Um Confronto Teológico / Qual será o Futuro Dos Humanos?


Um confronto teológico. 
 A natureza da doutrina, (a palavra "doutrina" significa "ensino" ou "instrução") e podemos definir-se assim: 
As verdades fundamentais da Bíblia dispostas em forma sistemática e logica. 
Nós chamamos este estudo comumente de: 
"Teologia", ou seja, "um tratado ou um discurso racional acerca de Deus". 
(Os dois termos são usados alternadamente nesta seção.) 
A teologia ou a doutrina assim podemos descrever: 
É uma ciência que trata do nosso conhecimento de Deus e das suas relações Dele para com os seres humanos. Trata-se, de tudo quanto se relaciona com Deus e com os propósitos divinos para o mundo e suas criaturas.
Por que descrevemos a teologia ou a doutrina como sendo uma "ciência"? 
Porque a ciência é a disposição sistemática e lógica de fatos comprovados.
E a teologia é chamada ciência porque consiste em fatos relacionados com Deus e com as coisas de ordem divina, apresentadas de uma maneira lógica e ordenada.
Qual é a conexão entre a teologia e a religião? 
Religião vem da palavra latina "ligare" que significa "ligar"; 
Religião representa as atividades que "ligam" o homem a Deus numa determinada relação, já a teologia é o conhecimento acerca de Deus. 
Assim a religião é a prática, enquanto a teologia é o conhecimento. 
A religião e a teologia devem coexistir na verdadeira experiência cristã, porém, na prática, às vezes, se acham distanciadas, de tal maneira que é possível ser teólogo sem ser verdadeiramente religioso, e por outro lado a pessoa pode ser verdadeiramente religiosa sem possuir um conhecimento sistemático doutrinário.
"Se conheces estas coisas, feliz serás se as observas", é a mensagem de Deus ao teólogo.
 "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2Tim. 2:15), é a mensagem Bíblica de Deus ao homem espiritual.
Qual é a diferença entre doutrina e dogma? 
Doutrina é a revelação da verdade como se encontra nas Escrituras já o dogma é a declaração do homem acerca da verdade quando apresentada em um credo.
Esperamos confiadamente que a teologia ou doutrina encontre o lugar que merece no pensamento e na educação religiosa.
Para um ser imortal, a verdade acerca de Deus, do destino humano e do caminho para a vida eterna, nunca pode ser de pouca importância.
Todos os homens que raciocinam devem tomar em consideração essas coisas. 
São perguntas tão antigas quanto a própria raça humana e só podem ser esquecidas quando a raça houver submergido na idiotice ou houver perdido a imagem de Deus.
"Assim como o homem pensa na sua oração, assim ele é. 
Toda a existência do homem gira em torno do que pensa, especialmente do que pensa acerca de Deus"
Mas qual o valor da doutrina?
O conhecimento (doutrinário) supre a necessidade de haver uma declaração autoritária e sistemática sobre a verdade. Há uma tendência em certos meios de não somente procurar diminuir o valor de ensinos doutrinários como também de dispensá-los completamente como sendo desnecessários e inúteis. 
Porém, enquanto os humanos cogitam sobre os problemas da sua existência, sentirão a necessidade de uma opinião final e sistemática sobre esses problemas. 
A doutrina sempre será necessária enquanto os homens perguntarem: 
"De onde vim? quem sou eu? e para onde vou?"
Muitas vezes se ouve esta expressão: 
"Não importa o que a pessoa crê uma vez que faça o bem.
" Essa opinião dispensa a doutrina por julgá-la de nenhuma importância em relação à vida.
Mas todas as pessoas têm uma teologia, queiram ou não o reconhecer. 
Os atos de um humano, descrevem a sua crença. 
Por exemplo, quão grande diferença haveria no comportamento da tripulação um navio que estivesse ciente de que viajava em direção a um destino determinado, e o comportamento da tripulação dum navio que navegasse à mercê das ondas e sem rumo certo.
A vida humana é uma viagem do "tempo" para a eternidade, e é de grande importância a pessoa saber que essa viagem não tem significado ou rumo certo, ou que é uma viagem planejada pelo seu Criador e dirigida por ele para um destino celestial.
O conhecimento doutrinário é essencial para o pleno desenvolvimento do caráter do humano que quer ser cristão. 
As crenças firmes produzem caráter firme, e crenças bem definidas produzem também convicções bem definidas. Naturalmente, a crença doutrinária da pessoa não é sua religião, assim como a espinha dorsal do seu organismo não é a sua personalidade. 
Mas assim como uma boa espinha dorsal é parte essencial do corpo, assim um sistema definido de crença é uma parte essencial da religião.
Alguém disse: 
"O homem não precisa expor a sua espinha dorsal, no entanto deve possui-la para estar bem aprumado. Da mesma forma, o cristão precisa de uma definição doutrinária para não ser um cristão volúvel e até corcunda!" Certo pregador francês unitário fez a seguinte declaração: 
"A pureza de coração e de vida importa mais do que a opinião correta." 
A essa declaração outro pregador francês respondeu: 
"A cura também é mais importante que o remédio, mas sem o remédio não haveria cura!" 
Sem dúvida é mais importante viver a vida cristã do que apenas conhecer as doutrinas cristãs, porém não pode haver experiência cristã enquanto não houver conhecimentos das doutrinas cristãs.
O conhecimento doutrinário é um baluarte contra o erro. (Mat.22:29; Gál. 1:6-9; 2 Tim. 4:2-4.)
²⁹ Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus, Mateus 22.29. 1. ⁶ Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho;
⁷ O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. ⁸, mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
⁹ assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. 
Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema, gálatas 1:6-9.
⁴ ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra, 2 Timóteo 2:4.
Diz-se com razão, que as estrelas surgiram antes da astronomia, e que as flores existiram antes da botânica, e que a vida existia antes da biologia, e que Deus existia antes da teologia.
Isto é verdade. 
Mas os humanos em sua ignorância conceberam ideias supersticiosas acerca das estrelas, e o resultado foi a pseudociência da astrologia. 
Os humanos conceberam falsas ideias acerca das plantas, atribuindo-lhes virtudes que não possuíam, e o resultado foi a feitiçaria. 
O homem na sua cegueira formou conceitos errôneos acerca de Deus e o resultado foi o paganismo com suas superstições e corrupção.
 Porém surgiu a astronomia com seus princípios verdadeiros acerca dos corpos celestes e dessa maneira expôs os erros da astrologia. Surgiu a botânica com a verdade sobre a vida vegetal e dessa maneira foram banidos os erros da feitiçaria. Da mesma maneira, as doutrinas bíblicas expurgam as falsas ideias acerca de Deus e de seus caminhos.
"Que ninguém creia que erro doutrinário seja um mal de pouca importância", declarou D. C. Hodge, teólogo de renome. 
"Nenhum caminho para a perdição jamais se encheu de tanta gente como o da falsa doutrina. O erro é uma capa da consciência, e uma venda para os olhos."
O conhecimento doutrinário é uma parte necessária do equipamento de quem ensina a Palavra de Deus.
Quando uma remessa de mercadorias chega a uma casa comercial, essas mercadorias são desempacotadas, devidamente registradas, e colocadas em seus devidos lugares nas prateleiras para serem vendidas. Essa ilustração mostra que deve haver certa ordem. 
Da mesma maneira, um dos propósitos do estudo sistemático é pôr as doutrinas em ordem. 
A Bíblia obedece a um tema central. 
Mas existem muitas verdades relacionadas com o tema central que se encontram nos diversos livros da Bíblia. 
Assim sucede que, para adquirir um conhecimento satisfatório das doutrinas, e para poder entregá-lo a aos humanos, devem-se combinar as referências relacionadas ao assunto e organizá-las em tópicos e subtópicos.
A teologia inclui muitos departamentos.
A teologia exegética (exegética vem da palavra grega que significa "sacar" ou "extrair" a verdade) procura descobrir o verdadeiro significado das Escrituras. 
Um conhecimento das línguas originais nas quais foram escritas as Escrituras pertence a este departamento da teologia.
A teologia histórica traça a história do desenvolvimento da interpretação doutrinária, e envolve o estudo da história da igreja também.
 A teologia dogmática é o estudo das verdades fundamentais da fé como se nos apresentam nos credos da igreja. A teologia bíblica traça o progresso da verdade através dos diversos livros da Bíblia, e descreve a maneira de cada escritor apresentar as doutrinas importantes.
Por exemplo: 
Segundo este método ao estudar a doutrina da expiação estudar-se-ia a maneira como determinado assunto foi tratado nas diversas seções da Bíblia, no livro de Atos, nas Epístolas, e no Apocalipse. 
Ou verificar-se-ia o que Cristo, Paulo, Pedro ou João disseram acerca do assunto. Ou descobrir-se-ia o que cada livro ou seção das Escrituras ensinou concernente às doutrinas de Deus, de Cristo, da expiação, da salvação e de outras.
Já na teologia sistemática, ramo que estuda os ensinos bíblicos concernentes a Deus e ao homem são agrupados em tópicos, de acordo com um sistema definido; por exemplo, as Escrituras relacionadas à natureza e à obra de Cristo são classificadas sob o título: "Doutrina de Cristo".
É bíblica no sentido de que as verdades são extraídas das Escrituras e o estudo acompanha as perguntas: 
"Que dizem as Escrituras (exposição) e que significam as Escrituras (interpretação)"? 
É sistemática no sentido de que a matéria está agrupada segundo uma ordem definida.
Qual é a ordem a que vai obedecer ao agrupamento desses tópicos de ensino bíblico? 
Não se pode fazer uma regra rígida. 
Há muitos modos de fazer esses agrupamentos, cada qual possuindo o seu valor peculiar.
Procuraremos seguir a ordem baseada sobre as relações de Deus com o homem, nas quais Deus visa a redenção da humanidade.
A doutrina das Escrituras. 
De que fonte extrairemos a verdade inerente acerca de Deus? 
A natureza, na verdade, revela a existência, o poder e sabedoria de Deus. 
Mas não expõe o caminho do perdão, e nenhum meio provê de escapar ao pecado e suas consequências. 
Ela não supre incentivo algum para a santidade e nenhuma revelação fornece acerca do futuro. Deixando de lado o primeiro livro de Deus — a natureza vamos ao outro livro de Deus — a Bíblia — na qual encontramos a revelação perfeita de Deus concernente a esses assuntos.
Qual a razão de se aceitarem as opiniões bíblicas como sendo a pura verdade? 
A resposta a tal pergunta leva-nos ao estudo da natureza das Escrituras, a sua inspiração, precisão e confiança.
A doutrina de Deus. 
Procuramos verificar o que as Escrituras ensinam acerca do maior de todos os fatos o fato de Deus, sua natureza e existência. 
A doutrina dos anjos. 
Do Criador naturalmente passamos ao estudo de suas criaturas, e, portanto, vamos considerar as mais elevadas de suas criaturas: os anjos. Este tópico também inclui os anjos maus, Satanás e os demônios.
A doutrina do homem o ser humano. 
A doutrina do pecado. Que estuda o fato mais trágico em conexão com o homem é o pecado e suas consequências. 
As Escrituras nos falam de sua origem, natureza, consequências e também nos aponta um remédio.
A doutrina de Cristo. Que se segue, depois do pecado do homem, o estudo da pessoa e da obra de Cristo, o Salvador do homem.
A doutrina da expiação. 
Sob este título consideramos os fatos que esclarecem o significado da obra de Cristo a favor do homem.
A doutrina da salvação. 
Como se aplica a expiação às necessidades do humano para que ele seja salvo, e como se faz real em sua experiência?
 Os fatos que nos dão essa resposta agrupam-se sob a doutrina da salvação.
A doutrina do Espírito Santo. 
Como se faz real no homem a obra de Cristo? Isto é assunto tratado na doutrina da natureza e da obra do Espírito Santo.
A doutrina da igreja. 
Os discípulos de Cristo obviamente necessitam de alguma organização para se realizarem os propósitos de adoração, instrução, comunhão e propagação do Evangelho. O Novo Testamento nos fala acerca da natureza e da obra dessa organização.
A doutrina das últimas coisas. 
É natural dirigirmos o nosso olhar para o futuro e pensar: 
"Qual será o resultado final de todas as coisas?
 A vida, a história, o mundo?" 
Tudo o que se relaciona com o futuro então se agrupa sob o título: 
"As últimas coisas".

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