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A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO SOBRE OS PRIMEIROS CRENTES.

A descida do Espírito Santo sobre os crentes

O Espírito Santo Desce no O Espírito Santo .
A história da igreja primitiva era muito mais complexa do que Lucas nos induz a crer.
Todavia, ainda podemos aceitar a ideia de que a igreja começou com um "Pentecoste determinativo em Jerusalém", que deu à igreja seu ímpeto e caráter.
A historicidade essencial desse evento tem sido firmemente estabelecida .
 Para um observador externo, poderia parecer que o começo foi uma explosão de entusiasmo dentro da seita dos nazarenos,era muito barulho.
Para os crentes, foi um episódio de importância crucial na história da salvação visto que se contemplou o cumprimento das promessas do Pai nas profecias de Isaías 32:15 e como indicação segura de que o novo tempo havia sido inaugurado, e que o reino de Deus havia chegado .
O Pentecoste era a segunda das três grandes festas anuais dos judeus, sendo a Páscoa a primeira e a dos Tabernáculos a terceira (veja Deuteronômio 16:16).
Um número bem maior de peregrinos chegava para a festa de Pentecoste, visto que essa época do ano era a melhor para as viagens .
 Sem dúvida isto constituiu fator decisivo na ordenação providencial dos eventos.
Neste Pentecoste em particular (não há certeza em que ano ocorreu: o ano 30 d.C. é uma data como outra qualquer) estavam todos (os crentes) reunidos no mesmo lugar.
Por todos podemos presumir que pelo menos aqueles cento e vinte de 1:15 estavam incluídos aí, mas poderia ter havido outros, provenientes da Galiléia e de outras partes, que haviam vindo a Jerusalém para esse festival .
Não ficamos o local exato, onde os discípulos estão reunidos,se no meio na tribuna ?
 O número de crentes envolvidos, especialmente se agora sobrepujava os cento e vinte, torna menos provável que o grupo se reunia numa casa particular, mas talvez num local público, ou ao ar livre, conquanto não se possa excluir outra possibilidade (veja as notas sobre 1:13).
Por outro lado, o fato de a multidão ficou rapidamente a par do que estava acontecendo (cp. v. 6) sugere que o lugar onde estavam os  discípulos reunidos podia ser visto, como  no pátio externo do templo (veja a disc. acerca de 3:11; 21:27).
O uso da palavra "casa" no v. 2 não elimina esta hipótese embora pudéssemos esperar que o templo fosse mencionado se, de fato, a reunião se realizasse nele. 2:2-3 .
Todavia, de uma coisa podemos ter absoluta certeza: algo aconteceu naquele dia que convenceu os discípulos do fato de que o Espírito de Deus havia descido sobre eles.
 — Que eles haviam sido "batizados com o Espírito Santo", como Jesus havia dito que o seriam (1:5; cp. 2:17; 11:15ss.).
Lucas descreve a cena:
 De repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso (v. 2).
O comentário de Lucas de que "veio do céu" reflete sua intenção de descrever um acontecimento sobrenatural, e não algo natural,uma coisa tremenda.
Observe as palavras como que.
Não se tratava de um vento,mas algo de que o vento servia de símbolo, a saber, a presença e o poder divinos (cp. 2 Samuel 5:24; 22:16; Jo 37:10; Salmo 104:4; Ezequiel 13:13; .
Visto que vento sugere vida e poder, transformou-se no hebraico e também no grego a palavra para "espírito", sendo que aqui a palavra significa especialmente o Espírito de Deus.
E com o som semelhante ao do vento também apareceram línguas repartidas, como que de fogo (v. 3). Mais uma vez, a expressão como que é importante, porque novamente o nome de algo natural é empregado a fim de representar o sobrenatural.
As palavras de João Batista em Mateus 3:1 ls. nos da  uma pista para o significado do fogo, pois o profeta se refere ao Espírito ao mencionar o fogo e o julgamento.
Outra vez temos um significado para o Espírito de Deus, agora no simbolismo do fogo (cp. Êxodo 3:2; 19:18; Ezequiel 1:13), com a implicação de que o fogo veio a fim de purificar o povo de Deus (cp. Malaquias 3:1ss.).
Notemos mais um simbolismo aqui: aquela semelhança de língua de fogo repousou sobre cada um deles (v. 3).
 Esses discípulos representavam a igreja toda, e é nessa categoria que todos participam da dádiva de Deus. Todavia, até que ponto aquele som e aquela aparição eram fenômenos objetivos?
No capítulo 10, em que a experiência de Cornélio é assemelhada à dos discípulos neste capítulo, não se faz nenhuma menção a aparições, nem a sons.
É por isso que muitos argumentam dizendo não ter havido nem som nem visão alguma nessa ocasião, e que Lucas apresenta algo que foi pura experiência íntima, pessoal, como um fenômeno auditivo e visual.
Todavia, permanece o fato de que Lucas nos apresenta dois incidentes bem diferentes entre si, insistindo que aqui houve algo passível de observação
 — Eles viram (v. 3).
Após cuidadoso exame das evidências, chega-se à conclusão de que "o que chegou a eles não lhes chegou das profundezas de seu subconsciente individual ou coletivo; foi algo que veio de longe dali, de fora deles mesmos.
Aquela foi uma experiência do poder divino inesperado, poder que lhes era entregue, poder em forma de dádiva, com suas características inerentes" (Jesus, p. 148). 2:4 .
Todavia, essa também foi uma experiência subjetiva. Lucas afirma isso com a expressão todos foram cheios do Espírito Santo.
"Tornar-se cheio" (diferente de "estar cheio", veja a disc. acerca de 6:3) expressa a experiência consciente do momento (veja a disc. acerca de 4:8).
 Os discípulos sentiram, bem como viram e ouviram, e deram expressão a seus sentimentos ao falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia.
Este verbo especial "falar" ( é peculiar a Atos, no Novo Testamento (cp. v. 14; 26:25), mas é empregado noutras passagens do grego bíblico para significar a expressão dos profetas ( 1 Crônicas 25:1; Ezequiel 13:9; Miquéias 5:12).
Esse fenômeno de os discípulos falarem em outras línguas parece significar algo diferente de outras referências semelhantes, de outras passagens.
É que "língua" aqui é empregada intercambiavelmente com uma palavra que significa "linguagem" ou "dialeto" (dialectos, vv. 6, 8); o que estava sendo dito aparentemente era inteligível e, por isso, devemos supor que os discípulos falavam línguas reconhecíveis.
 Entretanto, não há razões para julgarmos que o mesmo aconteceu em outras ocasiões em Atos, quando algo parecido ocorreu (10:44ss.; 19: lss.), e temos todas as razões para entender que 1 Coríntios 12-14 trata de um fenômeno inteiramente diferente do de Pentecoste, pois, ali toda a argumentação de Paulo repousa em "línguas" ininteligíveis, além do entendimento, necessitando de "interpretação" (e não de tradução).
Parece, portanto, que na igreja de Corinto e talvez em Atos 10 e 19, as "línguas" constituíam uma espécie de expressão enlevada, aquilo que chama de "línguas do êxtase" (1 Coríntios 14:2), e que Paulo, em certa ocasião, chamou de "a língua dos anjos" (1 Coríntios 13:1), e em outra (talvez) "gemidos inexprimíveis" (Romanos 8:26).
Entretanto, seria admissível que houvesse dois fenômenos diferentes?
Presumindo que não, que não se trata de dois fenômenos, Lucas tem sido acusado de entender mal ou de reinterpretar uma tradição anterior em que as "línguas" de Atos 2 foram as mesmas expressões de êxtase das demais passagens. Se isso não aconteceu, a tradição é que chegou a Lucas distorcida: os discípulos teriam realmente falado em "línguas" (no sentido usual desta palavra), mas as pessoas julgaram ouvir os crentes louvando a Deus nas próprias línguas deles.
 "Talvez a mais impressionante característica do pentecostalismo, para esta discussão presente, seja o número de afirmações sobre uma "língua desconhecida" que era, na verdade, uma língua estrangeira desconhecida para quem nela falou...
Se tais afirmações podem ser feitas com tão grande convicção no século vinte, é muito mais concebível que teriam sido feitas na época do primeiro Pentecoste cristão" .
Sugere -se que muitas daquelas pessoas ali presentes identificaram alguns daqueles sons pronunciados pelos discípulos como sendo as línguas de suas terras de origem.
A impressão de que os discípulos estavam falando
nessas línguas ficou mais fortalecida ainda pelo poderoso impacto espiritual dos discípulos, sendo essa a história que teria chegado a Lucas.
De sua parte Lucas tratou do fato com maior precisão ao esclarecer a glossolália como emergindo das línguas estrangeiras propriamente ditas.
  "Não há nenhuma razão para duvidarmos de que os discípulos experimentaram uma linguagem de êxtase no dia de Pentecoste.
 E há boas razões para crermos, tanto pelo texto como pelos paralelismos históricos religiosos, que a glossolália e o comportamento dos discípulos foram de ordem tal que muitas daquelas pessoas, que tudo observavam, julgaram ter reconhecido palavras de louvor a Deus em outros idiomas"
 Logo se tornou do conhecimento público em geral que algo extraordinário havia acontecido.
Se os discípulos haviam estado em seu próprio alojamento quando o Espírito foi derramado sobre eles ( v. 1), a esta altura teriam saído para a rua.
É até possível que tenham ido ao templo, "andando e saltando e louvando a Deus" à semelhança do coxo curado do próximo capítulo.
 É natural, pois, que se reunisse uma multidão.
 Entre o povo estavam alguns judeus da Diáspora.
 (Isto é, de todas as nações que estão debaixo do céu, v. 5) .
Que fizeram de Jerusalém sua cidade;
 — Ou pelo menos parece que é isso que Lucas quer dizer.
 Sabemos que muitos judeus haviam regressado de outras paragens ou para estudar , ou simplesmente para passar seus últimos dias dentro das muralhas de Jerusalém, havendo muitas mulheres neste caso, a julgar-se pelos nomes encontrados em ossuários gregos.
 Seja como for, havia no meio da multidão algumas pessoas capazes de identificar em que línguas os discípulos estavam pronunciando palavras de louvor, dentre uma grande variedade de idiomas.
Havia também alguns judeus palestinos que podiam assegurar aos demais que os que falavam assim eram todos galileus.
A natureza condensada da narrativa de Lucas faz parecer que a multidão toda é que fazia essa observação, mas só podiam fazê-la aqueles dentre o povo que conheciam os discípulos, ou conseguiam detectar-lhes o sotaque nortista (cp. Mateus 26:73). O fato de estarem comentando esse fato talvez revele sua surpresa. Os da Judéia tendiam a desprezar os da Galiléia. 2:11b-13.
 Enquanto isso, os discípulos relatavam em "línguas" as grandes coisas que Deus tinha feitol, enquanto os ouvintes se maravilhavam e estavam perplexos (v. 12).
De modo especial a segunda destas expressões, em grego, exprime a total confusão do povo.
 —As pessoas simplesmente não sabiam o que fazer diante daquele comportamento (cp. 5:24; 10:17), embora alguns emitissem a sugestão perversa de que os discípulos talvez estivessem bêbados (cp. Efésios 5:18).
Tudo isso nos parece tão real, um retrato da vida, e Lucas nos relata estes fatos com muita e extrema singeleza e clareza!

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