncias. Naturalmente, a igreja não era livre para seguir nenhuma manifestação contrária aos ensinos de Cristo
ou à doutrina apostólica. Qualquer manifestação contrária aos princípios das Escrituras é corrupção. Durante os dias que se
seguiram ao Pentecoste, os crentes praticamente não tinham nenhuma organização, e por algum tempo faziam os cultos em suas casas e observavam as horas de oração no templo. (Atos
2:46.) Isso foi completado pelo ensino e comunhão apostólicos.
Ao crescer numericamente a igreja, a organização originou-se das seguintes causas: primeira, oficiais da igreja foram escolhidos para
resolver as emergências que surgiam, como, por exemplo, em Atos 6:1-5; segunda, a possessão de dons espirituais separava certos
indivíduos para a obra do ministério.
As primeiras igrejas eram democráticas em seu governo, circunstância natural em uma comunidade onde o dom do
Espírito Santo estava disponível a todos, e onde toda e qualquer pessoa podia ser dotada de dons para um ministério especial.
É verdade que os apóstolos e anciãos presidiam às reuniões de negócios e à seleção dos oficiais; mas tudo se fez em cooperação
com a igreja. (Atos 6:3-6; 15:22; 1Cor. 16:3; 2Cor. 8:19; Fil. 2:25.)
Pelo que se lê em Atos 14:23 e Tito 1:5, poderá entender-se que Paulo e Barnabé nomearam anciãos sem consultar a igreja;
mas historiadores eclesiásticos de responsabilidade afirmam que eles os "nomearam" da maneira usual, pelo voto dos membros da
igreja.
 Vemos claramente que no Novo Testamento não há apoio para uma fusão das igrejas em uma "máquina eclesiástica"
governada por uma hierarquia. Nos dias primitivos não havia nenhum governo centralizado abrangendo toda a igreja. Cada
igreja local era autônoma e administrava seus próprios negócios com liberdade.
 Naturalmente os "Doze Apóstolos" eram muito respeitados por causa de suas relações com Cristo, e exerciam
certa autoridade. (Vide Atos 15.) Paulo exercia certa supervisão sobre as igrejas gentílicas;
entretanto, essa autoridade era puramente espiritual, e não uma autoridade oficial tal como se outorga numa organização.
Embora que cada igreja fosse independente da outra, quanto à jurisdição, as igrejas do Novo Testamento mantinham relações
cooperativas umas com as outras. (Rom. 15:26, 27; 2Cor. 8:19;
Gál. 2:10; Rom. 15:1; 3João 8.) Nos séculos primitivos as igrejas locais, embora nunca lhes faltasse o sentimento de pertencerem a
um só corpo, eram comunidades independentes e com governo próprio, que mantinham relações umas com as outras, não por
uma organização política que as reunisse todas elas, mas por uma comunhão fraternal mediante visitas de delegados,
intercâmbio de cartas, e alguma assistência recíproca indefinida na escolha e consagração de pastores.
(OTO)

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