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A CIÊNCIA COMBINA COM A FÉ.

Ciência e fé

Três perguntas fundamentais inquietam o coração humano: 
De onde viemos?
,Quem somos?
Para onde vamos?.
 Nenhuma resposta é completa por si só, ou melhor: encerrada em si.
Nos últimos 300 anos, as ciências.
 (sobretudo cosmologia,física, arqueologia, sociologia, psicologia,antropologia, biologia, além de outras)
têm trazido respostas sempre mais esclarecedoras e encantadoras, chegamos até aqui.
Com o salto qualitativo da modernidade
 - com seus elementos fundamentais:
razão,
ciência
e  técnica
 - muitos foram se convencendo que tais respostas são (seriam) suficientes para aquietar o coração humano
- que, todavia continua insatisfeito e continua a se perguntar...
Ao mesmo tempo, milhares de mulheres e homens de fé
 - herdeiros de grandes tradições religiosas
- se sentem questionados por estas perguntas.
Tinham (têm) certeza da inquestionabilidade de sua fé.
Eles se sentem, agora, atingidos pelos conhecimentos científicos e por cientistas, que, enfatizando outras respostas, parecem querer negar (e/ou negam de fato) suas crenças.
 Para muitos, parece pôr-se um (falso) dilema:
escolher acreditar na ciência ou na fé.
 Uns, marcados pelas ciências, julgam dever rejeitar os ensinamentos religiosos(especialmente aprendidos na infância e às vezes mantidos como ensinamentos infantis);
 outros, para salvaguardar a fé recebida na infância, rejeitam as conquistas científicas.
 Muitos ouvem os dois lados e, inconscientemente, consideram tão distantes as duas posturas, a ponto de parecerem conhecimentos tão intangíveis que parecem nada dizer sobre as mesmas realidades. Cresce sempre mais o grupo daqueles que são capazes de
 - superando as discussões mal colocadas
 - ouvir o significado tanto das ciências quanto das tradições religiosas e culturais.
É verdade que muitos homens de ciência, por exemplo o físico Laurence Krauss (autor de A física da jornada nas estrelas), pensam ser pura perda de tempo querer debater com pessoas de fé: “elas não estão dispostas a ouvir!
 É pregar para surdos”.Para o cosmólogo brasileiro Mario Novello,“o fato é que o Deus da religião não tem muito espaço dentro da ciência convencional e nem dentro da cosmologia”.
É verdade que muitos cristãos (catequistas, clérigos, pregadores e intelectuais religiosos) fazem tão pouco caso das ciências que contrapõem as crenças como se fossem respostas (superiores) de ciência. Ambos não percebem nem distinguem aí a postura fundamentalista de onde partem.
 A presunção de uns e de outros só mantém os inócuos radicalismos e oposições inadequadas.
 E evidente que advogar uma composição ou complementação entre ambas é uma ingenuidade irônica que não pode sequer ser levada em conta.
A questão ciência e fé, sobretudo, desde a modernidade, tem-se apresentado como tensão entre os grupos
- que em geral estão ideologizados de um lado e do outro numa disputa onde não estão ausentes as questões de poder, de interesses e influências sociais; quando não
- e eis aí a questão por ignorar o significado, o âmbito e o limite de cada parte.
É assim que, frequentemente, os homens de ciência, ao discutirem a questão da fé, ou se envolvem com “fundamentalistas” ou usam seus conceitos aprendidos na infância ou ouvidos no dia-a-dia como se fossem verdades dogmáticas ou científicas.
São poucos aqueles que mantêm um diálogo ou uma escuta dos especialistas da fé.
Por outro lado, os homens de fé, seguidamente, ao ouvirem as questões da ciência se recusam a conversar. Isto por duas razões básicas: não têm formação suficiente ou atualizada ou têm medo das (avassaladoras) questões das ciências.
 Sem dúvida, o confronto imediato dos dois grupos cria uma situação (insólita e inadequada). Todavia, a questão está em delimitar racionalmente, e isto pertence à epistemologia - cada campo do saber e seu significado.
É óbvio que o Deus da religião não tem espaço (imediato) dentro da ciência porque aí não é o lugar dele. O mundo das ciências é um campo bem demarcado, com suas leis e seus pressupostos, a partir dos quais tudo o mais ou tudo o menos não é levado em consideração.
É correto cientificamente reconhecer a preocupação “objetiva”, concreta, verificável, experimental própria da ciência - que em sua autonomia (razão)
- fixou, delimitou seu campo investigativo.
E é errado (inadequado, impróprio) exigir da ciência uma intenção que não lhe pertence.
Por outro lado, fechar-se no mundo da ciência por ser um gesto fundamentalista ou irracional.
 Todos os cientistas sabem que, se a ciência explica racional ou experimentalmente tantas coisas que eram “explicadas” pelas religiões, ela não explica(e nem lhe compete explicar) tudo.
 Os grandes cientistas sabem que sua função é explicar as regras que regem a realidade, os mecanismos e as consequências das leis da natureza etc., por exemplo: como surgiram o universo, a vida e o ser humano.
 E diferente a questão sobre por que surgiram o universo, a vida e o ser humano - questão mais pertinente às culturas e à fé.
As explicações da fé valem não pela lógica, mas exatamente pela fé.
 E a fé tem,inegavelmente, sua racionalidade e sua razoabilidade, sem ser algo sobre o que se decide: ou se crê ou não se crê. Crer implica uma racionalidade.
O conteúdo da crença tem sua razoabilidade.
Mas, tanto um quanto o outro aspecto não são meramente decisões ou convenções humanas.
 A fé não é mera projeção humana, apesar de também ser uma questão humana.
Aqui vale - por ser de mão dupla - o axioma de Carl Sagan: “a ausência de evidência não é a evidência da ausência”.
 A fé tem uma racionalidade - apesar de que esta não é nem o critério essencial nem exclusivo, pois isto a delimitaria ao exclusivo universo humano, horizontal.
 Mas também ela não é pura irracionalidade (falta de toda e qualquer razão).
A arte e o amor, por exemplo, não são puramente nem racionalidade nem irracionalidade, como também não são meios elementos biológicos, embora de que se possa cientificamente localizar no cérebro/mente reações físico-químicas produtoras ou inibidoras de sentimentos deste nível.
Do mesmo modo, a fé é um “logos” que se não explica tudo - como se ela fosse uma enciclopédia de biologia, física, economia etc.-, é suficiente para descobrir as razões e o sentido da vida, um lugar seguro que descobre a “irracionalidade” de Deus,que é amor.
Não é justo, não é correto e nem científico invocar a Deus para preencher o nosso conhecimento científico. Neste sentido, porém, os cientistas devem ainda, com muito entusiasmo e paciência, continuar suas pesquisas para descobrir mistérios ainda mais profundos, revolucionários e insuspeitos que estão na obra criada.
Também não é justo nem racional eliminar Deus só porque, não cabendo nos parâmetros científicos, não se conhece o significado das coisas e nem a possibilidade de tudo existir com uma finalidade (teleologia)
 A surdez no confronto com Deus pode ser também uma falta de racionalidade (logos), apesar de que a adesão acrítica a Deus pode levar ao fundamentalismo.
 Deus não precisa ser a explicação de tudo, como também à ciência compete explicar - tão-somente - o que lhe é próprio.
Ao tangenciar as questões comuns, ficam evidenciadas as diferenças de abordagens e de racionalidade de cada campo. Neste sentido é bom lembrar que a ciência e a fé são convidadas a viver dois valores próprios diferenciados, onde a presunção de um sobre o outro leva a um fundamentalismo irracional.
Porém, a busca comum da verdade pode aproximar os cristãos dos cientistas e os cientistas dos cristãos. Sem dúvida, um cientista pode ser também cristão e, vice-versa, um cristão pode ser cientista; mas, seria inadequado um cientista cristão ou um cristão cientista, porque
 - neste caso
- estar-se-ia sincretizando posições de vida e profissões diversas, ou estar ideologizando posições que (sem ser antagônicas) são bem distintas.
Tal fusão só criaria confusão, levando ao descrédito as duas verdades ou as duas competências.
O cientista, enquanto tal, busca a verdade através de seus métodos e regras, sem ser“incomodado” por ter que respeitar verdades religiosas.
 Por outro lado, os cristãos, por outros caminhos, fazem sua experiência de fé em Deus, sem os condicionamentos apriorísticos, no caso, da ciência.
 Deus é o mesmo para o mundo da fé e para os cientistas.
Ele, porém, alimenta aqueles que creem e lhes abre a fé e a esperança de modo direto; por outras, ele oportuniza a busca e o encontro da verdade mesmo àqueles que não creem nele ou que nada sabem sobre Ele sem uma imediata (ou mesmo remota)preocupação religiosa.
 Esta afirmação, contudo, não significa dizer que tudo que o cientista propõe seja eticamente bom e justo para a humanidade, ou seja, indiferente à questão de Deus.

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