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A Restauração De Israel Descrita Pelo Profeta Cirurgicamente.

Os Ossos Secos.
Conscientemente ou não, Teodoro HerzI teve muito a ver com a profecia de Ezequiel 37. Levantará um estandarte para as nações, ajuntará os desterrados de Israel e os dispersos de Judá recolherá desde os quatro confins da terra [Is 11.12, ARA, Almeida Revista e Atualizada]. Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai nas terras longínquas do mar,e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor, ao seu rebanho [|r 31.10, Mudarei a sorte de Israel; reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, plantarão vinhas e comerão delas.


Conscientemente ou não, Teodoro HerzI teve muito a ver com a profecia de Ezequiel 37.
Levantará um estandarte para as nações, ajuntará os desterrados de Israel e os dispersos de Judá recolherá desde os quatro confins da terra [Is 11.12, ARA, Almeida Revista e Atualizada]. Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai nas terras longínquas do mar,e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor, ao seu rebanho [|r 31.10, Mudarei a sorte de Israel; reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, plantarão vinhas e comerão delas.
Beberão o seu vinho, farão pomares e lhes comerão o fruto [Am 9.14, ARA].
No capítulo 37 de Ezequiel, (o vale significa o mundo), (os ossos quer dizer o povo de Israel) ( e as sepulturas apontam para as nações atuais). Vejamos o que diz o texto:
Veio sobre mim a mão do Senhor;
Ele me levou pelo Espírito do Senhor e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles; eram mui numerosos na superfície do vale e estavam sequíssimos. Então me perguntou: Filho do homem, acaso poderão reviver estes ossos? Respondi: Senhor Deus, tu o sabes. Disse-me ele: Profetiza a estes ossos, e dize- Ihes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis [vv. 1-5, ARA].
No versículo 11, podemos ver a época para o cumprimento dessa profético da mensagem:        
Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel; 
Eis que dizem: 
Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós estamos cortado.
O tempo desse lamento, e do reconhecimento por parte dos judeus da sua triste e desesperadora condição, teve início a partir de 1871, quando uma grande onda de pogrons exterminou dezenas de milhares deles em centenas de municípios da Rússia. 
Os massacres continuaram rotineiramente até 1921.
A ordem dos acontecimentos. 
"Então, profetizei segundo me fora ordenado; enquanto eu profetizava, houve um ruído..."[v.7,ARA].
As notícias acerca da organização de um movimento capaz de conduzir os judeus de volta à sua antiga pátria, levadas a todas as comunidades israelitas do mundo, soaram como uma claridade de esperança.
Prossegue Ezequiel: "... 
Um barulho de ossos que batiam contra ossos e se ajuntavam, cada osso ao seu osso".              
Aqui temos o movimento [ou reboliço] dos ossos, ou seja, a preparação e a viagem à Terra Santa dos primeiros colonos israelitas, que tiveram de enfrentar grandes dificuldades. 
O ajuntamento dos "ossos" vem ocorrendo como segue. 
Em 1917,ano da Proclamação Balfuor, havia 25 mil judeus na Palestina.  
Esse número aumentou para 83 mil em 1922 e para trezentos mil em 1935, ano em que Hitler se fortalecia na Alemanha e não escondia o seu anti-semitismo. 
Em 1937, a população israelita da Palestina já era de 430 mil. 
Dois anos depois a Inglaterra proibiu a entrada dos judeus na Terra Santa, deixando-os, dessa forma, à mercê dos nazistas. 
Em 1945, havia quinhentos mil, e três anos mais tarde, quando Israel proclamou sua independência,o número chegava a oitocentos mil. 
Em 1956, já eram 1,9 milhão [quando ocorreu a segunda guerra árabe-israelense]; em 1967,2,8 milhões. 
Em 1973,3,3; em 1983, mais de quatro milhões, e no final de 1998, cerca de seis milhões. 
"Olhei, e eis que havia tendões sobre eles, e cresceram as carnes, e se estendeu a pele sobre eles; mas não havia neles o espírito" [v. 8, ARA].
 Os "tendões" [ou nervos] indicam alianças políticas, militares, o renascimento da língua hebraica e a recuperação econômica, principalmente através dos kibutzim. Kibutzvem da mesma raiz do verbo hebraico "congregar", usado por jeremias no versículo 10 do capítulo 31 de seu livro. 
As "carnes" indicam as estruturas políticas que deram forma à nação em 1948, da mesma maneira como o reboco dá forma à parede. A "pele" indica proteção e acabamento. Em 1948, faltava a Israel um exército organizado. 
Hoje, as forças armadas israelenses estão entre as mais bem treinadas e equipadas do mundo. 
Basta dizer que na guerra reIâmpago de 1967 havia quarenta soldados árabes para cada soldado israelense, e Israel venceu! 
É evidente que as palavras divinas de Amós 9.15 se cumpriram: 
"Plantá-los-ei na sua terra, e, dessa terra que lhes dei, já não serão arrancados, diz o Senhor, teu Deus" [ARA]. 
Embora todos esses ossos estejam unidos, com tendões, carnes e pele, falta-lhes ainda a vida espiritual, prometida no versículo 14: 
"Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. 
Então, sabereis que eu, o Senhor, disse isto e o fiz, diz o Senhor"]. Note que a palavra "Espírito" aqui, com inicial maiúscula, refere-se ao Espírito Santo, conforme Joel 2.28,29 e Atos 2.17,18. 
O povo de Israel somente será cheio do Espírito Santo quando se converter a Jesus no final do "dia da vingança do nosso Deus" [Is 61.2], ou seja, da Grande Tribulação, do "tempo da angústia para Jacó" etc., que culminará com a batalha do Armagedom no final do reinado do anticristo. 
[Veja estas e outras passagens: 
Jeremias 30.7; João 3.36; Apocalipse 3.10; 7.14; 11.18.].
 O profeta Oséias indica esse tempo glorioso, quando todo o Israel será salvo: "Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará, fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia, nos ressuscitará, e viveremos diante dele" [6.1,2]. Os dois dias correspondem aos dois períodos mencionados em Isaías 61.2: o "ano aceitável do Senhor"— ou "o dia que fez o Senhor", de Salmos 118.24 — e o "dia da vingança do nosso Deus", ou seja, o vindouro período de tribulação. Israel só será levantado ao terceiro dia, no Milênio, e então viverá diante do Senhor. Note que, no que diz respeito a Israel, cada "dia" é marcado por dois eventos: um no início e outro no fim. Assim , o prim eiro dia começou com o

despedaçamento da nação, no nascimento da Igreja, e terminará com a cura do despedaçamento, que está ocorrendo em nossos dias e assinala o tempo do arre- batamento da Igreja. O segundo dia, o dia da ira, começa com a ferida de Israel, no início do período de tribulação, e termina com a cura da ferida, no final da tribulação, quando Jesus virá em socorro do remanescente israelita, que se converterá. Então a nação ressuscitará espiritualmente no terceiro dia, o Milênio, e viverá diante dEIe, de Cristo.
A Proclamação Balfuor
O retorno dos judeus à sua terra começou precariamente no século XIX, em conseqüência dos horrorosos pogrons praticados livremente contra esse povo nos guetos de centenas de cidades européias e principalmente na Rússia. Cada grupo de imigração era conhecido como aliyah, palavra que significa "subida", extraída da expressão bíblica "subindo para Jerusalém". 
Em 2 de novembro de 1917, a Inglaterra inclina-se a favor do sionismo, através da declaração do ministro dos Negócios Exteriores do Governo Britânico, Balfuor, submetida ao Gabinete de Ministros daquele país e por ele aprovada. Esse famoso documento, responsável por tantas reviravoltas políticas em todo o mundo e principalmente no Oriente Médio, foi remetido ao Lorde Rotschild. Dizia ele:
O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento de um Lar Nacional para o povo judeu, na Palestina, e empregará todos os seus esforços para facilitar a realização desse objetivo, estando claramente entendido que não se falará nada que possa acarretar prejuízo aos direitos civis e religiosos das comunidades não judias da
Palestina, bem como aos direitos e ao status político de que os judeus possam gozar em qualquer outro país. Agradecer-vos-ei levar esta declaração ao conhecimento da Federação Sionista.13

Animados por essa promessa, o movimento imigratório aumentou consideravelmente, em cumprimento à profecia bíblica:
E removerei o cativeiro do meu povo Israel, e reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto. E os plantarei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor, teu Deus. E vos tomarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. E dirão: Esta terra assolada ficou como jardim do Éden; e as cidades solitárias, e assoladas, e destruídas estão fortalecidas e habitadas [Am 9.14,15; Ez 36.24,35].
O castigo e o fubileii
Sirvo-me, em parte, dos cálculos feitos por Alex Wachtel, missionário nazareno em Jerusalém, o qual examinou o longo exílio dos judeus à luz do ano bíblico do jubileu. Segundo o mandamento divino, o israelita que tivesse perdido a sua propriedade e tivesse sido feito escravo, receberia novamente a liberdade e a restauração da sua terra após 49 anos, no jubileu. Desde o ano 70 d.C. até o ano recente de 1948, quando Israel tornou-se de novo um Estado independente, houve um intervalo de 1878 anos. Israel obteve a posse de toda a terra apenas em 1957, e somente em 1981 o país passou a contar com uma população judaica suficientemente numerosa para sentir-se seguro contra
as nações vizinhas hostis. 
O período de tempo entre 70 e 1981 é de 1911 anos7 começando com a destruição e dispersão, e terminando com a volta e a segurança. Como somos um povo dirigido pela Bíblia, um precedente bíblico seria de grande ajuda. Dentro do cativeiro babilônico de setenta anos, há um período mais acentuado do exílio, que vai da destruição de Jerusalém por Nabucodonosor,em 587 a.C.,até o regresso do primeiro grupo de judeus, em 538 a.C. 
Esse período é de 49 anos, que também foi o tempo gasto na restauração de Jerusalém [Dn 9.25], Dividindo-se 1911 por 49, encontramos o número 39. É interessante notar que o número máximo de açoites que um homem culpado podia receber era de quarenta [Dt 25.3J. 
No tempo de Jesus, entretanto, esse número havia sido reduzido para 39 a fim de evitar que as autoridades, por erro de cálculo, quebrassem a lei. Se levarmos em conta que o exílio para os judeus é sempre considerado na Bíblia como um castigo, então para cada ano que o judeu sofria em Babilônia, os judeus haveriam de sofrer, depois da destruição de Jerusalém pelos romanos, um castigo de 39 anos. Esse longo exílio repleto de sofrimentos revela quão profunda era a tristeza de Deus pelo fato de Israel haver rejeitado seu Filho e o levado à morte! Wachtel conclui:

No período de 1911 anos, vemos o número máximo de anos de escravidão e de separação da terra — multiplicado pelo máximo número de golpes que alguém poderia receber num castigo. Apropriadamente, os dois ensinos se acham no Antigo Testamento, e por isso falam com autoridade tanto para os cristãos como para os judeus.
Há outros cálculos interessantes relacionados com o moderno Estado de Israel, feitos especialmente por Adam Clarke no início do século XIX e baseados no texto de Daniel 8.8,14, que afirma:
"O bode se engrandeceu sobremaneira; estando, porém, na sua maior força, aquele grande chifre foi quebrado, e subiram no seu lugar quatro também notáveis, para os quatro ventos do céu. Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e o santuário será purificado" [EC].
 O império grego,sendo o primeiro a unir três continentes, estendeu-se pelo Sul da Europa, pela parte ocidental da Ásia e pelo Nordeste da África. Mas estando na sua maior força, isto é, quando Alexandre estava no apogeu do seu poderio, "aquele grande chifre foi quebrado", ou seja, Alexandre o Grande morre repentinamente em 323 a.C., com a idade de 33 anos. 
Entre os versículos 8 e 14 de Daniel está descrita a perseguição dos judeus por Antíoco Epifanes no século segundo antes de Cristo.
 Na segunda parte do versículo 17, entretanto, Gabriel diz a Daniel:
 "Entende, filho do homem, porque esta visão se realizará no fim do tempo" [EC], Clarke entende que essa passagem se refere não somente a Antíoco, mas também aos acontecimentos "do fim do mundo".
 O primeiro cumprimento da profecia ocorreu 1.150 dias depois que o altar de Deus foi removido por Antíoco.
 Cada par de tarde e manhã corresponde, nessa interpretação^ um dia. [Ver nota na Bíblia de Estudo Pentecostaí.) 
Adam Clarke, entendendo também que as 2.300 tardes e manhãs poderiam referir-se a 2.300 anos, conforme sugere Ezequiel 4.6, comenta que se datarmos os anos desde o cumprimento da visão do bode [invasão da Ásia por Alexandre] em 334 a.C., contando 2.300 anos a partir dessa data, chegaríamos ao ano 1966 d.C., quando o santuário seria purificado mediante a volta dos judeus à parte antiga de Jerusalém e à área do templo. Considerando que o ano 1 a.C. é o ano de Roma 753, e o ano 1 d.C. é o ano de Roma 755, omitimos assim o ano zero, ou 754 de Roma, que deve ser interposto entre 1 a.C. e 1 d.C. 
Esse ano, acrescentado a 1966, nos daria 1967, ano em que de fato Israel obteve a sua maior vitória nas guerras contra os árabes, passando a ocupar os lugares mais sagrados de Jerusalém.
Israel proclama a independência
Apesar de todos os sofrimentos por que passou o povo israelita entre as nações, muitos judeus discordaram da criação do Estado de Israel, entre eles o famoso físico Albert Einstein. 
Em 1938, ele expressou seus temores diante do crescimento do nacionalismo judaico.
Eu queria muito mais ver um acordo de paz com os árabes na base de uma vida em comum em paz do que a criação de um Estado judeu. Fora considerações práticas, meu conhecimento da natureza essencial do judaísmo resiste à idéia de um Estado judeu, com fronteiras, exército e uma certa quantidade de poder temporal, não importa quão modesto. Estou temeroso dos danos internos que o judaísmo sofrerá, especialmente os provenientes do desenvolvimento de um estreito nacionalismo dentro do Estado judeu. Já não somos mais os judeus do período macabeu! 
O retorno a uma nação no sentido político da palavra seria equivalente a voltar as costas à espiritualização de nossa comunidade, a qual devemos ao gênio de nossos profetas.
Einstein não poderia perceber, como tantos outros judeus também não perceberam e ainda não percebem, que o renascimento de Israel como um país, longe de ser um "voltar as costas à espiritualização", é exatamente um avanço do povo israelita rumo à futura espiritualização, pois o seu renascimento político precede o seu renascimento espiritual. Esse aspecto espiritual do povo israelita não poderia estar ausente na Declaração da Independência, lida à nação no dia 14 de maio de 1948, no mesmo dia em que os britânicos deixavam o país e as nações árabes iniciavam a primeira guerra oficial não declarada ao novo Estado:
Aqui se forjou sua personalidade espiritual, religiosa e nacional. Aqui tem vivido como povo livre e soberano. Aqui tem legado ao mundo o eterno Livro dos livros.
Mais adiante, afirma o histórico documento:

Exortamos os habitantes árabes do Estado de Israel  ainda em meio à agressão sangrenta que se leva a cabo contra nós desde alguns meses a manter a paz e a participar na construção do Estado, sobre a base dos plenos direitos civis e de uma representação adequada em todas as suas instituições provisórias e permanentes. 
Oferecemos a paz e a amizade a todos os países vizinhos e a seus povos, e os convidamos a cooperar com o povo judeu independente em seu país, na base da ajuda mútua. O Estado de Israel está disposto a colaborar no esforço comum para o progresso do Médio Oriente em sua totalidade. 
Chamamos o povo judeu de toda a diáspora a con- gregar-se em torno da população do Estado, e a ajudá-lo em suas tarefas de imigração e construção, e em sua grande empresa pela materialização de suas aspirações milenárias de redenção de Israel. Com a fé no Todo-poderoso, firmamos de nosso próprio punho e letra esta declaração, na sessão do Conselho Provisório do Estado, sobre o solo da Pátria, na cidade de Tel-Aviv.
 Este dia, véspera de sábado, é 5 de lyar de 5708 [14 de maio de 1948]. Seguem-se 38 assinaturas, encabeçadas pela do primeiro presidente, David Ben Gurion.16
Operação Tapete Mágico
Uma das mais extraordinárias operações de imigração dos tempos modernos realizou-se em 1948. Foi denominada Tapete Mágico, e transportou dezenas de milhares de judeus para Israel, todos procedentes do Iêmen, pequeno país situado na extremidade sul da Arábia, junto ao mar Vermelho. A história desse povo é fascinante. Acredita-se que muitos deles tenham imigrado para o Iêmen nos dias do rei Salomão, e fontes fidedignas confirmam a continuidade deles naquele país desde os primeiros séculos do cristianismo. Durante todo esse longo tempo, nunca viram um automóvel, um trem de ferro, um avião, a luz elétrica ou qualquer invento moderno. Toda a sua cultura consistia em saber de cor o Antigo Testamento. 
Também haviam copiado a Bíblia à mão, de Gênesis a Malaquias, da mesma maneira como faziam os escribas dos dias de Jesus. Quando cometiam qualquer erro, por menor que fosse, todo o manuscrito era inutilizado, e a tarefa recomeçada. A cópia tinha de ser absolutamente perfeita. Enquanto viveram no Iêmen, esses israelitas sofreram todo o tipo de opressão. Por estarem sempre sujeitos às mudanças da política local, em algumas épocas a situação desses judeus foi comparada à dos escravos. Em 1846, por exemplo, eles foram obrigados a limpar os esgotos da cidade de Sana, enquanto em 1921 um decreto deter
minava a conversão dos órfãos judeus ao islamismo. Como se isto não bastasse, não podiam vestir roupas finas nem usar meias; era-Ihes proibido possuir armas e estudar a Torá fora da sinagoga. Era um verdadeiro milagre que conseguissem ganhar a vida como ourives, tecelões, ferreiros, marceneiros e mascates. Nessas condições de pobreza geral e de repetidas humilhações, não é de admirar que os movimentos messiânicos florescessem, sendo reprimidos duramente pelos governantes da época; contudo, os pseudomessias continuaram a entusiasmar a população até o século XIX. 
Os primeiros imigrantes do Iêmen que chegaram a Israel pareciam seres vindos de outro mundo. Em lugar nenhum, durante todo o exílio do povo judeu, as antigas tradições haviam sido preservadas tão fielmente como entre eles. Desde que os primeiros núcleos se estabeleceram no Iêmen, na época do Segundo Templo, ali viveram virtualmente isolados de qualquer influência cultural externa. Imprensados entre os conquistadores otomanos e a população árabe do Iêmen, foram excluídos por leis discriminatórias da sociedade muçulmana dominante.
Porém, embora perseguidos pelo mundo exterior, dentro de suas comunidades mantinham com extraordinária pureza todos os ensinamentos e os hábitos transmitidos de pai para filho,desde os dias em que o Sinédrio tinha sua sede em Jerusalém.17

Ao tomar conhecimento da criação do Estado de Israel, em 1948, os dirigentes iemenitas organizaram um grande êxodo da Arábia para a Palestina. O primeiro-ministro de Israel, David Ben-Gurion, pediu auxílio ao governo americano, o qual enviou aviões comerciais ao porto de Áden, de onde, controlados pelos ingleses, levaram os judeus iemenitas à sua antiga pátria. 
O único meio possível para chegarem ao porto de Áden era a pé, e assim fizeram. Alguns deles caminharam 1.500 quilômetros através de desertos e montanhas. 
Em certas ocasiões, andaram debaixo de temperaturas escaldantes, noutras, sob temperaturas frígidas, muito abaixo de zero. O governo de Israel enviou pessoal e equipamento para filmar este grande êxodo. [...] Ouviam-se as crianças gritar por água, umas tropeçando, outras caindo, mas podiam-se ouvir também os rabis que, em tom vibrante e estranho, diziam: "Dai mais um passo, filhinhos! Nós vamos a caminho da pátria para encontrar o Messias". Dificilmente eles punham um pé à frente do outro, mas, mesmo tropeçando, prosseguiam.18

Ao chegarem a Áden e verem aquelas enormes "aves" enviadas pelo governo israelense para transportá-los à sua antiga terra, os judeus iemenitas se recusaram a entrar nelas. Então seus rabis leram a profecia de Isaías acerca do futuro retorno dos filhos de Israel, no capítulo 60, versículo 8, que diz:"Quem são estes que vêm voando como nuvens e como pombas, às suas janelas?" Depois de explicarem que Deus os mandaria buscar e levar à pátria em asas de águias, os judeus iemenitas subiram resolutamente para os aviões, sem qualquer receio. Em 450 vôos, a operação Tapete Mágico transportou cerca de setenta mil israelitas, e muitos deles, ao chegar a Israel, beijaram o solo e perguntaram:"Onde está o Messias?"

RENASCE ISRAEL O deserto floresce

Foi em circunstâncias as mais adversas que várias comunidades judaicas se instalaram na Terra Santa, principalmente a partir do final da Primeira Guerra Mundial, realizando, a duras penas, o sonho deTeodoro HerzI, um dos mais destacados pais da moderna nação de Israel. Através de congressos sionistas internacionais, os israelitas discutiram e lançaram as bases de sua futura pátria, muito embora a Inglaterra adotasse uma política egoísta e imediatista e fechasse os olhos aos seus compromissos assumidos em 1917, abandonando as populações judaicas da Palestina à sua própria sorte. 
Além das dificuldades de ordem política, os imigrantes judeus, fugindo dos rotineiros massacres na Europa, tiveram de vencer tremendos obstáculos na Palestina. Subjugada durante séculos por povos estranhos, a Terra Santa se foi tornando pouco a pouco em um enorme deserto, a ponto de deixar perplexos os viajantes que a visitavam.
 Os turcos fizeram recair sobre cada árvore um imposto, e os beduínos, que odiavam qualquer tipo de tributo, cortaram-nas uma a uma. E à medida que a vegetação desaparecia, as chuvas escasseavam e a desolação avançava, chegando mesmo aos lugares antes bem arborizados e onde outrora erguiam-se florescentes cidades. Era o cumprimento da Palavra de Deus, em Levítico 26.33:"... e a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas". 
Foi exatamente na condição de terra assolada e de cidades desertas que os primeiros judeus encontraram a Palestina. Todavia, trabalhando diuturnamente nas condições mais desfavoráveis possíveis, os novos colonizadores plantaram dezenas de milhões de árvores e drenaram extensos pântanos através de um arrojado programa de
recuperação do solo, em que parte do rio Jordão foi desviada, até que o deserto começasse a florescer. O crescimento dos desertos tem preocupado tanto nos últimos anos que a ONU criou a palavra desertificação especialmente para o fenômeno, e tem organizado conferências em várias partes do mundo, especialmente na África, onde o problema é mais grave e requer providências urgentes. No meio de tanta preocupação internacional, Israel prova que nem tudo está perdido na luta contra o fantasma da desertificação. Desde que chegaram os primeiros colonos israelitas aos desertos da Palestina, parece que nada tem sido mais importante para Israel do que transformar desertos em florestas, pomares e jardins.
 Flores e frutos são abundantes no Neguebe e no restante do país, a ponto de esses produtos se tornarem importantes itens de exportação e geradores de divisas. Mas, por que a imprensa em geral enfatiza tanto as terríveis conseqüências da expansão dos desertos do mundo e dá tão pouca atenção ao milagre da agricultura no deserto de Israel? 
A resposta é que as boas notícias não vendem tanto quanto as más, nem a ciência é mais interessante do que a política, especialmente em se tratando da política do Oriente Médio e da tendência anti-sionista dos meios de comunicação. 
Segundo o professor Arieh Issar, diretor do Instituto de Pesquisa do Deserto [IPD], uma das tragédias básicas do deserto, atualmente, é que a questão é sócio- política."Ninguém sabe melhor disso do que o israelense. Enquanto as árvores de pistacho crescem no Neguebe à base de dois copos d'água por ano, e os kibutzim usam água cujo limite de salinidade é quatro vezes maior do que era considerado o limite há vinte anos, a imprensa prefere concentrar-se nas sutilezas políticas".
O IPD, que tem sido um dos campi da Universidade Ben Gurion do Neguebe, está localizado em Nahal Zin, ao lado do kibutz Sde Boker, e ocupa grandes prédios modernos. Mas muito mais importante do que a bela arquitetura são os projetos de pesquisa desenvolvidos no instituto."
Os cientistas do deserto não vivem numa torre de marfim, nem o querem", afirma Issar. E acrescenta: "O instituto tem por trás de si uma filosofia definida. Não se pode reconstruir o deserto por controle remoto. 
Não se pode viver longe do deserto se existe interesse de se trabalhar com ele. É preciso ser parte dele, é preciso viver nele". Muitos dos pesquisadores do instituto mudaram-se do Norte e do centro do país para Berseba, e todos eles sabem o que devem fazer: transformar o deserto em terreno adequado à agricultura, à indústria, à habitação e recreação. Afirmam os pesquisadores do IPD que há três maneiras de enfrentar o deserto. A primeira delas, geralmente adotada pelos Estados Unidos, é a tendência de impor o homem ao deserto. A segunda maneira é a dos beduínos, que vivem das sobras do deserto. A terceira maneira é a do israelense, que se torna parte do deserto, acentuando o seu equilíbrio ecológico e cuidando em não perturbá-lo. 
Outra observação interessante que se pode fazer em relação aos desertos da Palestina é que, pelo menos naquela parte do mundo, a desertificação não pode ser atribuída ao clima, pois este não sofreu nenhuma mudança climática ecologicamente significativa nos últimos dez mil anos. Não havendo outra explicação razoável para o problema, resta a profecia de Moisés em Levítico 26.33: "Espalhar-vos-ei por entre as nações, e desembainharei a espada atrás de vós. 
A vossa terra será assolada, e as vossas cidades ficarão desertas" [EC].
Em virtude da grande necessidade de poupar água, Israel inventou e adotou um sistema de irrigação à base de borrifo ou respingo, o que lhe permite ser o pioneiro no uso da água salobra. Esta é fornecida diretamente à raiz da planta, limitando assim o grau de salinidade do solo. Há, no deserto do Negueve, grandes depósitos naturais de água salobra, que estão entre cinqüenta e cem metros de profundidade e são renovados pelas nuvens. 
Por isso, muitas fazendas usam essa água na irrigação, às vezes mediante sofisticado sistema computadorizado,que controla a quantidade de água com referência a variáveis como temperatura, vento e secura do solo. Esse sistema de irrigação à base de água salobra tem permitido ricas safras de tomates, beterrabas, trigo, melões, pepinos e melancias. A restauração dos desertos de Israel é claríssimo cumprimento de muitas profecias, como estas: 
"Então farei que [...] sejam edificados os lugares desertos. La- vrar-se-á a terra deserta, em vez de estar desolada aos olhos de todos os que passam. 
Dir-se-á: 
Esta terra desolada ficou como o jardim do Éden"(Ez 36.33-35,ARA], Esta última frase profética tem sido repetida em nossos dias por tantos quantos visitam aquele país. Realmente, as cidades antigas foram reconstruídas e habitadas, e a triste paisagem desértica foi substituída pelo verde alegre da natureza. Hoje, flores colhidas no Neguebe são congeladas e exportadas para as grandes cidades do mundo, e frutas israelenses alcançam as melhores cotações no mercado internacional.

Discurso do Presidente Jânio Quadros veiculado pela “Voz do Brasil” Palácio da Alvorada, 31 de janeiro de 1961. [COMUNICADO] Rio de janeiro, 1° de fevereiro de 1961.

A eleição de Jânio

Discurso do Presidente Jânio Quadros veiculado pela “Voz do Brasil” Palácio da Alvorada, 31 de janeiro de 1961.
[COMUNICADO]
Rio de janeiro, 1° de fevereiro de 1961.
Êlevado à Presidência da República por inequívoca determinação do povo brasileiro, não posso e não quero iniciar o exercício dêste mandato sem o agradecimento a êsse voto de esperança.
 Nosso povo ativo e laborioso, estão aqui diante de mim, e  espiritualmente presente, a testemunhar neste ato o triunfo dos seus anseios cívicos. Estou certo de que as mulheres e os homens com quem me avistei e aos quais me dirigi durante a campanha no Norte e no Nordeste, no Oeste, no Centro, no Leste e no Sul do país, têm suas atenções voltadas para este Distrito Federal, êlevando suas preces ao Altíssimo, pelo êxito da administração que se inicia. Que Deus onipotente me ilumine e me resguarde na jornada.
Como afirmei em numerosas viagens e visitaspelo território da pátria, este será um govêrno rude e áspero; tais objetivos não têm sentido de ameaça, antes, exprimem a franqueza de quem não mente aos seus concidadãos, porque não foge ao seu dever nem abdica das suas convicções. Se não me faltar o arrimo da inspiração divina, se não me faltar o apoio das multidões, se não me faltar o apoio do Legislativo e do Judiciário, sei de mim que resgatarei a palavra de fé empenhada nas praças. Somos um Estado democrático cujos fins se contêm no govêrno do povo, pelo povo e para o povo.
O povo estará comigo e comigo governará.
O povo será, a um tempo, a minha bússola e o meu destino. Investido na chefia do Executivo, julgo-me no dever de expor, para ciência de todos, o estado atual da República. É indispensável que se conheçam na extensão e no vulto da sua inteira realidade os problemas cujo deslindamento me compete. É necessário que se saiba o que me entregam e as reais condições do que me entregam. Tenho por imprescindível um severo arrolamento das questões que nos aguardam e que resultam não apenas do estágio de desenvolvimento que atingimos, mas também da carência de uma visão segura, ao mesmo tempo geral e específica, dos reclamos com freqüência contraditórios dessa coletividade.
Ao termino do mandato, aceito que me julguem pelo que restar do cotejo entre o que recebo e o que por minha vez transmitirei.
Não há ninguém pessoalmente na mira das prevenções que me atribuem, mas também não haverá ninguém, a começar dos mais altos escalões administrativos, que possa situar-se fora das normas de exação, compostura e integridade que caracterizarão os negócios públicos neste qüinqüênio. Candidato, não revidei; presidente, não tenho paixões a comprazer nem adversários a alcançar.
Derrogarei até o limite extremo das minhas forças a contrafacção do sistema político-administrativo que infelicitou a pátria em alternância de ações irresponsáveis e de emissões em confiança. No combate a essa adulteração, a essa corrupção que infecciona e debilita o regime, não darei quartel. A vassoura que o povo me confiou nas assembléias, trago-a comigo, para os serviços empreitados. Usá-la-ei em consonância com o que prometi e com o que me reclamam, mas em caráter da mais estreita imparcialidade. A estatística, todavia, demora infensa às frases da retórica e à graça dos ditirambos. Se conclusões inculca, é que estas se acham entranhadas no panorama que cumpre analisar. Será proveitoso, quando nada para os juizes da história, que cada qual tome do ônus comum o quinhão que lhe caiba. É terrível a situação financeira do Brasil. Nos últimos 5 anos, o meio circulante passou de 57 bilhões para 206 bilhões de cruzeiros. Faltam-me as cifras da aluvião de papel-moeda relativa ao primeiro mês deste ano. Não me causaria estranheza que a tabela complementar denunciasse fluxo ainda mais incontinenti. Desenhadas em centenas de milhares, ao estrangeiro devemos 3 bilhões e 802 milhões de dólares, o que marca, só a este título e naquêle período, a êlevação de 1 bilhão e 435 milhões de dólares sôbre o passivo anterior.
E a situação é tanto mais séria quando se sabe que somente durante o meu govêrno deverei saldar compromissos em moeda estrangeira no total de cêrca de 2 bilhões de dólares. E, só no corrente exercício, de 600 milhões de dólares. Importa assinalar que, além de compromissos pontuais, existem operações efetuadas pela Carteira de Câmbio a título de antecipação da Receita, num montante que sobe a 90 milhões de dólares.
 Tanto vale dizer que essa vultosa importância deverá ser deduzida da magra receita das nossas exportações em 1961. Destaque-se que a Carteira de Câmbio, apesar de vir emitindo promessas de venda a 150 dias, não as liquida no prazo aventado, somente o efetuando com atrasos de um mês ou mais. De outra parte, causam intranqüilidade, pelo volume, os encargos aceitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico com avais e empréstimos externos.
Estes ascendem, em nome do Tesouro Nacional, a 11 bilhões e 200 milhões de cruzeiros e, em nome do próprio banco, a 23 bilhões e 400 milhões de cruzeiros, perfazendo as duas cifras o total de 34 bilhões e 600 milhões de cruzeiros.
 Destarte, embora se tome por base o preço artificial do câmbio do custo, 100 cruzeiros por dólar, os aludidos avais representam obrigação suplementar de 340 milhões de dólares. Internamente somam-se a estes débitos astronômicos o montante do endividamento do Tesouro junto ao Banco do Brasil, os “restos a pagar” acumulados de 1956 a 1960, e o aumento da dívida da nação aos institutos de previdência.
 Encaro sem otimismo as perspectivas do balanço de pagamento do país no futuro imediato. Os preços internacionais de quase todas as matérias-primas continuam baixando em virtude de a oferta mostrar-se superior à procura. No que tange ao café, riqueza que cumpre defender a curto e a longo prazo, o que tem sido infelizmente deslembrado, as perspectivas entremostram-se [des]alentadoras, A 31 de janeiro de 1956, o preço médio do produto em centavos de dólar, por libra-peso, era de 47 cents. Na data de hoje, o mencionado preço é de 33 cents.
A diferença impôs à economia nacional perdas assustadoras de moedas fortes. Estima-se em cêrca de 40 milhões de sacas o estoque do produto adquirido pelo govêrno e que se encontra às mãos do IBC. Careço ainda de informações estatísticas sôbre as quantidades vendidas pelos particulares, contudo, só a armazenagem do café do IBC, cuja qualidade se discute, custa aos brasileiros mais de 200 milhões de cruzeiros por mês. Os déflcits orçamentários, nos últimos dez anos, apavoram. Subiram êles, de 1951 a 1955, a 28 bilhões e 800 milhões de cruzeiros, alçaram-se, de
1956 a 1960, a 193 bilhões e 600 milhões de cruzeiros, O déficit em potencial, para o exercício de 1961 - o primeiro do meu govêrno—é de 108 bilhões de cruzeiros, que assim se decompõem: orçamento, 302 bilhões e 300 milhões de cruzeiros; créditos transferidos, 3 bilhões de cruzeiros; créditos a serem abertos, 30 bilhões de cruzeiros; liquidação de resíduos passivos, 15 bilhões de cruzeiros; outras despesas -Brasília 10 bilhões de cruzeiros.
 Mesmo considerando que a receita do exercício, orçada em 246 bilhões e meio, pode atingir cêrca de 262 bilhões, isto é, 19% acima da arrecadada em 1960, a nossa estimativa de déficit está plenamente justificada.
Os índices de êlevação do custo de vida, nêsses mesmo 10 anos, apurados pela Fundação Getúlio Vargas, correm parelha com as demais, conseqüências do surto inflacionário. Atribuindo-se o índice 100 para média de 1948, alcançamos, em 1955, o marco 259 e, em dezembro último, acima de 820. Os investimentos efetuados e os que estão em via de execução em Brasília montam a 72 bilhões e 600 milhões de cruzeiros.
Apesar das prorrogações obtidas e da imprudência dos saques a descoberto, os pagamentos de nossas obrigações vencidas aos estrangeiros não puderam ser cumpridos nos prazos estabêlecidos. Em novembro último, não dispúnhamos de 47 milhões e 700 mil dólares para cobrir ajustes com o Fundo Monetário Internacional. Faltaram-nos, igualmente, recursos para quitar duas obrigações do Eximbank, uma de 8 milhões e 200 mil dólares, outra de 20 milhões e 100 mil dólares.
Tomou-se apenas, singelamente, a providência de descarregar as faturas vencidas sôbre a administração que ora se instala. No quadro que me é presente, resulta que devo pagar, entre 1961 e 1965, 1 bilhão, 853 milhões e 650 mil dólares de prestações, o que significa, fazendo se a conversão do dólar à taxa do câmbio livre, na base de 200 cruzeiros, o dólar, 370 bilhões e 730 milhões de cruzeiros.
Toca-me obter o numerário para repor o que os outros consumiram. E o total não envolve os empenhos atinentes à liquidação de promessas de venda de câmbio, à importação financiada de preços complementares, à amortização da dívida de grupos e empresas privadas. O que se fez, acresço, o que logrou retumbantes repercussões publicitárias, cumpre agora saldar, amargamente, pacientemente, dólar a dólar, cruzeiro a cruzeiro.
 Hoje, faz-se mister, nesta nação de fachada nova, mas de economia exangue, que êsse povo, opresso pelo subdesenvolvimento, roído
pela doença e pelo pauperismo, se despoje dos últimos níqueis para honrar dívidas postas no nome do Brasil. De outra parte, as tabelas de enriquecimento da economia nacional, levantadas pelo valor da produção interna bruta, não explicam o comprometimento das finanças e da economia aqui posto sumariamente em rêlevo. Ao contrário, mostra que a pressão tributária, isto é, o vulto da sangria imposta ao povo nestes últimos anos, aumentou de 22% para 30%. Os dados são oficiais. Urge que o povo os conheça, fixe e decore. Sacrifícios serão inevitáveis, todos devemos consentir nêles; senão, avançamos, futuro a dentro, conforme se sonhou com tão inocente ou malicioso ufanismo. Sacamos o futuro, contra o futuro, muito mais do que a imaginação ousa arriscar. O vencimento dêstes encargos bate às nossas portas.
Vamos esquematizar a solução dêles, honestamente, corajosamente, certos de que não nos faltará a cooperação internacional. Poderá melindrar aos que não se atemorizam com o fato, embora se arrepiem face ao seu anúncio, que exponha, em oração a que a natureza da cerimônia confere repercussão internacional, o quadro deplorável das nossas finanças. Faço-o muito de indústria. Para os círculos bancários e econômicos, indígenas e estrangeiros, não é êle novo, antes, sobejamente conhecido. Ignora-o, apenas, a opinião nacional, mantida entre os vapores inebriantes de uma euforia quase leviana.
Precisamos saber a quantas andamos, para determinar realisticamente e não ao sabor de róseos devaneios, para onde vamos e como lá chegaremos. Tão grave quanto a crise econômica e financeira se me afigura a crise moral, administrativa e político-social em que mergulhamos. Vejo a administração emperrada pela burocracia e manietada por uma legislação obsoleta. Vejo as classes erguerem-se, uma a uma, contra a coletividade, coisas de vantagens particulares, esquecidas de que o patrimônio é de todos. Vejo, por toda a parte, escândalos de toda a natureza. Vejo o favoritismo, o filhotismo, o compadrio sugando a seiva da nação e obstando o caminho aos mais capazes. Na vida pública, mal se divisa a distinção entre o que é sagrado e o que é profano. Tudo se consente ao poderoso, nada se tolera ao sem fortuna. A previdência social, para a qual se recortou roupa nova, vem funcionando contra os trabalhadores. Dessas mazelas, várias não são — pobre conforto! — unicamente nossas. Nosso século está marcado pelos movimentos de massa, pelas reivindicações organizadas das categorias profissionais.
 O desenvolvimento burocrático, industrial, comercial, técnicocientífico, solidarizando-se entre si, vários grupos unidos por atividades semelhantes, sacudiu sucessivamente os braços da balança social ao peso de novas exigências sempre que um dos grupos se julgava preterido em relação aos outros. Há um século idealizou-se a sociedade perfeita, realizada, calma. Extinguir-se-iam os conflitos. Essa idealização, espancando os sonhos, ora românticos, ora líricos do século XVIII, tinha como premissa a possibilidade de previsões indefinidas do futuro da espécie, como se a história não ensinasse que a vida do homem sôbre a terra é marcada por luta permanente, que sempre se readapta às novas condições, em busca de justiça e liberdade.
Grave, porém, foi a transformação dessa filosofia — inegavelmente magnífica, na sua propositura — em arma político-ideológica a serviço de um novo tipo, o do imperialismo, que se atirou à conquista da supremacia mundial, impondo a todos a insegurança, o arbítrio, a prepotência, o desconhecimento de quaisquer prerrogativas que não as do pequeno grupo, estas absolutas. Para os pregadores dêsse credo, as reivindicações dos grupos de trabalhadores e das categorias profissionais e sociais não se constituem em um fim.
Elas se convertem num simples, frio e egoístico processo tático, que estiola internamente as nações, em proveito de um só beneficiário. Este logrou infundir em algumas camadas, incluída a dos intêlectuais, uma espécie de mística de autodestruição, de masoquismo cívico, de êxtase das multidões insatisfeitas. Abalou-se, pois, o conceito de solidariedade nacional, como se dentro das fronteiras do país pudêssem conviver e prosperar, insuflando-se civis a reivindicações contra militares, funcionários contra empregados, citadinos contra agricultores. Acham-se superados, sem dúvida, os termos do liberalismo ortodoxo. As leis da democracia devem ajustar-se às novas condições vigentes. A liberdade de organização sindical e o direito de greve interessam ao próprio conceito do regime. Sua aplicação, contudo, não objetiva a destruição da ordem social. Tenho por inadmissível a sua utilização dolosa contra a nossa coletividade, sôbretudo se a serviço de conveniências externas.
Na flâmula do velho socialismo, a legenda de paz entre as nações ocupava lugar de rêlevo. Era legenda da confraternização geral, que simultaneamente condenava os jacobinismos estreitos e os nacionalismos obtusos, geradores de conflitos, por via do mesmo artificio demagógico, atrás recordado. E, como variante dêle, apresenta-se hoje o falso nacionalismo, como a sublime panacéia da época.
No século dos têleguiados, dos satélites artificiais, dos aviões supersônicos, do rádio, da têlevisão, da ONU, surgem, nos países do Ocidente, operadores políticos nem sempre nascidos nestas terras, intentando despertar e acirrar ódios nos Estados do hemisfério, valendo-se dos enormes tropeços que os respectivos povos defrontam nas veredas do progresso.
Êsses esforços precisam ser desmascarados, enfrentados e batidos, isto se realmente quisermos atingir o duplo objetivo que sôbremaneira nos importa: internamente, promover a ascensão do êlemento humano abandonado, o que só será viável mediante um senso profundo de solidariedade geral; e, no plano internacional, proporcionar ao Brasil a posição a que faz jus no concerto das nações.
A tarefa é possível mediante uma política soberana, mas soberana no sentido real e amplo diante de todas e quaisquer potências. Ainda recentemente, das Antilhas conturbadas, chega-me o eco das vozes de esperança com que aquela gente, desassombrada e altiva, aguarda o novo govêrno norte-americano e a inauguração dêsse próprio govêrno, na expectativa de outras diretrizes de cooperação para todo o continente. O grau de dissolução a que chegamos derivou, em parte, da crise de autoridade e de austeridade do poder, comprometido o seu prestígio por um rol consternador de escândalos oficiais, incentivados pela mais arrepiante impunidade. Apercebidas de que o arcabouço federal comprometia-se com especuladores empenhados no auto-enriquecimento e na auto-concessão de proveitos e regalias, fora impossível que as camadas menos favorecidas da população deixassem, por sua vez, de reivindicar, sempre e incessantemente, proveitos e regalias. O meu govêrno, entretanto, representa um paradeiro a isso, definitivo e último. Êle traduz o grito de revolta de seis milhões de êleitores, decididos a pôr o ponto final a êsse ciclo de insânias. Todavia, para que a obra de govêrno tenha êxito, é preciso que aquêles que contribuíram para a vitória dela participem e sustentem. É fundamental e imprescindível que se afirmem a solidariedade e a co-responsabilidade de todos os núcleos sociais.
 Isto vale para os que detêm o capital e as alavancas da produção, para os que lidam nas cidades e nos campos, para os civis e para os militares. Crescemos todos juntos, de mãos dadas, cada qual suportando as penas necessárias ao êxito comum, ou afundamos todos, sem remissão, afogados no mar da falência global. Não pedirei ao povo que aperte o cinto e sofra calado o enriquecimento abusivo e indecente dos gozadores inescrupulosos.
Os proletários e os
humildes devem zelar pelos seus interêsses e por êles lutar dentro das regras do sistema democrático. Cumpre-lhes, porém, imbuir-se da disciplina do trabalho. Será nosso emprenho promover o bem-estar das camadas populares, a começar pelas mais deslembradas, quais as do sofrido Nordeste. Mas o bem-estar nacional resultará de crescimento harmonioso da nossa economia, do seu planejamento, de gestão governamental proba e eficiente, em que todos tenham o seu quinhão, como recompensa da sua firmeza e da sua labuta.
 Não se arrede da nossa mente que, quando um grupo social recebe vantagens além dos limites de eqüidade, é todo o restante da população que suporta o fardo dessa exorbitância. Atento a êsse critério é que se pode decidir da procedência ou improcedência das reivindicações. Precisamos encarar o problema social com olhos que enxerguem, liquidando o engano segundo o qual os cidadãos podem pleitear do Estado, como se este fosse arca sem fundo, na qual a todos é permitido meter as mãos, sem que os tesouros jamais se esgotem.
O Estado somos todos nós. O Estado é, apenas, o construtor e o supervisor da fortuna coletiva. A nossa renda nacional resulta, e só, daquilo que produzimos, consumimos e exportamos. Somente dessa renda podemos participar, somente ela é suscetível de partilha. Se, como cardume de piranhas, precipitarmo-nos sôbre ela, cada qual abocanhando o quinhão do seu apetite, nada sobrará para os investimentos indispensáveis ao progresso e, dentro de pouco tempo, seríamos compelidos a implorar à caridade internacional. Nos países cujas instituições foram derrubadas em conseqüência do êxito de guerras fratricidas, o que vemos não é a instauração do reino dos céus.
 Ao contrário, daí por diante, ficaram proibidas todas as reivindicações, abolida toda a liberdade, suprimida a crítica. Em lugar de mil patrões a disputar o artífice no mercado da concorrência, um só patrão, prepotente e autoritário, dita salários, as horas de serviço e as cotas de produção. Em lugar da distribuição da terra, a sua estatização.
 Em face do grande império centrai, que tudo vê e tudo prevê, nenhuma pequena nação, mesmo afim ou irmã, mantém a licença de falar em nacionalismo. Conservemos, pois, as nossas liberdades, fortalecendo-as e ampliandoas. Vivamos como seres livres, construindo o poderoso Brasil. Tê-la-emos, afinal.
Díspares são os destinos, as ambições, as paixões dos homens. A democracia é um regime suficientemente dinâmico para permitir que êsse embate de interêsses e de situações se procêsse sem dano maior à paz pública. É um coro de harmonias às vezes desencontradas, mas regidas pelo compasso do bem comum.
Ela tem sabido. ajustar-se e vicejar, fortalecendo se, mais e mais, mediante a ação do Estado no campo da iniciativa particular, orientando, empreendendo, complementando, atenta às novas exigências demográficas e sócio econômicas. O nosso propósito deve ser multiplicar os órgãos da mecânica democrática, fazendo que surjam, ao lado dos tradicionais, outros, mais próximos das massas, que deem a estas a representação a que fazem jus, com participação efetiva nas responsabilidades governamentais.
 Pessimismo?
Não!
Não se extraia desta mensagem uma conclusão pessimista quanto ao porvir de nossa pátria. Nem teria sentido que, ao final de árdua campanha, em que apaixonadamente pedi os vossos votos, viesse dizer-vos que a tarefa para a qual fui eleito é inesquecível. Creio firmemente, profundamente, no invencível destino do Brasil.
 Esta é a terra de Canaã, ilimitada e fecunda. Nenhum obstáculo natural trava, aqui, o caminho do progresso, e eu me sinto orgulhoso de ser o seu dirigente. Este é um país de solo fértil e de subsolo inesgotável.
Ademais, já superamos o instante em que essas riquezas eram cantadas e permaneciam estéreis. Nossa agricultura expande-se, nossas indústrias multiplicam-se. Prosperamos, não por via de sortilégios, mas pelo mérito de todos os que tivemos a felicidade de habitar nesta nação. Somos um povo tenaz e tranquilo, impermeável a preconceitos de raça, de cor, de credo, que realizou o milagre de sua unidade cimentada nos séculos e que começa a erigir uma civilização sem rival nestes paralelos.
Não medraram entre nós as sementes divisionistas.
Não temos pela frente óbices irremovíveis, Em face dos dramas que traumatizam tantos povos, os nossos problemas apresentam-se simples e fáceis. Podem ser assim resumidos: uma administração criteriosa e honesta; um planejamento realista e firme; um sistema de relações corajoso e franco entre governantes e governados. Como disse o filósofo:
“O que faz que os homens formem um povo é a lembrança das grandes coisas que realizaram juntos e a vontade de levar a efeito novas e grandes coisas”.
Um país, entretanto, não é uma abstração. Incabível, pois, que, em nome dos habitantes de amanhã, se submeta os de hoje ao despojamento de seus bens êssenciais. Por igual, não nos assiste o direito de comprometer o conforto e a segurança das gerações futuras, dilapidando o patrimônio nacional. Sob o meu govêrno, não haverá lugar para tais práticas. Atravessamos horas das mais conturbadas que a humanidade já conheceu.
O colonialismo agoniza, envergonhado de si mesmo, incapaz de solver os dramas e as contradições que engendrou. Ao Brasil cabe estender as mãos a êsse mundo jovem, compreendendolhe os excessos ou desvios ocasionais, que decorrem da secular contenção de aspirações enobrecedoras. Compreender significa auxiliar no que for possível e no que for preciso.
 Fiel à sua origem, às suas tradições, às suas tendências, à sua geografia, a nação não esquece, antes solenemente ratifica, todos os seus compromissos legais e genuínos. Abrimos nossos braços a todos os países do continente. Abrimo-los, também, às velhas coletividades européias e asiáticas, sem prevenções políticofilosó
ficas. Os nossos portos agasalharão todos os que conosco queiram comerciar. Somos uma comunhão sem rancores ou temores. Temos plena consciência da nossa pujança para que nos arreceemos de tratar com quem quer que seja. Recebi, ainda agora, os cumprimentos do corpo diplomático. Desejo que cada um dos embaixadores acreditados em Brasília transmita a seus govêrnos e aos seus povos os votos de paz e prosperidade do povo e do govêrno do Brasil. Com a indispensável cooperação do Legislativo e do Judiciário, não há cuidados que não dispense, nem há dores que não aceite para exercer, com exação e dignidade, a magistratura de que fui investido. Aos homens e às mulheres que me ouvem e que em mim confiam, outra vez, os meus agradecimentos. Que Deus onipotente me ajude, e nos ajude. Meus compatriotas: viva o Brasil!

SOCIALISTAS PCICOPATAS


O QUE PREGA O MARXISMO
Em síntese, o marxismo prega os seguintes temas:
2.1. A GUERRA DE CLASSES
Segundo o marxismo, há no Universo inteiro um estado de oposição, de sorte que tudo o que há no mundo é fruto de forças que se opõem. Exemplo: a morte se opõe à vida, o bem ao mal, etc. É este conflito que dá dinamismo à vida. Em tudo há sempre duas forças que se opõem; a força principal chama-se "tese", e a secundária que reage chama-se "antítese". Na luta entre as duas, a tese prevalece e vence a antítese. A isto o marxismo chama "ponto crítico". O ponto crítico transforma a quantidade em qualidade, resultando daí a "síntese".
O marxismo aplica a guerra de classes à humanidade, observando o seguinte raciocínio: A humanidade está dividida em duas forças que se opõem: operários e patrões ou chefes e subordinados. O operário é a força chamada "tese"; enquanto os patrões são a força reacionária, a "antítese". Há guerra eterna entre estas duas classes. O resultado final será a tese vencer a antítese, isto é, a classe trabalhista destruir o sistema capitalista.
Alguns de nossos políticos são muito simpatizantes desta bestialidade praticada do comunismo.
2.2. O CONCEITO DE PAZ
Os marxistas sempre falam em paz.
 Mas o que entendem eles por paz?
Para o marxismo a paz só é possível com a destruição do povo capitalista pelo operariado, ou como dizem eles: "A vitória do proletariado sobre a burguesia". Está aí a fundação de ONGS e sindicatos.
Quando um marxista fala em paz, refere-se à vitória total do comunismo. Deste modo, o que chamamos de "paz" é para o marxismo um ato de guerra.
2.3. PROLETARIADO E CAPITALISMO
Na dialética materialista do marxismo, a classe operária é cha-mada proletariado; todos os demais compõem a burguesia ou ca-pitalismo. O que o marxismo chama capitalismo não são somente os ricos, comerciantes e industriais, mas o sistema democrático, todas as religiões, igrejas e organizações religiosas.
Segundo Marx, a religião é uma espécie de travesseiro sobre o qual o crente está a dormir, a fim de não se engajar na luta contra os exploradores, na esperança de ter uma vida num além, que nunca chegará. Portanto, é ensino básico do marxismo que o homem, para viver bem e dirigir seus destinos, precisa destruir primeiramente a religião e a propriedade privada.
2.4. O CONCEITO DE PROPRIEDADE
O marxismo caracteriza-se pela sistemática oposição à pro-priedade privada, à liberdade econômica, e à livre iniciativa. Marx e Engels declararam em 1848 aquilo que hoje é um diapasão do marxismo: "Os Comunistas podem resumir sua teoria nesta única expressão: 'abolição da propriedade privada'". Para o marxismo, "a propriedade privada é um roubo". Deste modo, o alvo do mar¬xismo é que toda propriedade seja administrada pelo Estado (pelo Estado comunista, evidentemente), inclusive no que diz respeito às necessidades individuais. Isto acarreta um totalitarismo absolu¬to em que o indivíduo fica absorvido pela coletividade.
III. O MARXISMO E O PROBLEMA DA LIBERDADE
Um dos sinais de enfraquecimento da fé e da democracia em nosso país é o entusiasmo simplista de alguns cristãos pelas teses marxistas. Para tanto aventam as mais estranhas interpretações dos textos bíblicos na vã esperança de uma legitimação de atitudes inaceitáveis a um autêntico seguidor de Jesus Cristo.
3.1. Os Riscos DO COMPROMETIMENTO
Aos ouvidos de cristãos incautos, soam, com doçura angelical, as seguintes palavras:
"Os cristãos devem optar definitivamente pela revolução, e especialmente no nosso continente, onde a fé cristã é tão importante entre a massa popular. Quando os cristãos se atreverem a dar um testemunho revolucionário integral, a revolução latino-americana será invencível, já que até agora os cristãos permitiram que sua dou¬trina fosse instrumentalizada pelos reacionários" (Che Guevara).
"Sugerimos uma aliança entre o Cristianismo e o marxismo. Os objetivos humanos de Cristo e Marx, cada qual com sua própria filosofia, são os mesmos.
Não podemos falar sobre o outro mundo, mas neste mundo podemos ter completa concordância, com fraternidade e solidariedade" (Fidel Castro).
Ao receber uma Bíblia, no Chile, Fidel observou: "Aqui le¬mos muitos exemplos de conduta tipicamente comunista... Cristo, multiplicando os peixes e os pães para alimentar o povo, é um belo exemplo... Nós não temos a resposta de Cristo. Mas, baseados na sua doutrina, tentamos fazer a mesma coisa: dar pães e peixes a todos!"

Mausoléu de Lenin na praça Vermelha, em Moscou: culto à criatura em lugar do Criador

3.2. MARXISMO versus IGREJA
O marxismo considera a Igreja, na melhor das hipóteses, irrelevante, e, na pior, como instituição econômica e, politicamente, opressora.
 Descreve a concepção cristã do mundo e da vida como algo anquilosado nas esferas de uma hierarquia estática, em uma concepção medieval do mundo que se esforça por impor como válida.
O marxismo é uma filosofia do homem que, conforme diz H. Bass, "pretende oferecer-nos uma resposta ao problema do homem..., sua origem..., seu destino histórico...; uma resposta ao problema da existência e da possibilidade de exercício de uma liberdade do homem".
 O marxismo, que pretende ser uma doutrina de salvação, só se satisfaz quando exerce um controle sobre todo o homem, em seu ser e seu operar, num delírio de universalidade dominante.
Bardiaeff, profundo conhecedor do marxismo, em cujas fileiras formou durante vários anos, escreve: "Pretende o marxismo ser universal, quer impor-se sobre toda a experiência, e não só sobre alguns de seus movimentos". Por isso, o marxismo é uma filosofia do homem, totalitária em sua ambição.
Nos poucos países ainda sob governo marxista ou comunista, o Estado exerce controle sobre tudo. O cidadão é vigiado e a delação é uma tradição, quase um dever.
O Estado comunista, assim como "O Grande Irmão", principal personagem do livro 1984, de George Orwell, a todos vê, patrulha e controla.
3-3- PATRULHAMENTO IDEOLÓGICO
A revista Veja, de 25 de junho de 1986, mostrou que durante uma recente estada no Ocidente, Yelena Bonner, mulher do físico e dissidente soviético Andrei Sakharov, declarou que se sentia como um micróbio numa lâmina sob um microscópio, tal a vigilância a que ela e seu marido eram submetidos na cidade de Gorki, a 400 quilômetros de Moscou, para onde foram banidos por suas críticas ao regime comunista.
Prosseguindo na sua matéria, diz a Veja: "No apartamento de Gorki, o casal vive em completo isolamento dos amigos e impedi¬do de ouvir rádio, por causa de interferências provocadas pela po¬lícia. Para sintonizar estações ocidentais, Yelena revelou, recente¬mente, que eles vão até o cemitério local, onde a recepção é melhor. Para ambos, parece haver poucas esperanças de libertação a curto prazo".
Durante o regime comunista na extinta União Soviética, ao manter Sakharov confinado, os soviéticos exerciam uma prerrogativa típica das tiranias  a de libertar os adversários a seu crité¬rio, como fez o Kremlin, ao autorizar, em 1986, a emigração de Anatoly Sharansky para Israel, mas mantendo sempre um preso notável como símbolo de resistência a pressões externas e uma advertência interna para a força da repressão.
3.4. MARXISMO, O APOGEU DO HUMANISMO
O marxismo não se dá por satisfeito em formular uma determinada crença sobre o homem, mas procura impô-la, fazendo uma sondagem nas profundidades do homem para obrigá-lo a tomar consciência de suas potencialidades inimagináveis; induz o homem à crença de poder ser um deus antes mesmo de atingir a dignidade que o faça humano; quer dirigir, como um fanal seguro, o desenvolvimento, a realização do homem em seu caminho pelo mundo.
Tudo isso não é alguma coisa que o marxismo murmura debilmente e oferece como opção; é um urgente "imperativo categórico" que brada dos lábios do seu fundador.
O marxismo se propõe transformar o homem, o grande sol do Universo, em torno do qual tudo gravita.
Como pode uma filosofia arrogar-se um império sobre o homem?
 Como pode pretender ter prerrogativas que incidem sobre toda a dimensão humana, cujo santuário não se abria a não ser para a potestade da religião e da fé?
A resposta é a seguinte:
O marxismo é uma religião, uma religião do homem segundo teólogos conservadores. Porque hoje já temos muitos lideres religiosos comunistas no mundo.
 Afirmá-lo não é imprudência nossa, mas declaração de Marx: "A religião dos trabalhadores é sem Deus, porque procura restaurar a divindade do homem".
Com razão disse Bochenski:
"O conceito de valor absoluto do comunismo é um valor religioso. A dialética é o infinito e a infinita plenitude de valores.
A atitude diante dela, e em conseqüência, ante o partido, é uma postura sacral..." Ignácio Leep, convertido do marxismo, apresenta a mesma opinião a partir da sua própria experiência:
 "O marxismo não se contenta em combater as igrejas.
Quer desempenhar, na vida social e na consciência do indivíduo, o papel que anteriormente se atribuía às religiões".
IV. OPÇÃO PELA DEMOCRACIA E PELA LIBERDADE
Dizer aqui que a Igreja é perseguida nos países comunistas, para alguns simpatizantes do marxismo, não passa de sensacionalismo e mentira veiculados pela imprensa ocidental, principalmente a imprensa norte-americana. Note, porém, que não eram jornalistas ocidentais que afirmavam haver perseguição por motivos religiosos na extinta União Soviética. Há mais de quinze anos o dissidente russo Alexander Solgnytzem, no seu famoso livro Arquipélago Gulag, descreve a Rússia como uma grande prisão.
Anatoly Sharansky, outro dissidente russo, em depoimento no Congresso Americano em 1986, disse existir na época nada menos que quatrocentos mil prisioneiros na extinta União Soviética, por dissidência política ou por perseguição religiosa.
4.1. A DEMOCRACIA GARANTE A LIBERDADE DE CULTO
A garantia democrática da liberdade de culto não pertence à ordem das concessões, mas à dos reconhecimentos.
 E o reconhecimento, pelo Estado, de que o espírito se eleva às regiões do Infinito, regiões que se acham muito acima daquela em que vegetam os cobradores de impostos.
Como disse Tomas Paine, um dos grandes propugnadores da liberdade americana, o Estado não tem autoridade alguma para determinar ou conceder ao homem a liberdade de adorar a Deus, assim como não poderia conceder a Deus a liberdade de aceitar essa adoração.
Por reconhecermos a dignidade da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, esperamos que o Estado assegure a seus cidadãos o direito de viver livres de toda e qualquer coação, ou acepção, em matéria de religião. Este e qualquer outro direito inerente à dignidade do homem devem ser cuidadosamente resguardados, porque, uma vez feridos, todas as liberdades sofrem agravo.
Toda interpretação da liberdade religiosa inclui o direito de render culto a Deus conforme a consciência individual, de criar os filhos na crença de seus pais; de mudar de religião, de publicar literatura e fazer obra missionária, de associar-se a outras pessoas, de adquirir e possuir bens de raiz para estes fins.
Para salvaguardar a ordem pública e fomentar o bem-estar do povo, tanto o Estado, ao reconhecer a liberdade religiosa, como o povo, no usufruto deste direito que se lhe reconhece, devem cumprir com obrigações recíprocas.
 O Estado deve proteger todos os grupos, tanto as minorias como as maiorias, jamais permitindo qualquer limitação de direitos legais por motivos religiosos.
O povo, por sua vez, deve exercer seus direitos sentindo plenamente sua responsabilidade e vivendo numa atitude de respeito aos direitos dos outros. Estas são peculiaridades exclusivas dos Estados democráticos.
4.2. POR QUE PREFERIR A DEMOCRACIA
O povo brasileiro, principalmente o cristão, deve precaver-se diante do perigo de se deixar enfeitiçar pelo canto da sereia do comunismo. As soluções dos nossos problemas políticos e sociais não dependem da adoção do modelo político cubano em nosso país.
Um modelo político que falhou em Cuba e que também fracassou na Nicarágua jamais terá melhor sorte no Brasil.
Parte das soluções de nossos problemas sociais depende fundamentalmente do fortalecimento e aperfeiçoamento das instituições democráticas em nosso país.
A democracia é preferível ao marxismo comunista, por vários motivos, dentre os quais se destacam os seguintes:
1) O comunismo tem como bandeira a decisão de desarraigar o sentimento divino do coração dos homens, transformando ho¬mens como Marx, Lenin, Stalin, Fidel Castro, etc, em deuses.
2) O comunismo se propõe não apenas a abolir a fé e a crença em Deus, mas também persegue a Igreja, enquanto prega o ateísmo como forma de religião do Estado.
3) A pretexto de distribuir a riqueza em parcelas iguais a todos, o que o comunismo tem feito mesmo é distribuir equitativamente a pobreza.
4)  O comunismo anula a posse da propriedade privada, en¬quanto tolhe o sonho dos que nada têm de algum dia possuírem alguma coisa mais.
5) A tese do "Novo Homem" (do qual Che Guevara é apontado como modelo), propugnado pelo comunismo como resultado da manipulação feita pela dialética marxista e pelas lutas de clas¬se, constitui-se num anti-evangelho, uma vez que, de acordo com a mensagem do Evangelho, o único meio através do qual o homem pode ser feito uma nova criatura é através da aceitação do senho¬rio de Jesus Cristo sobre sua vida (Jo 3.1-8).
4.3. CONCLUSÃO
O cristão deve opor-se ao marxismo comunista não do ponto de vista do capitalismo, seja ele de que linha for, mas do ponto de vista do Reino de Deus que, ao contrário do marxismo, prega o amor entre os homens, a compreensão e a solidariedade entre os povos, pontifica a necessidade da conversão do pecado a um estado de graça diante de Deus, e enfatiza o senhorio de Cristo e o governo divino sobre o homem e a História.
Como bem disse Rui Barbosa:
 "O comunismo não é fraternidade, é disseminação  do ódio entre as classes.
Não é reconciliação dos homens, é a sua exterminação mútua. Não arvora a bandeira do Evangelho; bane Deus das almas e das reivindicações populares. Não dá tréguas à ordem.
Não conhece a liberdade cristã. Dissolveria a sociedade. Extinguiria a religião. Desumanaria a humanidade. Everteria, subverteria, inverteria a obra do Criador".

COMO É O SEU NATAL ? Aproveite o Natal

COMO É O SEU NATAL ? Aproveite o Natal. A verdadeira religião não pode ser inconsistente com nossa natureza. Não pode requerer nunca que me abstenha de chorar quando morre meu amigo. " pois o próprio Jesus choro. A todos os que pensam que os que rompem os vínculos de relacionamento devem ser boas pessoas, podemos dizer


Um pouco atrasado mas muito boa reflexão, vai ficar aqui para o próximo ano.
A verdadeira religião não pode ser inconsistente com nossa natureza.
Não pode requerer nunca que me abstenha de chorar quando morre meu amigo. " pois o próprio Jesus chorou."
Não pode negar-me o privilégio de um sorriso, quando a Providência me olha de maneira favorável, pois uma vez: "Naquela mesma hora Jesus se alegrou no Espírito, e disse: Eu te louvo, ó Pai."
Não compete ao homem dizer ao seu pai e à sua mãe, "já não sou mais seu filho." Isso não é o cristianismo de  verdade, a você filho isso é algo pior do que fariam as bestas feras, que nos levaria a um rompimento completo com nossos laços humanos.
Nos levaria a caminhar no meio deles como se não tivéssemos nenhum parentesco com eles . A todos os que opinam que uma vida solitária deve ser uma vida de piedade, eu lhes diria: "é o maior engano."
 A todos os que pensam que os que rompem os vínculos de relacionamento devem ser boas pessoas, podemos dizer:
"os que mantêm esses vínculos de relacionamento são os melhores."
 O cristianismo faz do marido um marido melhor, e da esposa uma melhor esposa do que eram antes.
Não me libera dos meus deveres como filho; faz-me um filho melhor, e a meus pais os faz melhores pais. Em vez de enfraquecer meu amor, me dá uma razão renovada para fortalecer meu afeto; e a quem antes amava como meu pai, agora o amo como meu irmão e colaborador em Cristo Jesus; e a quem reverenciava como minha mãe, agora a amo como minha irmã no pacto da graça, minha irmã para sempre no estado vindouro.
Pode se dizer, ninguém deve supor que o cristianismo interfere nos lares; antes, tem o objetivo de fortalecê-los, e fazê-los baluartes que nem a mesma morte pode separar, pois os liga em um vínculo de vida com o Senhor seu Deus, e reúne os vários indivíduos do outro lado do rio.
Sabe se que há uma grande quantidade de crentes jovens que sempre vem para ouvir o pregador.
Sempre se amontoam nos corredores da igreja, e muitos deles foram convertidos a Deus porque reconhecem estas práticas. Agora se aproxima outra vez o dia de Natal, e eles viajarão  para para ver os seus parentes.
 Ao chegarem vão querer cantar uma canção de Natal na noite; quero sugerir-lhes uma, em especial àqueles que foram convertidos a Jesus e abandonaram as velhas práticas. Pode-se dar  um sugerido para seu discurso na noite de Natal; poderá não ser tão divertido como "O Naufrágio do Maria de Ouro,"
 mas será igualmente interessante para o povo cristão.
 O tema será este:
"Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor fez com suas almas, e como teve misericórdia de vocês.” ;
Poderiamos desejar que houvesse vinte Natais no ano.
porque raras vezes as pessoas podem reunir-se com os seus: Raramente podem estar unidos como felizes famílias:
E ainda que eu não guardássemos nenhum respeito pela observância religiosa desse dia, o natal, até porque Cristo nasceu em abril, amo como uma instituição familiar, como um dos dias mais brilhantes que se pode viver, o grande Dia de repouso do ano, quando os colaboradores das empresas, descansam, quando o estrépito dos negócios guarda silêncio, quando o obreiro se para refrescar-se sobre a verde grama da terra alegre.
Se alguns de vocês são chefes, perdoem-me, mas mui respeitosamente lhes peço que paguem a seus empregados os mesmos salários no dia de Natal como se eles trabalhassem.
Estou certo que alegrarão se em suas casas se assim o fizerem.
É injusto que a única opção que tenham seja o festejar ou jejuar, a menos que lhes deem o dinheiro necessário para que festejem e se alegrem nesse dia de alegria.
Feliz natal.

O QUE PREGA O MARXISMO ? A GUERRA ENTRE CLASSES


O QUE PREGA O MARXISMO ?
Significado de Comunismo substantivo masculino.
Sistema político que se baseia na propriedade coletiva (sem propriedade privada ninguém é dono de nada), sendo que os meios de produção ou serviços pertencem a essa coletividade; qualquer tipo de governo, sistema social ou organização socioeconômica que utiliza esse sistema.
[Economicamente]
 Política. Ideologia ou doutrina que, fundada por Karl Marx, a qual utiliza o sistema de propriedade coletiva (comunismo) em conjunto com o socialismo, sendo a propriedade coletiva instituída pelo Estado que distribui os bens de acordo com as prioridades individuais, extinguindo o sistema das classes sociais.(não existe classes).
Sistema de governo (político, econômico e social) que, foi instaurado na extinta União Soviética (Ver (Ver revolução de 1917), que tinha o comunismo como princípio mais importante.
Etimologia (origem da palavra comunismo). Do francês communisme.
Sinônimos de Comunismo;
Comunismo é sinônimo de: bolchevismo
Antônimos de Comunismo
Comunismo é o contrário de: capitalismo, anticomunismo
Em síntese, o marxismo prega os seguintes temas:
PREGA A GUERRA ENTRE CLASSES
Segundo o marxismo, há no Universo inteiro um estado de oposição, de sorte que tudo o que há no mundo é fruto de forças que se opõem. Exemplo: a morte se opõe à vida, o bem ao mal, etc. É este conflito que dá dinamismo à vida.
Em tudo há sempre duas forças que se opõem; a força principal chama-se "tese", e a secundária que reage chama-se "antítese". Na luta entre as duas, a tese prevalece e vence a antítese. A isto o marxismo chama "ponto crítico". O ponto crítico transforma a quantidade em qualidade, resultando daí a "síntese".
O marxismo aplica a guerra de classes à humanidade, observando o seguinte raciocínio:
A humanidade está dividida em duas forças que se opõem:
Operários e patrões ou chefes e subordinados.
O operário é a força chamada "tese"; enquanto os patrões são a força reacionária, a "antítese". Há guerra eterna entre estas duas classes.
O resultado final será a tese vencer a antítese, isto é, a classe trabalhista destruir o sistema capitalista.
O CONCEITO DE PAZ
Os marxistas sempre falam em paz.
Mas o que entendem eles por paz?
Para o marxismo a paz só é possível com a destruição do povo capitalista pelo operariado, ou como dizem eles: "A vitória do proletariado sobre a burguesia". Quando um marxista fala em paz, refere-se à vitória total do comunismo. Deste modo, o que chamamos de "paz" é para o marxismo um ato de guerra.
 PROLETARIADO E CAPITALISMO
Na dialética materialista do marxismo, a classe operária é chamada proletariado; todos os demais compõem a burguesia ou capitalismo. O que o marxismo chama capitalismo não são somente os ricos, comerciantes e industriais, mas o sistema democrático, todas as religiões, igrejas e organizações religiosas tudo, portanto eles estão em guerra contra todos estes.
Segundo Marx, a religião é uma espécie de travesseiro sobre o qual o crente está a dormir, a fim de não se engajar na luta contra os exploradores, na esperança de ter uma vida num além, que nunca chegará.
Portanto, é ensino básico do marxismo que o homem, para viver bem e dirigir seus destinos, precisa destruir primeiramente a religião e a propriedade privada.
 O CONCEITO DE PROPRIEDADE
O marxismo caracteriza-se pela sistemática oposição à propriedade privada, à liberdade econômica, e à livre iniciativa. Marx e Engels declararam em 1848 aquilo que hoje é um diapasão do marxismo: "Os Comunistas podem resumir sua teoria nesta única expressão: 'abolição da propriedade privada'". Para o marxismo, "a propriedade privada é um roubo". Deste modo, o alvo do marxismo é que toda propriedade seja administrada pelo Estado (pelo Estado comunista, evidentemente), inclusive no que diz respeito às necessidades individuais.
 Isto acarreta um totalitarismo absoluto em que o indivíduo fica absorvido pela coletividade.
O MARXISMO E O PROBLEMA DA LIBERDADE
Um dos sinais de enfraquecimento da fé e da democracia em nosso país é o entusiasmo simplista de alguns cristãos pelas teses marxistas. Para tanto aventam as mais estranhas interpretações dos textos bíblicos na vã esperança de uma legitimação de atitudes inaceitáveis a um autêntico seguidor de Jesus Cristo.
Os Riscos DO COMPROMETIMENTO
Aos ouvidos de cristãos incautos, soam, com doçura angelical, as seguintes palavras:
"Os cristãos devem optar definitivamente pela revolução, e especialmente no nosso continente, onde a fé cristã é tão importante entre a massa popular. Quando os cristãos se atreverem a dar um testemunho revolucionário integral, a revolução latino-americana será invencível, já que até agora os cristãos permitiram que sua doutrina fosse instrumentalizada pelos reacionários" (Che Guevara).
"Sugerimos uma aliança entre o Cristianismo e o marxismo.
Os objetivos humanos de Cristo e Marx, cada qual com sua própria filosofia, são os mesmos segundo eles.
 Não podemos falar sobre o outro mundo, mas neste mundo podemos ter completa concordância, com fraternidade e solidariedade" (Fidel Castro).  Ao receber uma Bíblia, no Chile, Fidel observou: "Aqui lemos muitos exemplos de conduta tipicamente comunista...
 Cristo, multiplicando os peixes e os pães para alimentar o povo, é um belo exemplo... Nós não temos a resposta de Cristo. Mas, baseados na sua doutrina, tentamos fazer a mesma coisa: dar pães e peixes a todos!"Mausoléu de Lenin na praça Vermelha, em Moscou é  culto à criatura em lugar do Criador

 MARXISMO versus IGREJA
O marxismo considera a Igreja, na melhor das hipóteses, irrelevante, e, na pior, como instituição econômica e, politicamente, opressora.
 Descreve a concepção cristã do mundo e da vida como algo anquilosado nas esferas de uma hierarquia estática, em uma concepção medieval do mundo que se esforça por impor como válida.
O marxismo é uma filosofia do homem que, conforme diz H. Bass, "pretende oferecer-nos uma resposta ao problema do homem..., sua origem..., seu destino histórico...; uma resposta ao pro¬blema da existência e da possibilidade de exercício de uma liberdade do homem". O marxismo, que pretende ser uma doutrina de salvação, só se satisfaz quando exerce um controle sobre todo o homem, em seu ser e seu operar, num delírio de universalidade dominante.
Bardiaeff, profundo conhecedor do marxismo, em cujas fileiras formou durante vários anos, escreve: "Pretende o marxismo ser universal, quer impor-se sobre toda a experiência, e não só sobre alguns de seus movimentos". Por isso, o marxismo é uma filosofia do homem, totalitária em sua ambição. Nos poucos paí¬ses ainda sob governo marxista ou comunista, o Estado exerce controle sobre tudo. O cidadão é vigiado e a delação é uma tradi¬ção, quase um dever. O Estado comunista, assim como "O Grande Irmão", principal personagem do livro 1984, de George Orwell, a todos vê, patrulha e controla.
PATRULHAMENTO IDEOLÓGICO
A revista Veja, de 25 de junho de 1986, mostrou que durante uma recente estada no Ocidente, Yelena Bonner, mulher do físico e dissidente soviético Andrei Sakharov, declarou que se sentia como um micróbio numa lâmina sob um microscópio, tal a vigilância a que ela e seu marido eram submetidos na cidade de Gorki, a 400 quilômetros de Moscou, para onde foram banidos por suas críticas ao regime comunista.. Prosseguindo na sua matéria, diz a Veja: "No apartamento de Gorki, o casal vive em completo isolamento dos amigos e impedido de ouvir rádio, por causa de interferências provocadas pela polícia. Para sintonizar estações ocidentais, Yelena revelou, recentemente, que eles vão até o cemitério local, onde a recepção é melhor. Para ambos, parece haver poucas esperanças de libertação a curto prazo".
Durante o regime comunista na extinta União Soviética, ao manter Sakharov confinado, os soviéticos exerciam uma prerrogativa típica das tiranias — a de libertar os adversários a seu critério, como fez o Kremlin, ao autorizar, em 1986, a emigração de Anatoly Sharansky para Israel, mas mantendo sempre um preso notável como símbolo de resistência a pressões externas e uma advertência interna para a força da repressão (Kleber Cruz).
MARXISMO, O APOGEU DO HUMANISMO
O marxismo não se dá por satisfeito em formular uma determinada crença sobre o homem, mas procura impô-la, fazendo uma sondagem nas profundidades do homem para obrigá-lo a tomar consciência de suas potencialidades inimagináveis; induz o homem à crença de poder ser um deus antes mesmo de atingir a dignidade que o faça humano; quer dirigir, como um rumo seguro, o desenvolvimento, a realização do homem em seu caminho pelo mundo.
Tudo isso não é alguma coisa que o marxismo murmura debilmente e oferece como opção; é um urgente "imperativo categórico" que brada dos lábios do seus fundadores. O marxismo se propõe transformar o homem, o grande sol do Universo, em torno do qual tudo gravita.
Como  uma filosofia pode arrogar-se tentar dirigir o homem?
Como pode querer ter prerrogativas que afeta toda a dimensão humana, cujo santuário não se abria a não ser para a potestade da religião e da fé?
A resposta seria:
 O marxismo é uma religião, uma religião do puramente humana, em que se pega o homem e põe no lugar que deveria estar Deus.  Afirmar isso  não é imprudência nossa, mas veja a  declaração de Marx: "A religião dos trabalhadores é sem Deus, porque procura restaurar a divindade do homem".
Com razão disse Bochenski:
"O conceito de valor absoluto do comunismo é um valor religioso.
A dialética é o infinito e a infinita plenitude de valores. A atitude diante dela, e em conseqüência, ante o partido, é uma postura sacral..." Ignácio Leep, convertido do marxismo, apresenta a mesma opinião a partir da sua própria experiência:
"O marxismo não se contenta em combater as igrejas.
 Quer desempenhar, na vida social e na consciência dos indivíduos, até mesmo no livre arbítrio, que era  o papel que anteriormente se atribuía às religiões".
OPÇÃO PELA DEMOCRACIA E PELA LIBERDADE
Dizer aqui que a Igreja é perseguida nos países comunistas, para alguns simpatizantes do marxismo, não passa de sensacionalismo e mentira veiculados pela imprensa ocidental, principalmente a imprensa norte-americana. Note, porém, que não eram jornalistas ocidentais que afirmavam haver perseguição por motivos religiosos na extinta União Soviética. Há mais de quinze anos o dissi¬dente russo Alexander Solgnytzem, no seu famoso livro Arquipélago Gulag, descreve a Rússia como uma grande prisão. Anatoly Sharansky, outro dissidente russo, em depoimento no Congresso Americano em 1986, disse existir na época nada menos que qua¬trocentos mil prisioneiros na extinta União Soviética, por dissi¬dência política ou por perseguição religiosa.
A DEMOCRACIA GARANTE A LIBERDADE DE CULTO
A garantia democrática da liberdade de culto não pertence à ordem das concessões, mas à dos reconhecimentos. E o reconhe-cimento, pelo Estado, de que o espírito se eleva às regiões do Infinito, regiões que se acham muito acima daquela em que vegetam os cobradores de impostos. Como disse Tomas Paine, um dos gran¬des propugnadores da liberdade americana, o Estado não tem au¬toridade alguma para determinar ou conceder ao homem a liberdade de adorar a Deus, assim como não poderia conceder a Deus a liberdade de aceitar essa adoração.
Por reconhecermos a dignidade da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, esperamos que o Estado assegure a seus cidadãos o direito de viver livres de toda e qualquer coação, ou acepção, em matéria de religião. Este e qualquer outro direito inerente à dignidade do homem devem ser cuidadosamente res¬guardados, porque, uma vez feridos, todas as liberdades sofrem agravo.
Toda interpretação da liberdade religiosa inclui o direito de render culto a Deus conforme a consciência individual, de criar os filhos na crença de seus pais; de mudar de religião, de publicar literatura e fazer obra missionária, de associar-se a outras pessoas, de adquirir e possuir bens de raiz para estes fins.
Para salvaguardar a ordem pública e fomentar o bem estar do povo, tanto o Estado, ao reconhecer a liberdade religiosa, como o povo, no usufruto deste direito que se lhe reconhece, devem cumprir com obrigações recíprocas.
O Estado deve proteger todos os grupos, tanto as minorias como as maiorias, jamais permitindo qualquer limitação de direitos legais por motivos religiosos.
O povo, por sua vez, deve exercer seus direitos sentindo plenamente sua responsabilidade e vivendo numa atitude de respeito aos direitos dos outros. Estas são peculiaridades exclusivas dos Estados democráticos.
4.2. POR QUE PREFERIR A DEMOCRACIA
O povo brasileiro, principalmente o cristão, deve precaver-se diante do perigo de se deixar enfeitiçar pelo canto da sereia do comunismo. As soluções dos nossos problemas políticos e sociais não dependem da adoção do modelo político cubano em nosso país. Um modelo político que falhou em Cuba e que também fracassou na Nicarágua jamais terá melhor sorte no Brasil. Parte das soluções de nossos problemas sociais depende fundamentalmente do fortalecimento e aperfeiçoamento das instituições democráti¬cas em nosso país.
A democracia é preferível ao marxismo comunista, por vários motivos, dentre os quais se destacam os seguintes:
1) O comunismo tem como bandeira a decisão de desarraigar o sentimento divino do coração dos homens, transformando ho¬mens como Marx, Lenin, Stalin, Fidel Castro, etc, em deuses.
2) O comunismo se propõe não apenas a abolir a fé e a crença em Deus, mas também persegue a Igreja, enquanto prega o ateís-mo como forma de religião do Estado.
3) A pretexto de distribuir a riqueza em parcelas iguais a todos, o que o comunismo tem feito mesmo é distribuir equitativamente a pobreza.
4)  O comunismo anula a posse da propriedade privada, enquanto tolhe o sonho dos que nada têm de algum dia possuírem alguma coisa mais.
5) A tese do "Novo Homem" (do qual Che Guevara é apontado como modelo), propugnado pelo comunismo como resultado da manipulação feita pela dialética marxista e pelas lutas de clas¬se, constitui-se num anti-evangelho, uma vez que, de acordo com a mensagem do Evangelho, o único meio através do qual o homem pode ser feito uma nova criatura é através da aceitação do senho¬rio de Jesus Cristo sobre sua vida (Jo 3.1-8).
4.3. CONCLUSÃO
O cristão deve opor-se ao marxismo comunista não do ponto de vista do capitalismo, seja ele de que linha for, mas do ponto de vista do Reino de Deus que, ao contrário do marxismo, prega o amor entre os homens, a compreensão e a solidariedade entre os povos, pontifica a necessidade da conversão do pecado a um estado de graça diante de Deus, e enfatiza o senhorio de Cristo e o governo divino sobre o homem e a História.
Como bem disse Rui Barbosa: "O comunismo não é fraternidade, é a invasão do ódio entre as classes. Não é reconciliação dos homens, é a sua exterminação mútua. Não arvora a bandeira do Evangelho; bane Deus das almas e das reivindicações populares. Não dá tréguas à ordem. Não conhece a liberdade cristã. Dissolveria a sociedade. Extinguiria a religião. Desumanaria a humanidade. Everteria, subverteria, inverteria a obra do Criador".