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Casamento do Céu e Inferno.

O Sr. Blake escreveu o livro “Casamento do Céu e Inferno.” Se escrevi sobre o abismo entre os dois, isto não é porque me julgo um antagonista à altura de tão grande gênio, nem mesmo porque esteja absolutamente certo de ter entendido o que ele pretendia; mas, num sentido ou outro a tentativa de realizar essa união é perene. Essa tentativa tem como base a crença de que a realidade jamais se apresenta a nós num sentido absoluto, havendo sempre uma opção inevitável a ser feita; mas que, com habilidade e paciência e (acima de tudo) tempo suficiente, algum meio de abranger ambas as alternativa pode ser sempre encontrado. Casamento do Céu e Inferno.
O Sr. Blake escreveu o livro “Casamento do Céu e Inferno.”
 Se escrevi sobre o abismo entre os dois, isto não é porque me julgo um antagonista à altura de tão grande gênio, nem mesmo porque esteja absolutamente certo de ter entendido o que ele pretendia; mas, num sentido ou outro a tentativa de realizar essa união é perene.
Essa tentativa tem como base a crença de que a realidade jamais se apresenta a nós num sentido absoluto, havendo sempre uma opção inevitável a ser feita; mas que, com habilidade e paciência e
(acima de tudo) tempo suficiente, algum meio de abranger ambas as alternativa pode ser sempre encontrado.
 Que o simples desenvolvimento, ajuste ou refinamento, irá de alguma forma transformar o mal em bem, sem que sejamos chamados para uma rejeição final e total de qualquer coisa que desejemos reter.
Acredito que esta crença represente um erro desastroso.
Não é possível levar conosco toda a nossa bagagem em todas as jornadas.
Em uma dessas viagens até mesmo a sua mão direita ou o seu olho direito podem estar entre as coisas que precisará deixar para trás.
 Não estamos vivendo em um mundo onde todas as estradas são raios de um círculo e onde todas, se seguidas suficientemente, acabarão por se aproximar gradualmente e terminar se encontrando no centro.
Pelo contrário, estamos num mundo em que cada estrada, depois de alguns quilômetros, se divide em duas, e cada uma destas mais uma vez em duas, e em cada encruzilhada você tem de tomar uma decisão.
Mesmo no nível biológico, a vida não é como um rio mas como uma árvore.
Ela não se move na direção da unidade, mas se distancia dela e as criaturas se afastam cada vez mais das outras, à medida que se aperfeiçoam.
O bem, quando amadurece, se mostra cada vez mais diferente, ‘não só do mal, mas de qualquer outro bem.
Não julgo que todos os que escolhem as estradas erradas perecem; mas o seu resgate consiste em serem colocados de volta na estrada certa.
 Uma soma errada pode ser corrigida, mas somente fazendo um retrospecto até achar o erro e continuando a partir desse ponto, e não apenas “avançando”.
O mal pode ser desfeito, mas não pode “transformar-se” em bem.
 O tempo não pode curá-lo.
O encanto precisa ser quebrado, pouco a pouco, “corn murmúrios de trás para diante, a fim de obter a separação” — caso contrário não
dá resultado. Continua prevalecendo a necessidade de alternativa.
Se insistimos em conservar o Inferno (ou mesmo a terra) não veremos o Céu.
Acredito que qualquer homem que chegue ao Céu descobrirá que aquilo que abandonou (mesmo arrancando o seu olho direito) não ficou perdido: que o âmago daquilo que estava realmente buscando, mesmo em seus mais depravados desejos,
continua ali, além de qualquer expectativa, esperando por ele nos“Países Altos”.
Nesse sentido, os que tiverem completado a jornada (e somente estes) poderão verdadeiramente dizer que o bem é tudo e que o Céu está em toda parte.
Mas nós, deste lado da estrada, não devemos tentar antecipar essa visão retrospectiva.
Se fizermos isso, é provável que adotemos o falso e desastroso conceito de que tudo é bom e qualquer lugar é o Céu.
E a terra?
você pode perguntar. A terra, penso eu, não irá ser considerada por ninguém, no final, como sendo um lugar muito definido.
Pensa - se,  que se for escolhida a terra em vez do Céu, ela irá mostrar ter sido, todo o tempo, apenas uma região no Inferno: e a
terra, se colocada em sujeição ao Céu, terá sido desde o início uma parte do próprio Céu.
Só queremos dizer mais uma ou duas coisas ;
 Lemos um artigo em  numa revista americana chamada “Scientifiction” (Ficção Científica).
A qualidade do meu material celeste, que não se curva nem quebra, embora tivesse feito uso da fantasia para um propósito diferente e muito engenhoso.
Algun herói viajou para o passado:
E ali, muito adequadamente, encontrou pingos de chuva que o feriam como bala e sanduíches que não se podiam comer — porque, naturalmente,
nada no passado pode ser alterado.
Com menos originalidade, mas (espero) com igual propriedade, transfermos, esta idéia para a eternidade.
Se o autor dessa história porventura ler estas linhas peço que aceite minha gratidão. A segunda coisa é esta. Peço aos leitores
que se lembrem tratarse de uma fantasia.
 Ela tem naturalmente, ou foi essa a minha intenção, uma moral.
 Mas as condições além da morte não passam de uma suposição imaginaria: não são sequer um palpite ou uma especulação quanto ao que pode realmente
aguardar- nos.
A última coisa que desejo seria despertar curiosidade fatual quanto aos detalhes da vida após-morte.
Por (C. S. Lewis )

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