A Bíblia Merece Confiança.


Que é a verdade? "Essa foi a pergunta de Pilatos, e o tom de sua voz deu a entender, que em vão se buscaria essa qualidade. 
Se não houvesse um meio de chegar ao conhecimento de Deus, os humanos de todo mundo estariam perdidos, daí então Pilatos então teria razão. 
Quando queremos saber se é verdade ou não as sagradas letras, é interessante saber como chegaram até nos.
Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.
Homem e mulher os criaram; e os abençoou e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados.
E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete. E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias que Adão viveu, novecentos e trinta anos, e morreu, Gênesis 5:1-5.
Temos aqui o primeiro homem de que se tem conhecimento que viveu no planeta. 
Digo isto, porque a ciência tem relatado milhões de anos em que os humanos surgiram. 
Isso pode até ser um facto, mas Deus só quis nos dar esse registro, porque a partir daí, se estabeleceria uma linhagem genealógica para o nascimento do Messias Salvador Jesus Cristo, por isso não era necessário Deus nos informar passado mais remoto que isso.
Adão viveu novecentos e trinta anos e povoou o planeta com filhos e filhas. Viveu cento e trinta anos, isso é depois que foi expulso do jardim e gerou um filho por nome de Sete.
E viveu Sete cento e cinco anos, e gerou a Enos. E viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos e sete anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Sete novecentos e doze anos, e morreu, Gênesis 5:6-8
Então temos= 130+105=235, até então adão tinha 235 anos, correto?
E viveu Enos noventa anos, e gerou a Cainã.
E viveu Enos, depois que gerou a Cainã, oitocentos e quinze anos, e gerou filhos e filhas.
E foram todos os dias de Enos novecentos e cinco anos, e morreu, Gênesis 5:9-11
Temos, 130+105+90=325, então até aqui nascimento de Cainã, Adão tinha 325 Anos.
E viveu Cainã setenta anos, e gerou a Maalaleel. E viveu Cainã, depois que gerou a Maalaleel, oitocentos e quarenta anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Cainã novecentos e dez anos, e morreu, Gênesis 5:12-14.
Qui temos, 130+105+90+70=395, até aqui Adão tinha 395 anos.
E viveu Maalaleel sessenta e cinco anos, e gerou a Jerede.
E viveu Maalaleel, depois que gerou a Jerede, oitocentos e trinta anos, e gerou filhos e filhas.
E foram todos os dias de Maalaleel oitocentos e noventa e cinco anos, e morreu, Gênesis 5:15-17.
Temos 130+105+90+70+65=460, aqui Adão ainda tinha 460 anos. 
E viveu Jerede cento e sessenta e dois anos, e gerou a Enoque. E viveu Jerede, depois que gerou a Enoque, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Jerede novecentos e sessenta e dois anos, e morreu, Gênesis 5:18-20
Temos 130+105+90+70+65+162=622, aqui Adão tinha 622 anos.
E viveu Enoque sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém. 
E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. 
E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. 
E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou, Gênesis 5:21-24.
Temos 130+105+90+70+65+162+65=687, aqui Adão tinha 687 anos quanto Enoque se casou e gerou um filho Matusalém.
Notemos que nessa época Adão ainda vivia entre os habitantes da terra, provavelmente passando informações do jardim do Eden e da queda de como foi a expulsão do jardim. Informações essas que Moises teve Acesso quando escreveu o pentateuco.
E viveu Matusalém cento e oitenta e sete anos, e gerou a Lameque.
E viveu Matusalém, depois que gerou a Lameque, setecentos e oitenta e dois anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Matusalém novecentos e sessenta e nove anos, e morreu, Gênesis 5:25-27. 
Temos 130+105+90+70+65+162+65+187=874, aqui Adão tinha 874 anos. Foi quando Enoque não foi mais visto, por ter sido arrebatado por Deus. Adão ainda vivia, uma vez que morreu com 930 anos. Enoque gerou Matusalém, Matusalém gerou Lameque. Dois patriarcas importantes.
E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho, A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou. E viveu Lameque, depois que gerou a Noé, quinhentos e noventa e cinco anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Lameque setecentos e setenta e sete anos, e morreu.
Gênesis 5:28-31
Temos 130+105+90+70+65+162+65+187+182=1056, aqui já fazia 126 anos que Adão tinha morrido.
Adão foi contemporâneo de Noé, Lameque, Enoque, o que foi arrebatado, Matusalém e Etc. As informações que Moises tinha quando escreveu o Pentateuco não foram obtidas de maneira duvidosas.
Mas não há razão de andar às apalpadelas nas dúvidas e no ceticismo, porque existe um livro (As Sagradas Escrituras, que nos informam de de Enoque para traz, Adão foi contemporâneo de todos os patriarcas, e passou informações sobre Deus e seus propósitos desde a criação) que "podem nos fazer sábio para a salvação da alma, para podermos retornar a comunhão com Deus, e isso pela fé que há nos corações em Cristo Jesus e aguardar a sua vinda gloriosa. 
A Bíblia Merce Confiança (2 Tim. 3:15). 
Começando a partir de Matusalém temos:
E viveu Matusalém cento e oitenta e sete anos, e gerou a Lameque. E viveu Matusalém, depois que gerou a Lameque, setecentos e oitenta e dois anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Matusalém novecentos e sessenta e nove anos, e morreu.
 Gênesis 5:25-27
Matusalém viveu 187 anos e gerou um filho.
Temos 187 anos do do nascimento de Matusalém, Adão tinha 874 anos, mas ele morreu com novecentos e trinta e era um senhor idoso, o primeiro humano que Deus fez com suas próprias mãos, vamos com quem Matusalém viveu até tempo de sua morte?
Matusalém viveu 187 anos e gerou um filho.
Viveu Matusalém 185 anos e gerou Lameque. E viveu Matusalém, depois que gerou a Lameque, setecentos e oitenta e dois anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Matusalém novecentos e sessenta e nove anos, e morreu, Gênesis 5:26,27.
Adão tinha 622 anos quando nasceu matusalém, que foi contemporâneo de Noé que foi usado por Deus para profetizar sobre o diluvio.
E que desde a tua meninice (disse Paulo a Timoteo) sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação da alma, pela fé que há em Cristo Jesus, 2 Timóteo 3:15.
 O Deus que criou o mundo, só pode ser um Deus sábio, e um Deus sábio certamente terá um propósito para suas criaturas e sua criação. 
Então temos 185 anos do nascimento do pai de Noé Lameque.
E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho, A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou. 
E viveu Lameque, depois que gerou a Noé, quinhentos e noventa e cinco anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Lameque setecentos e setenta e sete anos, e morreu.
Gênesis 5:28-31
Aqui Noé tinha 595 anos, e o diluvio veio no ano 600 da vida de Noé, faltava cinco anos e a arca já estava pronta.
Lameque tinha 185 anos quando nasceu Noé, e depoi de 595 anos morreu, lembra bem que o dilúvio veio no ano 600 da vida de Noé.
E fez Noé conforme a tudo o que o Senhor lhe ordenara. 
E era Noé da idade de seiscentos anos, quando o dilúvio das águas veio sobre a terra, Gênesis 7:5,6.
A figura chave aqui é Matusalém e Noé.
E era Noé da idade de quinhentos anos, e gerou Noé a Sem Cão e Jafé.
Gênesis 5:32
 Desdenhar esse propósito das escrituras é loucura e contrariá-lo constitui um grande pecado. 
"Mas, como se verifica com certeza o propósito de Deus?
 A própria história prova que os humanos chegam a conclusões muito adversas e muitas pessoas não chegam à conclusão nenhuma a esse respeito, e dizem" um livro vai me guiar?"! 
A experiência demonstra que esse problema não se resolve somente pelos estudos. Alguns não dispõem de tempo suficiente, e outros, ainda que tenham o desejo, não possuem a habilidade, e mesmo que alcançassem êxito, suas conclusões seriam alcançadas lentamente e com grande desconfiança obviamente. 
Os sábios são capazes de levantar escadas de pensamentos no esforço de alcançarem as verdades celestiais, mas a escada mais elevada ainda estaria muito baixa quanto a necessidade que se tem de ter o conhecimento de Deus. 
"O mundo pela sabedoria (filosofia) não é capaz de conhecer a Deus." 
As verdades que informam os humanos como passar da terra para o céu devem ser enviadas do céu à terra. Em outras palavras, o homem precisa de uma revelação de Deus. A própria natureza é a revelação de Deus que se alcança pela razão, nós olhamos e deduzimos que alguém fez isso. 
 Mas quando o humano está algemado pelos seus pecados e sobrecarregada a alma, a natureza e a razão são muito impotentes para esclarecer e aliviar a situação, para conseguir a salvação da alma. 
Vamos permitir que os homens da razão falem:
Fazem bem em basear a sua paz e piedade nos Evangelhos porque somente neles está a fonte das verdades profundas e espirituais, depois de a razão haver explorado em vão todas as possibilidades." Outro físico de renome, Hegel, quando estava no leito de morte, não permitiu que se lesse nenhum outro livro para ele a não ser a Bíblia. 
Ele disse que no caso de se prolongar a sua vida ele faria desse Livro o seu único estudo, pois nele encontrara o que a razão não lhe pudera proporcionar. 
Se existe um bom Deus, como cremos, é razoável crer que ele conceda às suas criaturas uma revelação pessoal de si mesmo. 
 Assim escreveu David S. Clarke:" 
Não podemos crer que um pai se oculte para sempre de seu filho, sem nunca se comunicar com ele. 
 Nem tampouco podemos imaginar um Deus que retivesse o conhecimento do seu ser e de sua vontade, ocultando-o às suas criaturas que ele criara à sua própria imagem. 
 Deus fez os humanos, capazes e desejosos de conhecer a realidade das coisas. 
Será que ele, Deus ocultaria uma revelação que satisfizesse esse anelo? 
A mitologia egípcia antiga conta, a história da fabulosa Esfinge que propunha enigmas aos transeuntes e como os matava quando não lhe podiam decifrá-los. Não é de crer que um Deus amoroso e sábio permita que o homem pereça por falta de conhecimento, perplexo diante do enigma do universo. 
E o Dr. Hodges escreve: 
"A inteligência Divina nos leva a crer que Deus tenha adaptado os meios ao fim, e que ele, enfim, coroará essa natureza religiosa com uma religião sobrenatural. 
A benevolência de Deus nos conduz a esperar que ele solucione a grave perplexidade e evite o perigo para as suas criaturas. 
A justiça de Deus nos conduz à esperança de que falará ele em tons claros e com autoridade à nossa consciência." 
 Essa revelação, A Bíblia deveria estar em forma escrita. 
 É razoável que sua mensagem tomasse forma de livro. 
Como disse o Dr. Keyser: 
"Os livros representam o melhor meio de preservar a verdade em sua integridade e transmiti-la de geração a geração. 
A memória e a tradição não merecem confiança. 
Portanto, Deus agiu com a máxima sabedoria e também dum modo normal dando ao homem a sua revelação em forma de livro. De nenhuma outra maneira, pelo que podemos ver, podia ter ele entregue aos homens um ideal infalível que estivesse acessível a todos os homens e que continuasse intacto através dos séculos e do qual todos os povos pudessem obter a mesma norma de fé e prática."
 É razoável concluir que Deus inspirasse os seus servos a arquivarem essas verdades, verdades que não poderiam ser descortinadas pela razão humana. E, finalmente, é razoável crer que Deus tivesse preservado, por sua providência, os manuscritos das escrituras bíblicas e que tivesse influenciado a sua igreja a incluir no cânon sagrado somente os livros que fossem divinamente inspirados. 
As escrituras são inspiradas por Deus.
 É possível que haja uma religião divina sem uma literatura inspirada? 
O professor Francis L. Patton observa e explica: 
Se o simples testemunho histórico prova que Jesus operou milagres, pronunciou profecias e proclamou a sua divindade, se pode ser demonstrado que ele foi crucificado para redimir os pecadores, e que foi ressuscitado dentre os mortos e que fez com que o destino dos homens dependesse de aceitá-lo como o seu Salvador então, sejam inspirados ou não os registros, aí daquele que descuidar de tão grande salvação." 
 Todavia, não se precisa tomar mais tempo com esse assunto, pois não existe nenhuma dúvida quanto à inspiração da Bíblia. 
"Toda a Escritura é divinamente inspirada" (1iteralmente: "é dada pelo sopro de Deus"), declara Paulo. (2 Tim. 3:16.) 
"Porque a profecia não foi antigamente produzida por vontade de homem algum", escreve Pedro, "mas os homens santos de Deus falaram, inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1:21). Assim define Webster a inspiração: "
A influência sobrenatural do Espírito de Deus sobre a mente humana, pela qual os profetas, apóstolos e escritores sacros foram habilitados para exporem a verdade divina sem nenhuma mistura de erro." Segundo o Dr. Gaussen, "é o poder inexplicável que o Espírito Divino exerce sobre os autores das Escrituras, em guiá-los até mesmo no emprego correto das palavras e em preservá-los de todo erro, bem como de qualquer omissão". 
Assim escreveu o Dr. William Evans: 
"A inspiração divina, como é definida por Paulo nesta passagem (2 Tim. 3:16), é a forte inspiração espiritual de Deus sobre os homens, capacitando-os a expressarem a verdade; é Deus falando pelos homens, e, por conseguinte, o Antigo Testamento é a Palavra de Deus. é como se o próprio Deus houvesse falado cada palavra do livro. 
 As Escrituras são o resultado da divina inspiração espiritual, da mesma maneira em que o falar humano é efetuado pela respiração pela boca do homem." 
Podemos dizer que a declaração de Pedro revela que o Espírito Santo estava presente duma maneira especial e milagrosa sobre os escritores das Escrituras, revelando-lhes as verdades que antes não conheciam e guiando-os também no registro dessas verdades e dos acontecimentos, dos quais eram testemunhas oculares, de maneira que as pudessem apresentar com exatidão substancial ao conhecimento de outrem. 
Alguém poderia julgar, pela leitura dos vários credos do Cristianismo, tratar-se de assunto bastante complexo, cheio de enigmas teológicos e tumultuado por definições obscuras. 
 Mas esse não é o caso. 
As doutrinas no Novo Testamento, como originalmente expostas, são simples e se podem definir de maneira simples. 
Mas, com o passar dos tempos, a igreja teve de enfrentar doutrinas e opiniões erradas e defeituosas e, por conseguinte, se viu obrigada a cercar as doutrinas certas e protegê-las com definições as vezes complexas. 
Deste processo de definições exatas e detalhadas surgiram os credos. 
As declarações doutrinárias ocuparam uma parte importante e necessária na vida da igreja, e constituíram impedimento a seu progresso unicamente quando uma aquiescência formal a essas doutrinas veio substituir a viva fé. 
A doutrina da inspiração, como é apresentada na Palavra, é relativamente simples, mas o surgimento de ideias errôneas criou a necessidade de proteger a doutrina certa com definições completas e detalhadas. Contra certas teorias, é necessário afirmar que a inspiração das Escrituras é a seguinte: 
Ela é divina e não apenas humana.
O modernista identifica a inspiração das Escrituras Sagradas com o mesmo esclarecimento espiritual e sabedoria de que foram dotados tais homens como: Platão, Sócrates, Browning, Shakespeare e outros gênios do mundo literário, filosófico e religioso. A inspiração, dessa forma, seria considerada apenas uma coisa puramente natural. Essa teoria rouba à palavra inspiração todo o seu significado e não combina, em absoluto, com o caráter sobrenatural e único da Bíblia.
 Peculiar e não comum.
Algumas pessoas, confundem a inspiração com o esclarecimento. 
Inspiração tal como as escrituras foram elaboradas, refere-se à influência do Espírito Santo, comum a todos os cristãos, influência que os ajuda a compreender as coisas de Deus, e que com a inspiração Divina, teve como resultado a Bíblia. (1 Cor. 2:4; Mat. 16:17.).
E a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder, 1 Coríntios 2:4.
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus, Mateus 16:17.
Essas pessoas, mantêm a opinião de que esse esclarecimento espiritual seja a explicação adequada sobre a origem da Bíblia. 
Existe uma faculdade nos homens, assim ensinam elas, pela qual se pode conhecer a Deus uma espécie de visão da sua alma. 
Quando os homens piedosos da antiguidade meditavam em Deus, o Espírito Divino vivificava essa faculdade, dando-lhes esclarecimentos dos mistérios divinos. 
 Tal esclarecimento é prometido aos crentes e tem sido experimentado por eles de nós, mas este esclarecimento não é o mesmo que inspiração divina. 
Sabemos, segundo está escrito em 1Ped. 1:10-12, que às vezes os profetas recebiam verdades por inspiração e lhes era negado esclarecimento necessário à sua compreensão dessas mesmas verdades. 
Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar, 1 Pedro 1:10-12.
O Espírito Santo inspirou-lhes as palavras, mas não achou por bem conceder-lhes a compreensão do Um esclarecimento normal descreve-se Caifás como sendo o veículo duma mensagem inspirada (se bem que o foi inconscientemente), apesar de não estar ele pensando em Deus. Nesse momento ele foi inspirado, mas não esclarecido. (João 11:49-52.).
E Caifás, um deles que era sumo sacerdote naquele ano, lhes disse: 
Vós nada sabeis, nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação. Ora ele não disse isto de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos, João 11:49-52. Foi uma mensagem Divina de uma pessa esclarecida.
 Notemos duas diferenças especificas entre o esclarecimento e a inspiração: 
1) Quanto à duração, o esclarecimento é, ou pode ser, permanente. 
"Porém a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito" (Prov. 4:18). 
A unção que o crente recebeu do Espírito Santo permanece nele, diz o apóstolo João (1 João 2:20-27).
E vós tendes a unção do Santo, e sabeis todas as coisas. E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis, 1 João 2:20,27.
 Por outro lado, a inspiração também era intermitente, o profeta não podia profetizar à vontade, porém estava sujeito à vontade do Espírito. "Porque a profecia não foi antigamente produzida por vontade de homem algum", declara Pedro, "mas os homens santos de Deus falaram, inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1:21). 
Que a inspiração profética viesse repentinamente está implícita na expressão comum: 
"A palavra do Senhor veio" a este ou àquele profeta. 
Uma distinção clara se faz entre os verdadeiros profetas, que profetizam unicamente quando lhes vem a palavra do Senhor, e os profetas falsos que proferem uma mensagem de sua própria invenção.
 2). E disse-me o Senhor: Os profetas profetizam falsamente no meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam, Jeremias 14:14.
Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam; fazem-vos desvanecer; falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor, Jeremias 23:16.
 O esclarecimento admite a graduação, enquanto a inspiração não admite graduação alguma. Varia de pessoa para pessoa o grau de esclarecimento, mas no caso da inspiração, no sentido bíblico, a pessoa ou recebeu ou não recebeu a inspiração. 
 A inspiração é viva e não mecânica.
 A inspiração não significa ditado, no sentido de que os escritores fossem passivos, sem que tomassem parte as suas faculdades no registro da mensagem, embora sejam algumas porções das Escrituras ditadas, como por exemplo os Dez Mandamentos e a Oração Dominical. 
A própria palavra inspiração exclui o sentido de ação meramente mecânica, e a ação mecânica exclui qualquer sentido de inspiração. 
Por exemplo, um homem de negócios não inspira sua secretária ao ditar-lhe as cartas. 
Deus não falou pelos homens como quem fala por um alto falante. 
Antes seu Divino Espírito usou as suas faculdades mentais, produzindo desta maneira uma mensagem perfeitamente divina, e que, ao mesmo tempo, conservasse os traços da personalidade do autor. 
 Embora seja a Palavra do Senhor, é ao mesmo tempo, em certo sentido, a palavra de Moisés, ou de Paulo. 
"Deus nada fez a não ser pelo homem; o homem nada fez, a não ser por Deus. é Deus quem fala no homem, é Deus quem fala pelo homem, é Deus quem fala como homem, é Deus quem fala a favor do homem." 
 O fato de haver cooperação divina e humana na produção duma mensagem inspirada é bastante conhecido; mas "como" se processa esta cooperação é mais difícil de explicar. Se o entrosamento de mente e corpo já é um mistério demasiado grande, mesmo para o homem mais sábio; quanto mais não é o entrosamento do Espírito de Deus e o espírito do homem!





 

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