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DEUS PERMITIU SACRIFÍCIOS HUMANOS?

O sacrificio de Isaque

Como poderia Deus condenar os sacrifícios humanos em Levítico 18 e 20, mas
ordená-los em Gênesis 22, ou pelo menos aceitá-los, como em Juízes 11?
É errado interpretar Gênesis 22.2 como uma ordem emanada de Deus para que Abraão sacrificasse seu filho Isaque num altar.
Ao contrário, o Senhor na verdade impediu (mediante seu anjo) que o patriarca matasse seu filho:
 "Não toque no rapaz", disse o Anjo.
 "Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho." (v. 12).
 É verdade que o Senhor instruíra Abraão anteriormente para que oferecesse a Isaque em sacrifício , e o patriarca sem dúvida alguma entendeu ser aquela uma ordem para que matasse seu filho no altar,
porém a questão mais importante era se o pai amorosíssimo estava disposto a apresentar seu unigênito (gerado por Sara) ao Senhor, como prova de sua entrega total.
Mas o versículo 12 mostra que Iavé não tencionou jamais que Abraão realizasse um sacrifício humano, matando o próprio filho.
Tratava-se apenas de um teste da fé do patriarca.
Quanto ao episódio da filha de Jefté, em Juizes 11, veja-se o artigo que trata dessa passagem.
Há boas razões para crermos que tanto no caso dessa menina quanto no de Isaque (em ambos os casos o termo ‘ōlāh é empregado; cf. Jz 11.31) não houve afinal a morte de um ser humano em "oferta queimada".
Em vez disso, a moça foi oferecida e devotada ao serviço do Senhor como virgem para servir no tabernáculo pelo resto de seus dias.
Levítico 18.21 define o sacrifício de crianças como profanação ao nome de Iavé, o Deus de Israel. Levítico 20.2 prescreve a pena de morte para todo pai que o praticar de modo particular na adoração a Moloque, que exigia o sacrifício de crianças.
Portanto, é indefensável pela lógica a presunção de que Deus esperaria ou aprovaria o sacrifício humano da parte de Abraão, de Jefté ou de quaisquer de seus servos, havendo uma proibição terminante e severa dessa prática na lei de Moisés.
Existem evidências arqueológicas de que os hititas habitavam o sul da Palestina
nos tempos dos patriarcas?
Gênesis 23 declara que hititas controlavam a região de Hebrom nos tempos de Abraão. Cinco ou seis séculos mais tarde, os doze espias relataram a Moisés e ao povo hebreu (Nm 13.29) que havia assentamentos hititas na parte montanhosa da terra de Canaã.
 No entanto, visto que o principal centro do poder desse povo estava na Ásia Menor, sendo sua capital Hattusas (Boghazkoy) e visto que ele se deslocou pela primeira vez ao Oriente Próximo no reinado de Mursilis I (1620-1590 a.C.) e saqueou a grande metrópole de Babilônia, por volta de 1600, muitos estudiosos modernos têm questionado a presença de hititas na Palestina, nessa época (2050 a.C), quando Sara foi enterrada na caverna de Macpela.
No entanto, evidências arqueológicas indicam também que os hititas subjugaram muitos dos reinados da Síria ou impuseram-lhes vassalagem; e nos dias de Ramessés II, do Egito, houve uma declaração de intenções séria com Muwatallis (1306-1282 a.C), do novo reino hitita, e celebrou-se um notável pacto de não-agressão entre os dois superpoderes, cujo texto se preservou nas línguas egípcia e hitita.
Esse tratado foi redigido de modo que o norte da Síria coube aos hititas, e o sul, mais a Palestina inteira, ficou sob a influência do Egito (cf. G. Steindorff e K. C. Seele, When Egypt ruled the East, Chicago, Univ. de Chicago, 1942, p. 251).
Descobertas arqueológicas mais recentes indicam que houve uma conquista maior na direção do sul, além da que esse tratado mostra, com atividades mais antigas da parte dos hititas, anteriores ao antigo e ao novo reino desse povo.
Foram recuperadas umas tantas tabletas com escrita cuneiforme, de natureza comercial, em Kültepe (antiga Kanesh), na Capadócia, ali deixadas por primitivos comerciantes assírios, entre 1950 e 1850 a.C. (Vos, Archeology, p. 314).
 Mas até mesmo antes da chegada de imigrantes indo-europeus anatólios (que falavam nesili), havia uma raça primitiva dos descendentes de Hete, cuja origem não se situava no contexto indoeuropeu.
Eles foram conquistados por invasores em 2300-2000 a.C. que, subseqüentemente, adotaram o nome de "filhos de Hete" (RA) para si mesmos, a despeito das diferenças lingüísticas e culturais entre eles e seus antecessores.
O. R. Gurney, eminente especialista em estudos hititas, sugere que os filhos de Hete ter-se-iam espalhado por outras regiões além da Ásia Menor e estabelecido colônias em áreas longínquas, ao sul, na Palestina (Tenney, Zondervan pictorial
encyclopedia, 3: 710). (Observe-se que "Hati" e "Hiti" eram grafados com as mesmas consoantes antes da era cristã; as vogais só eram conhecidas pela tradição oral.) Em 1936, E. Forrer propôs, com base num texto hitita do rei Mursilis II (cerca de 1330 a.C), que um grupo desse povo havia migrado para o território egípcio (i.e., regiões da Síria e da Palestina sob controle do Egito) mais cedo, no segundo milênio (cf. Encyclopaedia Britannica, 14. ed., s.v."hititas"; Tenney, Zondervan pictorial
encyclopedia, 3: 169-170). A conquista militar ao sul da cordilheira de Tarso iniciou-se no século XVII a.C, sob Labarnas; Mursilis i conseguiu destruir Alepo, na Síria, chegando a invadir Marti
e saquear os hurrianos na parte superior do Eufrates.
Todavia, os "hititas" de Gênesis teriam tido pouca coisa em comum com esse povo indo-europeu,os conquistadores de língua nesili, mas é provável que tenham sua origem nos filhos de Hete, os quais historicamente os precederam na Ásia Menor.
 Pouco se pode concluir a partir dos nomes que se encontram em Gênesis 23, visto que Efrom e Zoar aparentemente são semíticos e cananeus — indicativos de uma assimilação fácil da cultura regional por esses colonos "hititas" de Hebrom.
Há referências posteriores aos hititas na história de Israel.
 Na invasão comandada por Josué, eles se opuseram às tropas israelitas (Js 9.1, 2; 11.3), mas
provavelmente foram aniquilados pelos conquistadores hebreus. No entanto, nos dias de Davi, havia pelo menos alguns hititas, os quais forneciam soldados para o exército
de Israel.
 Dentre eles estava Urias, marido de Bate-Seba, um crente piedoso que adorava a Iavé (2Sm 11.11).
 Salomão julgava que os neo-hititas tinham suficiente importância política para admitir em seu harém algumas de suas princesas (1Rs 11.1).
Posteriormente, por volta de 840 a.C., Ben Hadade de Damasco conduziu suas tropas numa fuga precipitada do cerco de Samaria, ao afirmar:
"O rei de Israel contratou os reis dos hititas [...] para nos atacarem" (2Rs 7.6).
No início do ano 1000 a.C. vários reis do norte da Síria (cujos territórios haviam feito parte do império hitita em séculos anteriores) tinham nomes como Sapalulme (Supiluliumas), Mutalu (Muwatalis), Lubarna (Labarnas) e Catuzili (Hatusiles).
 Daí se deduz que teriam prosseguido até certo ponto na tradição hitita, embora por essa altura já houvessem adquirido sua independência. Dentre as figuras de destaque "neo-hititas" da Síria estavam Tuwana, Tuna, Hupisna, Shinuktu e
Ishtunda (Tenney, Zondervan pictorial encyclopedia, 3: 168). Esses nomes aparecem nos registros em escrita cuneiforme (em grande parte assíria) do tempo da monarquia hebraica dividida.
Quetura teria sido a segunda esposa de Abraão (Gn 25.1) ou meramente sua concubina (1Cr 1.32)? Gênesis 25.1 declara que, após a morte de Sara, Abraão tomou para si uma
esposa (’iššāh), cujo nome era Quetura (Qeṭûrāh). O versículo 2 dá-nos os nomes dos seis filhos que ela lhe deu em sua velhice. O patriarca perdeu Sara quando ela

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