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O SONHO DE NABUCODENOSOR É INTERPRETADO POR DANEL



O sonho do monarca então era a resposta de Deus às suas indagações no recôndito de sua alma naquela noite. (Comp. Jó 33.14-16; Hb 1.1). 2.2:
“E o rei mandou chamar os magos, e os astrólogos, e os encantadores, e os caldeus, para que declarassem ao rei qual tinha sido o seu sonho; e eles vieram e se apresentaram diante do rei”: Diante do impasse em que se encontrava o monarca da corte babilônica, pois apenas seu subconsciente, partindo de um “campo escuro”, lhe dizia:
“Você sonhou um sonho misterioso”!
Quem eram estes sábios que não conseguiram saber o sonho?
 Ele convocou os mais experimentados decifradores de sonhos e enigmas daquela época:
 “Os magos e os astrólogos, e os encantadores, e os caldeus”. Hal Lindsey, e outras autoridades no assunto, observa que a prim eira classe, traduzida por “magos”, significa os escribas sagrados uma ordem de sábios que tinham a seu cargo os escritos sacros, que vieram passando de mão em mão desde o tempo da Torre de Babel. Algumas literaturas, das mais primitivas que se conhecem na terra, eram constituí­ das desses livros de magia, astrologia, feitiçaria, etc. (Ver At 19.19).
A outra palavra é “encantador”, e significa murmurador de palavras - de onde vem “esconjurar”, “exorcismar”. Eram encantadores que usavam fórmulas mágicas, atuados por espíritos médiuns, dos quais temos Simão, o mágico, de Samaria e Elimas, o “encantador”, da ilha de Pafos, no Novo Testamento, que pertenciam a essa classe. (Ver At 8.9 e 13.8).
Esses “obreiros da iniquidade” usavam até cantarolas, em som baixo, e o profeta Isaías informa que neste momento os espíritos se apresentavam falando fraco de “debaixo da terra, isso é muito profundo aprender” (Is 29.4).
O terceiro grupo é dos “feiticeiros”; eram dados à magia negra lá no palácio. 
A mesma palavra emprega-se a respeito dos encantadores egípcios Janes e Jambres que resistiram a Moisés na corte de Faraó (Êx 7.11 e 2 Tm 3.8). Por sua magia negra, reproduziram vários milagres operados por Moisés naquele país. Depois eles fracassaram diante do supremo poder pessoal de Deus.
A última palavra, “caldeus”, denominava a casta sacerdotal deles todos; onde se vir a palavra “caldeu” (menos a exceção dos nascidos na Caldéia) pode-se traduzir igualmente por “astrólogo”. Vários linguistas de renome concordam unanimemente neste ponto, a saber, que os caldeus estudavam o dia do nascimento de uma pessoa, indagando até a hora, e então lançavam o horóscopo do seu destino.
 A prática foi levada para Roma, onde os Césares consultavam os áugures (peritos em magia negra, espiritismo, e astrologia). Nos dias de Jesus como pessoa humana, a prática tinha se desenvolvido em toda a Ásia Menor.
“E o rei lhes disse: Tive um sonho; e para saber o sonho está perturbado o meu espírito”.
O texto sagrado nos mostra que o monarca naquela noite ficou bastante perturbado, a ponto de lhe fugir o sono. Apenas tinha dormido aquele pequeno espaço em que as visões lhe foram reveladas. Então, de acordo com o costume, mandou, às pressas, chamar os que, segundo ele, eram capazes de adivinhar tudo aquilo que ele tinha sonhado. Certamente o monarca babilônico os esperava com grande apreensão de espírito, pois se encontrava em estado de depressão, inquietação e descontentamento.
Sua confiança era, evidentemente, nos magos, caldeus e astrólogos, mas de um modo particular, sua maior esperança seria nos encantadores e astrólogos, em razão de estes agoureiros se relacionarem mais com “sonhos, adivinhações”, etc.
A astrologia era a espinha dorsal da antiga religião de Babilônia, mas falívelmente este grupo de encantadores falaram, como ainda hoje falam repetidamente. Na corte de Faraó, por exemplo, os magos daquele monarca, tornaram água em sangue.
Quando Moisés lançou sua vara ao chão, tornando-se em cobra, esses “feiticeiros” fizeram o mesmo também.
Só depois que Deus capacitou Moisés a realizar milagres que eles não puderam reproduzir, foi que esses magos descobriram que o “dedo de Deus” estava envolvido ali. E não puderam mais prosseguir.
 “E os caldeus disseram ao rei em siríaco:
O rei, vive eternam ente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação”."... 
Em siríaco...”.
E interessante observarmos, neste texto, uma grande particularidade. O livro de Daniel foi escrito em hebraico, mas os sábios, como está declarado aqui, falaram ao monarca em “siríaco”, isto é, o mesmo que em “aramaico”.
Isso parece destinado a chamar a atenção para o fato de que, desde este ponto até o capítulo sete (7) deste  livro, a linguagem empregada é o aramaico; mas é observado por outros linguistas que apenas o presente texto (versí­culo 4), e o versículo 28 do capítulo, é que foram encontrados originalmente escritos em aramaico, o mais tudo é hebraico.
Pode ser, contudo, que a palavra sirva para indicar a linguagem técnica que os caldeus usavam quando falavam com o rei, ou mesmo que fosse a linguagem administrativa daquela corte. Seja como for, diante do grande impasse criado pelo sonho esquecido, nenhuma técnica ou astúcia resolveria o grande e labirintado problema.
2.5: “Respondeu o rei, e disse aos caldeus: O que foi me tem escapado; se m e não fizerdes saber o sonho e a sua in ­ terpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas um monturo”.
O texto sagrado e outros que se seguem nos mostram a terrível sentença do ímpio monarca babilônico; a sentença é uma só, dizia ele:
“SE ME NÃO FIZERDES SABER O SONHO E A SUA INTERPRETAÇÃO, SE ­
REIS DESPEDAÇADOS”.
 Alguns estudiosos da Bíblia têm pensado que o motivo pelo qual o rei não queria relatar seu sonho não era que o houvesse esquecido, mas para provar, de um certo modo, a sabedoria e capacidade de
seus sábios, e, assim sendo, de acordo com este pensamento, o próprio Daniel cairia nessa armadilha de Satanás.
Essa classe de intérpretes invocam para si, como base de seu argumento, o texto em foco traduzindo assim: "... mas a coisa é certa para mim”, ao invés de: “...o que foi me tem
escapado”.
Para nós, es te argumento é muito lógico, mas não se coaduna com a tese principal. Se Deus revelou o segredo a Daniel, evidentemente o monarca o havia de fato
esquecido.
O final deste versículo, como ficou demonstrado acima, nos mostra a crueldade contida naquela corte; isso era uma característica dos monarcas babilônicos: sempre tratavam seus súditos sem misericórdia diante de
qualquer fracasso.
2.6: “Mas se vós m e declarardes o sonho e a sua in terpretação, recebereis de mim dons, e dádivas, e grande honra; portanto declarai-me o sonho e a sua interpretação”.
28“...portan to declarai-m e o sonho...”
 Os magos daquela corte real se encontravam agora num verdadeiro impasse. A sentença era terrível. Se interpretassem o sonho, seriam
coroados de riquezas e grandes honras, mas se não o interpretassem seriam lançados “na cova dos leões”.
Provavelmente a expressão: “sereis despedaçados”, em foco no versículo cinco
este capítulo, tenha mesmo esse sentido.
Concomitantemente, suas casas seriam feitas um montão de ruínas. O monarca babilônico fez mais de uma vez essa triste declaração durante sua vida. (Comp. Dn
3.29). Esta era a lei da terra a vontade de um homem.
Os babilônios desse tempo só conheciam uma vontade em seus destinos, que era a do re Nabucodonosor, o mais, tudo era transgressão.
O espírito cristão porém, pensa e age diferente; pois, ao invés de fazer a sua própria vontade, ele apela para Deus e diz:
“Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10).
2.7: “Responderam segunda vez, e disseram :Diga orei o sonho a seus servos, e daremos a sua interpretação”.
O presente versículo mostra uma grande luta estabelecida. De um lado, os magos, astrólogos e encantadores, insistindo com o rei em que lhes declarasse o sonho, para que, de acordo com seus conhecimentos, declarassem eles o significado convincente de tudo aquilo. Do outro lado, o
rei querendo saber o que tinha sonhado e sua interpreta­ção.
Os sábios do rei, só podiam fazer suas predições e interpretações dentro daquilo que viam e ouviam. Eles andavam apenas por vista e não por fé, como fazem os santos (2Co 5.7).
As interpretações destes magos e encantadores eram vagas, e, portanto, nada valiam diante daquilo que era verdadeiro.
Na época atual, há, evidentemente, muitas falsas práticas realizadas sobre até mesmo o nome de
Deus, mas na vinda de Jesus tudo ficará esclarecido, pois, no momento do Arrebatamento, o povo da terra, se divide em dois grupos apenas: os que vão e os que ficam!
2.8: “Respondeu o rei, e disse: Percebo m uito bem que vós quereis ganhar tempo; porque vedes que o que eu sonhei m e tem escapado”. “... vós quereis ganhar tem po”.
O presente texto (e ou- (,ras passagens do mesmo gênero) mostra o rei Nabucodonosor angustiado pela insistência dos magos e encantadores da Corte, e declarando que os sábios tinham se combinado para o enganar, simulando algum tipo de interpreta­ção mais ou menos parecido com aquilo que o monarca teria sonhado, mas o rei não se lembrava de nada daquele sonho.
Então, evidentemente, o principal ponto de partida no entrelaçado problema era a lembrança do sonho do rei.
Os magos demonstraram que estavam incapacitados de resolver o problema daquela corte. Ainda hoje, os sábios segundo o mundo são incapazes de resolver os problemas da humanidade, pois só Jesus Cristo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, pode fazer isso de maneira satisfatória. (Ver
SI 37.4, 5; Mt 11.28).
2.9: “Por conseqüência, se m e não fazeis saber o sonho,
uma só sentença será a vossa: pois vós preparastes palavras mentirosas e perversas para as pro ferirdes na minha presença, até que se mude o tempo: portanto dizei-m e o sonho, para que eu entenda que m e podeis dar a sua interpretação”.
"... até que se m ude o tempo”. Entre os babilónicos era
comum aos astrólogos e encantadores fazerem suas interpretações sobre os acontecimentos que iam tendo lugar no curso da história; por exemplo: quando havia uma grande batalha entre dois monarcas, predizia-se que “um” daqueles perderia a batalha.
Se perguntados sobre qual dos dois perderia a guerra, não revelavam para que os soldados do indicado não desanimassem.
Ora, é evidente que, se há dois reis em luta, um perderá a batalha. O rei percebeu isso muito bem, e os advertiu, afirmando que eles tinham forjado palavras mentirosas, ou, como bem pode ser traduzido por “uma interpretação suposta” dentro daquilo que o rei lhes contasse.
Ainda hoje muitos grupos religiosos têm procurado fazer determinadas predições, baseados em
fatos históricos, mas falharam e continuam falhando.
Há determinadas profecias divinas que só Deus e o tempo (não os intérpretes) dará sua interpretação correta (Dt 29.29).
2.10: “Responderam os caldeus na presença do rei, e disseram: Não há ninguém sobre a terra que possa declarar a palavra ao rei;pois nenhum rei há, senhor ou dominador, que requeira coisa sem elhante d’algum mago, ou astrólogo,
ou caldeu”.
“Não há ninguém sobre...” O texto em foco, revela os sábios da corte babilônica mostrando-se francos para com a exigência do rei: “Não há ninguém sobre a terra que possa declarar a palavra ao rei”. O fato é que o monarca exigia algo que não se encontrava previsto nem declarado em nenhum código do mundo: fazer lembrar um sonho esquecido e depois dar a sua interpretação; isso ultrapassava qualquer possibilidade de entendimento da mente humana, pois seria chamar “as coisas que não são como se já fossem”.
Todos sabem que isso é apenas faculdade daquele que é o “m esm o” quanto ao tempo e a eternidade (Hb 13.8; comp. com Rm 4.17). Os sábios caldeus tinham apenas conhecimento do tempo presente, mas Deus possui a eternidade na mão e, por conseguinte, conhece todos os lim ites do tempo e da eternidade. (Ver Jr 23.23).
2.11: “Porquanto a coisa que o rei requer é difícil, e ninguém há que a possa declarar diante do rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne”.
"... os deuses, cuja morada não é com a carne”. O presente texto mostra os sábios caldeus, mediante sua confissão perante o rei, fazendo uma referência à pessoa de Deus,
pois, mesmo de uma maneira imperfeita, até no paganismo negro permanecia a persuasão de que Deus existe.
(Comp. At cap 17, com Rm 1.21). A idéia da existência de Deus é uma intuição da razão moral da pessoa humana; o texto em foco, pluraliza, “Eloim” (Deus) que termina com o sufixo “im”, ainda que a forma singular é ELOAH não é
sobrevivência de um estágio politeísta, mas expressa a natureza divina na multiplicidade de suas plenitudes e perfeições; essas perfeições são vistas e analisadas em cada manifestação do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
 Os escritores clássicos, porém, não traduziram a palavra “deuses” por “Deus” na presente passagem, pois entenderam que ela tinha sido pronunciada por lábios pagãos, e, ao invés de “D eus” (singular), traduziram por “deuses” (plural). Seja como for, as três pessoas da santíssima Trindade estão em foco.
“Então o rei m uito se irou e enfureceu; e ordenou que m atassem a todos os sábios de Babilônia”.
"... todos os sábios...” Na proporção que o diálogo com o rei ia se desenvolvendo, acabou-se a paciência do monarca; a ordem para que seus capitães m atassem aqueles homens e todos os sábios de Babilônia saiu.
 E tal caso, também Daniel e seus três companheiros morreriam, porque já estavam inseridos na categoria de sábios e, adivinhos daquela corte real. (Ver Dn 4.9). Seria uma calamidade catastrófica, pois a casta de sábios, astrólogos e feiticeiros era muito numerosa ali.
 Diante de tal situação, os sábios caldeus ficaram muito tristes. Nabucodonosor era o grande e poderoso monarca, mas havia limites para o que desejasse exigir.
 Mas certamente ele se sentia possuído de um poder absoluto, e, quando o homem mortal chega a esse ponto, corrompe-se a si mesmo. (Comp. com Ap 3.17).
2.13: “E saiu o decreto, segundo o qual deviam ser m ortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem m ortoé’.
O texto, confrontado a contextos anteriores, diz que o profeta Daniel, juntamente com seus companheiros, morreria sem misericórdia naquele dia.
Aquele servo do Senhor depois de receber a cultura da época, era considerado um membro da sociedade dos magos, embora sua sabedoria viesse da parte de Deus, através da revela­ção. (Ver o v. 20).

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