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Qual a Diferença Entre o Arrebatamento da Igreja e a Revelação de Jesus ?

Jesus vindo em glória

A vinda de Jesus, como já vimos, abrange duas fases bem distintas na Bíblia: o arrebatamento da Igreja, e a sua volta pessoal em glória, para livrar Israel, julgar as nações e estabelecer o seu reino milenar.
Alguns estão ensinando agora que a Igreja do Senhor enfrentará aqui a Grande Tribulação, e que, quando Jesus vier, virá num ato único para ela, para Israel e para as nações rebeladas contra Deus. Ensinam ainda que a trombeta de 1 Coríntios 15.52 e 1 Tessalonicenses 4.16, ligada ao arrebatamento da Igreja, é equivalente à sétima trombeta de Apocalipse 11.15-19, que dá início aos últimos juízos da Grande Tribulação.
As diferenças e os contrastes das duas fases da vinda de Jesus são tantos na Escritura, que se houvesse uma só fase, tudo seria uma grande contradição. Vejamos, a seguir, as evidências de que Jesus arrebatará para si a Igreja, antes da sua revelação em glória às nações. Citaremos quase sempre duas referências bíblicas para contrastá-las, a primeira sobre o arrebatamento, e a segunda sobre a revelação de Jesus.
1. João 14.3 e Colossenses 3.4: "E quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também". "Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com ele, em glória."
Em João 14.3 Jesus promete vir buscar o seu povo que está aqui na terra. Então, aqui Ele vem PARA os seus. Em Colossenses 3.4 a Palavra nos afirma que quando Ele vier, nós viremos com Ele. Então, aqui Ele vem COM os seus. Para Jesus vir COM os seus, Ele primeiro os levará para si. (Quanto a Colossenses 3.4 - Jesus vindo COM os seus - ler também Zacarias 14.4,5 e Judas v. 14.)
2.1 Tessalonicenses 4.17 e Zacarias 14.4: "Depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor". "Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para ooriente; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio..."
Em 1 Tessalonicenses 4.17, Jesus vem até as nuvens, para levar os seus; dos ares Ele os levará. Em Zacarias 14.4 
O Senhor virá e pisará a terra, a saber, no monte das Oliveiras e de modo ostensivo.
Trata-se aí da vinda do Senhor em glória,não para arrebatamento(Zc 14.5).
Logo trata-se aí de dois casos diferentes.
3.1 Coríntios 15.52 e Mateus 24.30:
"Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados".
"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória."
( são dois eventos distintos).
Em 1 Coríntios 15.52, Jesus vem num momento, e levará os seus remidos para o Céu,isto é os que foram justificados pela fé e receberam o perdão dos pecados.
 Isso, num abrir e fechar de olhos.
Em Mateus 24.30, Jesus, ao voltar, será visto por todos os povos da terra.
 Essa fase da sua vinda será precedida do "sinal" do Filho do homem, como está bem claro nesta segunda referência. Será, portanto, algo lento e diferente do primeiro caso.
Hebreus 9.28 e Mateus 25.31-46.
 Em Hebreus 9.28 lemos que Jesus virá sem pecado, isto é, não para tratar do problema do pecado. Ele virá para os que o aguardam para a salvação.
 Em Mateus 25.31-46, vemos Jesus vindo para julgar e castigar os pecados daqueles que tiveram prazer somente em pecar ,e não deram a minima para  os pregadores do evangelho e zombaram deles.
 Logo, estas duas referências tratam de dois casos diferentes.
Apocalipse 19.7,8 e Apocalipse 19.11-14. Na primeira referência temos a Igreja reunida a Cristo nas bodas do Cordeiro, antes da sua volta pessoal para julgar as nações, na segunda referência.
6.1 Coríntios 15.51. "Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos." A fase da vinda de Jesus aqui abordada é um "mistério". 0 arrebatamento da Igreja não foi revelado aos escritores do Antigo Testamento. Os escritores do Novo Testamento tiveram a revelação do evento, mas não dos seus detalhes. Já a volta de Cristo a Terra é um evento detalhadamente descrito em grande parte do Antigo Testamento. É o chamado "Dia do Senhor Jeová", tão mencionado nos Profetas. O dia em que Ele virá a terra para julgar as nações.
7.Tito 2.13.Aqui temos num só versículo as duas fases da segunda vinda de Jesus. Paulo primeiramente fala dos salvos como "aguardando a bendita esperança", mas a seguir fala também da "manifestação dá glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus". A "bendita esperança" é sem dúvida alguma uma alusão ao arrebatamento da Igreja; a "manifestação da glória" é uma alusão à manifestação pessoal de Cristo.
Torna-se pois bem claro, à vista da Palavra de Deus, que há dois aspectos distintos4a segunda vinda de Jesus.
Vejamos agora o ensino figurado da Bíblia sobre o mesmo assunto.
Enoque trasladado antes do dilúvio destruidor (Gn 5.24 e Hb 11.5) é uma figura da Igreja arrebatada antes do juízo sobre o mundo, na volta de Jesus em glória.
Elias arrebatado antes da conquista de Israel por seus inimigos (2 Rs 2.11) é uma figura dos santos que serão trasladados no arrebatamento. Não provarão a morte.
Lóposto a salvo antes de Deus subverter as cidades ímpias de Sodoma e Gomorra. Jesus disse que assim será quando Ele vier (Lc 17.29,30).
José teve para si uma esposa gentílica antes da catástrofe da fome sobre o Egito e as demais nações (Gn cap. 41).
Josérevelou-se a seus irmãos quando estava a sós com eles (Gn 45.1). Só mais tarde é que os estranhos tomaram conhecimento dessa sua revelação a seus irmãos (Gn 45.16).
A "Estrela da Manhã" de Apocalipse 22.16, e o "Sol da Justiça" de Malaquias 4.2.A estrela da manhã, como sabemos, sempre precede o sol. Jesus, como a Estrela da Manhã, está vindo para a Igreja. Mas, como o Sol da Justiça, sua vinda é para Israel e as demais nações.
Jesus, na sua primeira vinda, quando nasceu em Belém,revelou-seprimeiramente aosque o esperavam, como Simeão e Ana. Mais tarde é que se revelou publicamente na sinagoga de Nazaré (Lc 4.10,21).
8.Efésios 1.13,14 - O Espírito Santo como selo e como penhor. "Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa, o qual é o penhor da nossa herança até o resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória."
O Espírito Santo como selo é a prova de que Deus nos comprou, e que somos sua possessão. Ele habitando em nós é um investimento divino e também um penhor, significando que em breve Ele virá para levar toda sua "compra". É evidente que nessa ocasião Ele virá para levar somente o que é seu.
O julgamento e a recompensa dos salvos
O crente foi julgado como pecador, em Cristo. Isto teve lugar no passado, no drama do Calvário. O crente foi julgado como filho durante sua vida. Agora o crente será julgado como servo, isto é, quanto ao seu serviço prestado a Deus. Este fato terá lugar nos céus, no lugar chamado Tribunal de Cristo.
O leitor deverá examinar aqui, as seguintes referências bíblicas: Lucas 14.14; Romanos 14.12; 1 Coríntios 3.13-15; 4.5; 2 Coríntios 5.10; 2 Timóteo 4.8; 1 Pedro 5.4; 1 João 4.17; Apocalipse 22,12. O espaço de que dispomos é reduzido para transcrever todas as referências bíblicas.
O julgamento da Igreja terá lugar entre o seu arrebatamento e a revelação de Jesus em glória, com os seus santos. Ele é o cumprimento da Parábola dos Talentos (Mt 25.14-19), e está baseado em três aspectos da vida do cristão.
1.Será um julgamento do trabalho do cristão feito para Deus. (Ler1 Coríntios 3.8,14,15; 2 Coríntios 9.6.) Não se trata de julgamento dos pecados do crente. Não. Nossos pecados já foram julgados em Cristo, pela misericórdia e graça de Deus. (Ler João 5.24; Romanos 8.1,33; 2 Coríntios 5.21; Gálatas 3.13.) Também não é julgamento quanto ao nosso destino eterno. Não. Nossa salvação não depende aquilo que fazemos para Deus, mas, da obra redentora 24 que Jesus consumou uma vez para sempre por nós (Hb 7.27).

O julgamento das nossas obras perante o Tribunal de Cristo mostrará como administramos aqui nossos bens, dons, dádivas, nossa vida, energias, dotes, talentos, enfim, tudo o que de Deus recebemos. Como remidos por seu sangue, fomos por Ele comprados, e desde então não somos mais nossos. Não temos mais direito de fazer o que quisermos com a nossa vida e tudo o que temos. Não somos mais donos de nada e sim administradores de Deus - bons ou maus. Esse dia da prestação de contas está chegando e, apesar de perspectiva tão solene e séria, há inúmeras pessoas na igreja que deixam de cuidar de sua vida para cuidar somente da vida dos outros...
Conforme Jesus deixou claro em Mateus 20.1-16, será um julgamento mais da qualidade do trabalho feito, do que da quantidade. Ali encontraremos pessoas que trabalharam o dia todo e receberam o mesmo salário de quem trabalhou apenas uma hora.
Será um julgamento da conduta do cristão. Cada crente será julgado nesse particular. Trata-se do procedimento de cada crente por meio do corpo. Bom ou mau procedimento. "Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito, por meio do corpo" (2 Co 5.10). Portanto, temperança em tudo é coisa de grande valor e importância na vida de qualquer cristão.
Será um julgamento do tratamento dispensado aos irmãos na fé. "Tu, porém, por que julgas a teu irmão? e tu, por que desprezas o teu? pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus" (Rm 14.10). "Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas" (Tg 5.9). Cuidado, pois, quanto à maneira de tratarmos uns aos outros, especialmente os mais fracos. É interessante ler aqui Mateus 18.23-35.
O resultado desse julgamento será recompensa ou perda de recompensa, de acordo com aquilo que se faz e a qualidade do que se faz. Se somos verdadeiros no íntimo, não há nada que temer nesse julgamento, pois retoJuiz (Sl 51.6). Não haverá injustiças. Jesus, sendo divino, é onisciente e justo, e, sendo homem, conhece perfeitamente a natureza humana.
Sim, Jesus tem um galardão para entregar aos fiéis. Ele não mandará um representante seu fazer isso, pois está escrito: "Meu galardão está comigo para dar a cada um segundo as suas obras" (Ap 22.12).
Todo crente receberá de Deus uma referência elogiosa: "E então cada um receberá o seu louvor da parte de Deus" (1 Co 4.5). Haverá um galardão para aqueles que suportam a provação: "Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam" (Tg 1.12). Também haverá recompensa para aqueles que sofreram com paciência por causa do Senhor. (Ler Mateus 5.11,12.) Todo ato de bondade despretensioso, movido por amor, terá galardão: "E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade! façamos bem a todos, mas principalmente aos da família da fé" (Gl 6.9,10). Até um copo de água fria, dado desta maneira, não ficará sem galardão. (Ler Mateus 10.42.)
Que ouçam isso os ingratos, os interesseiros, os oportunistas, os de coração duro, os "mãos fechadas"; os que só pensam em si, que não ajudam ninguém, não cooperam, não se preocupam com os necessitados, não fazem nada para ninguém a não ser por interesse ou esperando receber alguma coisa. Os tais, por isso, são infelizes no seu espírito, se não forem em tudo.
A oportunidade bem aproveitada para fazer o bem é uma fonte de galardão. Por outro lado, a preguiça resultará na perda do galardão. (Ler Mateus 24.45,46 e Lucas 19.26.) Aqueles que servem no ministério têm uma grande oportunidade de obter galardões, isto é, se forem fiéis, zelosos, imparciais, justos, e abnegados no trabalho que lhes for confiado. Desse tipo de obreiro, muito lhe será exigido. (Ler Tiago 3.1 e 1 Pedro 5.3,4.)
Os motivos dos nossos atos realizados serão examinados.  Se esses motivos foram injustos, egoístas,ilícitos, inarmônicos quanto ao plano de Deus, os trabalhos realizados decorrentes deles serão nulos para efeito de galardão. Outra vez citamos 2 Coríntios 5.10 (literalmente): "Para que cada um receba o bem ou o mal que tenha feito por meio do corpo".

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