A DEFINIIÇÃO DE ABOMINÁVEL DA DESOLAÇÃO EM Mateus 24.15 e Marcos 13.34,. O Que Significa Abominável Da Desolação Como Na Bíblia?

Portanto, segundo o princípio de interpretação da Escritura pela Escritura, o "abominável da desolação" deve significar as tropas romanas.  A referência em Mateus ao abominável no "lugar santo" não exige uma interpretação no sentido de ser o templo, mas pode igualmente indicar a  "terra santa".
ABOMINÁVEL DA DESOLAÇÃO. 
O Que Significa Abominável Da Desolação Como Na Bíblia?
Nesta forma a exata, o termo é encontrado em Mt 24.15 e Mc 13.14, 
Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, entenda, Mateus 24:10-24.
Ora, quando vós virdes a abominação do assolamento, que foi predita por Daniel o profeta, estar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes Marcos 13:8-34.
Jesus falava para Judeus Seus compatriotas.
Mas há uma expressão interpretativa em Lc. 21.10-23. 
Então lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino;
E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu. Mas antes de todas estas coisas lançarão mão de vós, e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões, e conduzindo-vos à presença de reis e presidentes, por amor do meu nome.
Lucas 21:10-23.
Temos um contexto bastante significativo.
Sem dúvida, a frase é tirada de Dn 11.31 e 12.11, 
E braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo, estabelecendo abominação desoladora, Daniel 11:31.
E braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo, estabelecendo abominação desoladora, Daniel 11:31.
Onde "a abominação desoladora"; é possível, também, que Dn 8.13,14 e 9.27 
Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados?
E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado, Daniel 8:13,14.
... um santo que falava”.
Este santo que falava a outro santo podemos confrontá-lo com aquele personagem que “gritou” ao anjo Gabriel nas margens do rio Ulai (v. 16).
8.16: “E ouvi uma voz de homem nas margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, dá a entender a este a vi-são”. “... gritou, e disse: Gabriel, dá a entender a este a vi-são”.
 Já segundo “santo” que faz a pergunta, não e “onisciente”, só o primeiro é. 
O segundo ser celestial que fez a pergunta pode bem ser o anjo Gabriel, enquanto o segundo, é a pessoa do Pai que está em foco é Deus.
 Observando a pergunta feita pelo “santo” ao outro de elevado poder, Dr Scofield salienta que este trecho no livro de Daniel é uma das partes mais difíceis de serem compreendidas ou interpretadas. 
A pergunta do santo foi: 
“Até quando durará a visão do contínuo sacrifício, e da transgressão assoladora?” A dificuldade aí é aumentada pelo estado atual do texto. 
Historicamente falando, isso foi cumprido por Antíoco Epifânio. 
Profeticamente falando, porém, isso foi apenas antecipação, digamos assim, um palhinha da terrível blasfêmia do “chifre pequeno”, de Daniel 7.8, 24, 25; 9.27;
Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.
Daniel 7:8E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis,   E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo, Daniel 7:24.25.
E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador, Daniel 9:27. 
(Antioco Epifânio) Considerado pelos judeus como uma figura do anticristo, Antíoco IV Epifânio, foi um rei da dinastia Selêucida. Era filho mais novo de Antíoco III Magno ou Antíoco o Grande, que governou entre 223 a.C. até sua morte.
E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito.
E não terá respeito ao Deus de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a deus algum, porque sobre tudo se engrandecerá.
Mas em seu lugar honrará a um deus das forças; e a um deus a quem seus pais não conheceram honrará com ouro, e com prata, e com pedras preciosas, e com coisas agradáveis.
Com o auxílio de um deus estranho agirá contra as poderosas fortalezas; aos que o reconhecerem multiplicará a honra, e os fará reinar sobre muitos, e repartirá a terra por preço.
E, no fim do tempo, o rei do sul lutará com ele, e o rei do norte se levantará contra ele com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios; e entrará nas suas terras e as inundará, e passará.
E entrará na terra gloriosa, e muitos países cairão, mas da sua mão escaparão estes: Edom e Moabe, e os chefes dos filhos de Amom.
E estenderá a sua mão contra os países, e a terra do Egito não escapará.
E apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata e de todas as coisas preciosas do Egito; e os líbios e os etíopes o seguirão.
Mas os rumores do oriente e do norte o espantarão; e sairá com grande furor, para destruir e extirpar a muitos.
E armará as tendas do seu palácio entre o mar grande e o monte santo e glorioso; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra, Daniel 11:36-45.
Podemos observar que os versículos 36 a 45, capítulo 11, se revestem de particular interesse para os estudiosos da Bíblia. 
Muitos expositores acreditam que eles dão prosseguimento à descrição a respeito de Antíoco Epifânio e suas atrocidades. Mas, é evidente que há certas dificuldades nesta posição, em razão da morte deste monarca selêucida ter sido diferente da que fala o texto.
 A possível interpretação mantida pela tradição mais antiga e pelos pais da Igreja cristã era a de que esses versículos, sendo aplicados ao “tempo do fim”, apontam claramente mais para o Anticristo que virá. 
Assim sendo, o texto em foco demonstra claramente ser o Anticristo a antítese do verdadeiro Cristo; 
Jesus é Justo, ele será o iníquo; 
Jesus, ao entrar no mundo, disse ao Pai: 
“Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hb 10.9).
Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo, Hebreus 10:9.
 Do Anticristo está dito aqui no nesse texto, que ele “fará conforme a sua vontade”. O Senhor Jesus é o Filho de Deus; ele será “o filho da perdição” (2 Ts 2.3,4). 
Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,
O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.
2 Tessalonicenses 2:3,4
O texto em foco, fala-nos também desse monstro hediondo.
 Lendo em Daniel 8.10 a 14 as ações de ambos, vemos que os “chifres pequenos” se combinam. 
E se engrandeceu até contra o exército do céu; e a alguns do exército, e das estrelas, lançou por terra, e os pisou como podemos ver:
E se engrandeceu até contra o príncipe do exército; e por ele foi tirado o sacrifício contínuo, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra. E um exército foi dado contra o sacrifício contínuo, por causa da transgressão; e lançou a verdade por terra, e o fez, e prosperou.
Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: 
Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados?
E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado, Daniel 8:10-14.
Em Apocalipse 12.4, a expressão “estrelas do céu” se refere aos anjos decaídos; porém esta palavra não tem sentido uniforme nas Escrituras: é maleável. 
Em alguma parte, ou lugar, refere-se aos exércitos celestes, isto é, ao mundo estelar conforme (Gn 1.16), também pode ser aplicado aos anjos bons e maus, dependendo do contexto (Jó 38.7 e Ap 12.4). 
Os anjos (pastores) das sete igrejas da Ásia Menor, eram chamados de “estrelas também” (Ap 1.20). 
No presente texto, a palavra em foco, é usada para descrever os chefes supremos de Israel. (Ver Gn 37.9). O simbolismo se refere aos santos também em algum sentido (Jr 33.22). 
O que foi feito por Antíoco Epifânio em suas atrocidades contra os santos, durante o seu reinado de trevas, que, de um certo modo, “pisou” o povo de Deus, isso mesmo e mais ainda será feito pelo Anticristo durante o tempo da angústia. Antíoco “pisou” o povo de Deus, por “2.390 tardes e manhãs” (Sete anos e meio, aproximadamente). É o tempo da grande tribulação depois que a igreja for arrebatada.
O Anticristo “pisará” também, por esse espaço de tempo, os convertidos durante a Grande Tribulação. 
E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador, Daniel 9:27.
Isso refiram-se ao conceito. 
A maioria dos expositores bíblicos, aceitado a opinião de que as passagens em Daniel aludem à profanação idólatra do templo, levada a efeito por Antíoco Epifânio. Mas ela tem a ver com o final dos tempos.
Em 15 de dezembro de 168 a.C., um altar pagão foi edificado no local do grande altar de holocaustos e, dez dias mais tarde, sacrifícios pagãos foram nele oferecidos. 
Era assim que os judeus alexandrinos interpretavam a profecia de Daniel. 
I Mac 1.54 diz: 
õkodomêsen bdelygma erémoseos epi to thysiasfêrion. 
O altar foi erigido a Zeus Olímpios, e a representação hebraica deste nome era baal hãmayin. 
S. R. Driver indica que o título ba'al sãmayin é frequentemente achado em inscrições fenícias e aramaicas. 
Com uma mudança da primeira palavra e um jogo de palavras na segunda, o título aramaico de "Senhor do Céu" foi reduzido, com desprezo, a siqquç sôrriêm, que significa "abominação de horror" ou "abominação de profanação".
 Moffat interpreta como "horror pavoroso", mas isto parece representar só um lado do seu significado. 
O termo !biggd? 
Representa aquilo que é imundo, nojento e odioso; sdmêm significa aquilo que profana ou destrói o que é bom. 
A frase representa, portanto, aquilo que profana totalmente uma coisa ou lugar santo. 
Pode, assim, referir-se à imagem idólatra levantada por Antíoco Epifânio, ou a qualquer outro objeto, pessoa ou evento detestável que profana aquilo que é santo. As passagens no NT, naturalmente, não se esgotam com o cumprimento histórico Abominável da Desolação do período intertestamentário, e devem ser estudadas por si mesmas. 
A expressão grega (bdelygma íêserêséõs) pode ser interpretada como "uma coisa detestável que traz desolação". 
A ênfase parece recair mais na primeira palavra do que na segunda, e chama a atenção à qualidade nociva do objeto denotado. 
A palavra (bdelygma )refere-se àquilo que causa náusea e repuguinação; 
Veja o uso da palavra em Lc 16.15 e Ap 17.4. 
Na Septuaginta, é uma tradução frequente de no sentido de um ídolo ou deus falso, mas não se limitava a isto. 
 disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação. 
E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; 
E tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua fornicação, Lucas 16:15Apocalipse 17:4
Qualquer coisa que ultrajava os sentimentos do povo judaico podia ser assim descrita. 
A tentativa de compreender a alusão de nosso Senhor no uso desta expressão parece envolver-se parcialmente no ponto de vista adotado quanto à natureza apocalíptica da passagem. 
Se é meramente de predição e apocalíptica, então é possível que haja alusão a alguma imagem idólatra; mas se as palavras de nosso Senhor forem consideradas proféticas no seu estilo, revelando aquele entendimento espiritual que pertence à profecia verdadeira, talvez não seja necessário procurar semelhante imagem, mas, pelo contrário, algo que tenha relacionamento vital com o comportamento da nação judaica. 
 Orientação interpretativa é dada no registro preservado por Lucas, que diz: "Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação" (21.20). 
Escrevendo para gentios, pode parecer que Lucas substituiu a obscura e misteriosa palavra (bdelygma) por um termo mais inteligível aos seus leitores. 
Não se trata, conforme alguns têm dito, de alterar o significado pretendido pelo Senhor, mas de explicá-lo. 
Portanto, segundo o princípio de interpretação da Escritura pela Escritura, o "abominável da desolação" deve significar as tropas romanas. 
A referência em Mateus ao abominável no "lugar santo" não exige uma interpretação no sentido de ser o templo, mas pode igualmente indicar a 
"terra santa". 
O cumprimento histórico da profecia ocorreu primeiramente no governo de Céstio (Galo) em 66 d.C. e, depois, no governo de Vespasiano (68 d.C.) e, finalmente, no governo de Tito (70 d.C.). 
E possivelmente um erro superficial a associação do abominável com as águias dos estandartes romanos, porque já havia bastante tempo que estas estavam na "terra". Foi o cerco (kykloumeriên) da Cidade de Jerusalém pelas forças sitiantes do exército romano que se constituiu em sinal. 
O particípio está no tempo presente e demonstra que os cristãos deviam fugir quando vissem a cidade "sitiada" de exércitos. 
A presença do exército romano, portanto, era (bdelygma) do pior tipo, que pressagiava a ruína vindoura. 
A palavra (bdelygma) não era uma expressão forte demais para descrever esta invasão, porque era deveras detestável que pés pagãos profanassem a terra santa e que os ímpios entrassem na herança do Senhor. (O particípio "estando" é masculino e possivelmente indica uma direção oposta a um altar ou imagem, e provável que sugerisse "(o abominável)".) 
Alford rejeita o conceito de que o cerco de Jerusalém com exércitos é idêntico ao bdelygma, e argumenta que Mateus e Marcos, escrevendo para judeus, oferecem o sinal interior ou doméstico da desolação vindoura, tratando-se de alguma profanação do lugar santo por partidos judaicos facciosos, e que Lucas oferece o estado exterior das coisas que corresponde a este sinal. 
Mesmo concebendo o "abominável da desolação" como uma coisa e os exércitos romanos sitiantes como outra, ele não deixa de uni-las no evento que ocorreu no momento histórico do qual o Senhor fala. 
A questão está em aberto, naturalmente, e o ponto de vista de Alford tem muito de recomendável; mas parece preferível adotar o ponto de vista mais simples, que explica a abominação em termos do exército romano. 
Parece que Jesus pretendia predizer uma profanação do templo semelhante àquela realizada por Antíoco Epifânio. 
As palavras de Daniel parecem ter achado um segundo cumprimento, e Roma tomou o lugar da Síria. 
Referências, fontes : 
E. F. KEVAN Veja também ANTICRISTO. 6 - Aborto Bibliografia. D. Daube: The NT and Rabbinic Judaism; C. H. Dodd: More NT Studies; 0. Bõcher: NDITNT, I, 610, 612; A. T. Robertson: Word Pictures in the NT, I; S. R. Driver em HDB; F. E. Hirsch, ISBE, I, 16-17; H. W. Fulford em HDCG; H. B. Swete: St Mark; G. R. Beasley-Murray: Jesus and the Future׳, NDITNT, I, 82-83. 

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